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domingo, 23 de outubro de 2011

Um até breve...

Queridos leitores (será que ainda tenho algum?) do Canastra:

Realmente tentei voltar a atualizar o blog com periodicidade, mas não consegui. Não consigo sequer divulgar meus eventos ou lançamentos.

Então, para que eu possa tirar mais uma cobrança do meu ombro, vou dar um tempinho aqui no blog. Não é um adeus, pois não quero encerrar esse espaço que foi tão especial. Digamos que é um até breve.

Quem sabe ano que vem eu consigo voltar...

O problema é que o tempo que já era curto, agora, com a carreira literária alçando outros voos, passou a ínfimo. Preciso conciliar o tempo do emprego fixo com o tempo importantíssimo dedicado à família, com as brechas que encaixo para escrever, divulgar, respirar a literatura.

Então, por enquanto, para vocês me acharem, leiam o jornal que estou editando, o Jornal Sobrecapa Literal, para onde migrou minhas opiniões sobre o meio literário - http://www.sobrecapaliteral.com.br/ ou
curtam minha página no Facebook ( http://on.fb.me/ottOqJ ) ou
sigam-me no Twitter ( http://www.twitter.com/anacristinamelo ).

Ah, e vocês podem bisbilhotar meu site, no qual sempre tem novidades: http://www.anacristinamelo.com.br/.

Beijo grande e um até breve da
Ana Cristina Melo

domingo, 17 de abril de 2011

Minha aventura maluquinha

O mês de abril começou complicado. Um probleminha de saúde com a minha filha me fez desligar do mundo desde o dia três de abril. No final, graças a Deus, não foi nada grave. O “talvez” seja apendicite é que me surtou. O que uma palavra pode fazer na nossa vida, principalmente se ela significar dúvida?

Mas foi exatamente essa palavra que me fez repensar muita coisa. Repensar cada “talvez” da minha vida, cada “poderia ser diferente”. Às vezes achamos que só dá para fazer de um jeito, mas basta sermos sacudidos pela vida para percebermos, como se fosse um véu despencando à nossa frente, que há muitos outros caminhos que preterimos.

Então, antes de contar da minha aventura maluquinha (que não foi essa), deixo a dica. Não esperem ser sacudidos por algum problema. De vez em quando, é legal parar e fazer um balanço. E, se for preciso, igual acontece ao arrumar gavetas, jogar fora tudo que não é tão importante e rearrumar o que nos é imprescindível.

Fica a dica!



A partir do dia 14 passei a respirar novamente, de forma normal. E, então, pude parar para pensar numa das maiores aventuras que iria viver como escritora: participar do programa do Ziraldo como contadora de histórias!!!




Ter recebido esse convite me fez, além de dar um grito daqueles, ser transportada aos meus nove anos. E era como se eu pudesse me enxergar, sentada no sofá, lendo e relendo “O menino maluquinho”. Lendo, não: devorando! Devorando cada pedacinho de ilustração. Sim, porque no livro, o texto não se basta, ele se liga e se completa com as ilustrações, com os textos roubados dos cadernos do Maluquinho, com as imagens do olho maior que a barriga, e tantas outras.

Era como se eu me visse de novo lendo esse livro, era como se eu me visse de novo me apaixonando pela literatura, como se fosse a primeira palavra de uma frase, a primeira frase de um parágrafo, o primeiro parágrafo de um sonho. Muitos outros livros passaram pela minha vida e alimentaram essa paixão, mas “O Menino Maluquinho” certamente foi um deles, pois só um texto do qual ainda sentimos o gosto da leitura pode ser tão culpado assim. ;)

Quando me tornei escritora, quando lancei meu primeiro livro, achei que a alegria estava praticamente completa. Praticamente, pois depois de lançado um livro, nossa alegria se completa com a aceitação dos leitores. Mas a vida está sempre me surpreendendo. Está sempre me mostrando que não há limites para sonhar.

Voltando um pouquinho, lembro que uma dessas primeiras surpresas foi quando tive a oportunidade de estudar a obra de uma escritora por quem sou maluquinha; ali, ao lado de sua Editora, na Fundação Cultural. Sim, falo de Lygia Bojunga, por quem tantas vezes já me derreti aqui. E se isso já era maravilhoso, de repente, sou agraciada com sua presença, bem pertinho de mim, do meu lado, contando suas histórias, rindo e me recebendo com tanto carinho. E como a vida não brinca em serviço, um dia ouço ela me dizer que meu texto “tem vida”. Tipicamente como a Marília (de Caixa de Desejos) faria, deu vontade de dizer: “Para o trem, pois vou cair de emoção!!!”. Mas ainda bem que não fiz isso. ;)

Outras surpresas aconteceram na minha vida. Fui elogiada por escritores por quem tinha grande admiração, ganhei prêmios com meus contos, fui convidada para eventos importantes, chamada para dar entrevistas em rádio e tevê, e isso era como me tornar princesa, depois de ser borralheira. Era como encontrar fadas madrinhas a cada passo que desse.

Aprendi, então, que ainda posso sonhar com muitos castelos. Que a literatura é infinita em suas possibilidades de fantasia, que ainda tenho muitas alegrias para viver. Já nem consigo imaginar quais serão. Similar ao que Clarice Lispector descreve no seu conto “Felicidade clandestina” (que amo também!), eu finjo que não sei que ainda terei essas alegrias, só para me surpreender quando elas chegarem, só para vivê-las com toda ansiedade, com toda felicidade que elas merecem.

Bom, mas deixando minhas divagações sobre o futuro (ai que mania de escritora falar demais! rs), vim para falar da minha aventura maluquinha. Como disse, fui convidada a participar da 2ª temporada do Programa ABZ do Ziraldo (http://www.tvbrasil.org.br/abzdoziraldo), como contadora de histórias.


A gravação aconteceu ontem...

Às 9h30 eu e minha filhota chegamos ao estúdio e fomos recebidas com toda atenção. Logo seguimos para o camarim, para as mãos da fada Beth que transformou abóbora em carruagem, e me tratou com todo carinho, caprichando na maquiagem. Lá estavam também o Palhaço Matraca e sua assistente Amaralina, que logo virou Amaralinda, na hora da gravação.






Incluindo o Matraca e a Amaralinda, assistimos às gravações de quase todos os artistas. A Bia se juntou às outras crianças da plateia e curtiu muito! (Olha ela na primeira fila, de arquinho lilás na cabeça!) Foi ótimo, pois, numa hora dessas, dá muita mais segurança você estar nos bastidores, analisando os detalhes. Na minha vez, eu sabia tudo o que podia e não podia fazer no jeito de olhar para as câmeras. Bem, pelo menos na teoria, pois na hora da prática, a cartilha se perde na memória. rsrs






O dia foi passando e ficamos numa ida e vinda do estúdio para o camarim. E foi numa dessas vezes que encontrei a escritora Cristina Villaça (http://www.cristinavillaca.blogspot.com/), uma amiga virtual que tive o prazer de conhecer pessoalmente. Ela estava acompanhada de seu tatu simpático, protagonista do seu último livro “Viva eu, viva tu, viva o rabu do tatu!” (Ed. Escrita Fina). E ela se tornou uma companheirona até a hora de entrarmos em cena.


E nesses pequenos esbarrões percebemos como é bom ter com quem dividir um momento desses. Ter alguém que fala a nossa língua, que entende essa emoção de se ver no meio do mundo do Maluquinho. É como se o personagem do nosso livro preferido saísse do papel para vir para o nosso lado, e nos convidasse a uma doida aventura.

A produção ainda tinha muito mais pra mim: tiraram foto, me filmaram, montando um belo making-of, retocaram maquiagem... Aliás, uma pausa na história para dizer:

A produção foi nota 1000!!!

Só não vou citar nomes, pois alguns eu sei, outros esqueci de perguntar. E não seria justo deixar unzinho sequer de fora.

Me senti uma estrela de cinema. De um cinema que tem tudo a ver com imaginação, com alegria, com a magia da literatura.

Às três horas, chegou a nossa vez: a minha e a da Cristina Villaça. E como se fosse tudo combinado pelos astros, fomos juntinhas para o estúdio, para uma paparicar a outra, tirar foto e transformar aquele momento em algo mágico, algo com testemunha, para que depois a gente não precise pedir a ninguém que nos belisque. rsrs



Eu fui primeiro, meio assustada, diante daquela criançada. Não por eles, não pela contação de histórias, mas por estar ali, no meio do mundo do Maluquinho Ziraldo. Por estar vivendo aquele momento. É estranho lidar com tudo que nos invade: é o público infantil, nossa fonte de inspiração, é a nossa própria emoção, é a preocupação com o olhar da câmera, é a história que não pode fugir...






Mas como aconteceu em todas as vezes que entrei em sala de aula, nesses 23 anos de docência, o frio na barriga só dura até a primeira frase, até a palavra “gravando” da nossa vida, pois estamos acostumados a esse “gravando” que é até mais rígido, pois não tem o “vamos repetir”, no máximo, um “flashback”. E aí a minha Rita, personagem da história inédita “Uma amizade desenhada”, que sai até início do ano que vem pela Ed. Escrita Fina, ganhou vida, mãos, caras e bocas. Ganhou os olhinhos atentos das crianças, o olhar especial da câmera que me acompanhou... E, de repente, acabou. Os aplausos marcaram o fim. E a gente fica ali, tentando recolher todas as emoções, entender o que foi aquilo que acabamos de viver, o que é mais esse presente que a vida nos oferece.

Então, depois de todas as emoções arrumadas, eu digo:


Ziraldo, obrigada pelo Menino Maluquinho que entrou na minha vida, lá nos meus nove anos.

Obrigada por você me permitir que o Maluquinho entre na minha vida agora, quando eu passo para o lado de lá do papel.

Obrigada Lobato (e minha eterna companheira Emília), Pedro Bandeira, Lygia Bojunga, Ziraldo, Ana Maria Machado, Ruth Rocha e todos os escritores que plantaram os tijolinhos (sim, tijolos que crescem feito flor) desse país da imaginação, desse país da bela e iluminada literatura infantil. Vocês são responsáveis por eu estar aqui.


Então, vamos todos comemorar amanhã, dia 18 de abril, o Dia Nacional do Livro Infantil, recheando a alma de sonhos e imaginação.

E quando o programa for ao ar, eu estarei aqui para gritar pra todo mundo dia e horário, para todos conferirem o resultado.

Palavra de Emília borralheira! :)))

sábado, 2 de abril de 2011

Dia Internacional do Livro Infantil



Hoje acordei com vontade de escrever no meu diário virtual. Talvez meu subconsciente se lembrasse que hoje também é o Dia Internacional do Livro Infantil. Para quem não sabe, a data foi escolhida em homenagem ao escritor Hans Christian Andersen, um renomado escritor dinamarquês que está presente no imaginário de todas as crianças.


Mas alguém há de dizer: “Ai, Ana, ele não precisa de apresentação”. E eu me pergunto: “Será que não”? Pode haver alguém que não saiba quem ele é? Arrisco dizer: pode. Pode haver muitas pessoas que não saibam quem foi Andersen, mas impossível alguém não conhecer a história do patinho desajeitado, amado pela mãe, mas rejeitado por todos os outros, até se descobrir um belo cisne. Uma das primeiras histórias sobre Bullying. Ou ainda do amor do pobre soldadinho de chumbo pela bailarina de papel.

E é o que fica. Acho até difícil que alguém não se lembre do nome Lobato, mas ninguém há de dizer que não sabe quem é Emília e Visconde, muito menos nos tempos atuais em que tanto se discute se o autor era racista ou não, e se levantam algumas declarações preconceituosas vindas dele (bom, mas isso é para outro post).

Vejo em tudo isso que o que realmente nos sobra da literatura não é o autor, não é ele que se torna perene, mas suas histórias, sua forma de ver o mundo, transmudada em ficção.

São as palavras que colam na gente e nos transformam. O comum do ser humano é ser afetado mais pela palavra oral, pois ela nos vem como uma flecha, que atinge certeiro o coração ou a mente. Seria bom que essa flecha fosse sempre uma flecha de luz, que nos iluminasse por inteiro, que clareasse nossos sonhos, nossos pensamentos, como aconteceu comigo essa semana, pelas palavras de uma grande amiga. Mas nem sempre é assim. Às vezes passamos pela vida recebendo flechas envenenadas, e aí vai depender dos anticorpos que possuímos para conseguirmos espantar esse veneno e não deixar que ele destrua o que temos de bom. Pois o positivo leva anos para ser construído, enquanto o negativo se espalha no tempo de um segundo.

Isso é comum. O que não é tão comum é o efeito da palavra escrita. É preciso que tenhamos uma alma de leitor, para que ela venha e se incorpore ao nosso corpo, como uma vacina, que nos ajude a buscar e receber as flechas de luz, que nos ajude a bloquear e diluir os venenos do dia a dia, para que eles não nos destruam.

E nada melhor do que desenvolver essa alma de leitor quando criança, pois ainda assim, impúbere, temos nossas flechas e nossas feridas. Como é muito comum alguns acharem que as crianças ainda não são seres completos, elas tendem a receber apenas as flechas ruins. Então, lhes sobra encontrar nessas palavras escritas uma forma especial para serem ouvidas e processarem seus receios.

Por isso a literatura infantil é tão importante. Por isso são tão importantes essas homenagens, para que nossa memória não nos traia.

Às vezes a melhor terapia para uma criança pode estar na idiossincrasia que demonstra ao que lhe cai nas mãos, ao que transmuta de cada maldade das bruxas e monstros, entendendo suas próprias frustrações e seus próprios medos.

Olhando para trás, vejo que teria processado muitas mágoas se o livro tivesse feito parte da minha vida desde muito cedo. Mas em vez de lamentar essa falta, tenho que agradecer por tê-lo descoberto mais tarde e ter me apaixonado por ele com tanta força, que o amor transbordou para a escrita.

Que hoje seja um dia para lembrar a cada um do quanto as crianças e os livros são importantes. Do quanto eles precisam ser respeitados e amados. Do quanto precisamos da fantasia e do sonho, para que um dia a realidade seja palatável.

Então, hoje, pegue um livro infantil ou juvenil para ler. Depois leia para o seu filho também. Se passar por uma livraria, compre um livro para ele, ou para um sobrinho, um neto ou para o vizinho.

Chore com uma história triste, ria com uma história engraçada. Abrace o outro, e entenda seu medo. E depois entenda seus próprios medos.

Se dê esse direito de ofertar amor em forma de palavra!
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E falando de notícia boa...

Já está marcado o primeiro lançamento do meu juvenil De volta à Caixa de Desejos. Acontecerá em 18 de junho, no Salão FNLIJ. Em junho também o lançamento do meu infantil Uma turma para Dora.

Logo depois, muita festa e “bebemoração” num lançamento em Livraria.

Chegando mais perto, trarei capa e detalhes.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Originais entregues... hora de cobrir o vazio


Essa semana eu entreguei os originais do meu livro De volta à Caixa de Desejos (título provisório).

É um romance juvenil que continua a história da Marília no Caixa de Desejos. Não, não terá um terceiro livro. Inicialmente, não teria nem esse segundo, mas os leitores pediram e, de repente, eu também senti saudades da Marília e da Francine. Mas não havia mais o que contar sobre elas na época de meninas. Então, dei um pequeno salto no tempo e as levei para o início da fase adulta.

Quando o novo livro começa, Marília está a um mês de completar 18 anos. Francine vai completar 20 anos. Só que o princípio da fase adulta traz novos conflitos. O tema dos desejos e do quanto sonhamos com eles está de volta, mas em tons diferentes. Há um personagem masculino muito importante - o Joca - que vem com um sonho muito bem definido: se tornar um jogador de futebol.

Mas a vida não é feita apenas de sonhos, mas de realidade, e muitas vezes de uma realidade pouco palatável. E quando essa realidade se dilui na história da nossa família, seja ela no passado ou no presente, percebemos que é preciso entender muito mais dessa ascendência, para decidirmos nossos próximos passos.

E é assim, às voltas com novos amigos, com o Joca e seu sonho, com as provas de vestibular e com novos conflitos na vida pessoal e em família que Marília aprende que crescer é difícil, doloroso, mas é inevitável.

Há um trecho do primeiro capítulo que fala um pouco desse sentimento.

"A vida tem disso, às vezes não sabemos nem o que pedir. Estamos sempre buscando sonhos e, com eles, a felicidade. Mas do que somos capazes pra realizar esses sonhos? Havia um bom tempo que eu não tinha tantos pedidos pra guardar na caixa. Minha vida corria em paz, eu continuava escrevendo, tinha um namorado, amigos e planejava um futuro como escritora. Mas de repente tudo mudou."

Divulguei também no Twitter (http://www.twitter.com/anacristinamelo) duas frases que dão mais algumas dicas sobre a história:

"Nem sempre as pessoas são o que parecem ser. E nem sempre conhecemos o passado da nossa família".


O livro chegou ao fim. Um livro de cerca de 300 páginas, que me fez aprender muito. Entendi que aprendemos cada vez mais a cada livro que colocamos um ponto final. Talvez esse tenha demorado tempo demais para ser terminado, pois eu estava com medo. Medo de terminar. Medo de colocar o ponto final. Medo de encarar novamente a angústia da aceitação. Mas aprendi que não podemos ter medo. E quando entendi isso, produzi feito nunca, produzi em duas semanas mais do que em dois meses inteiros, e cheguei ao final, e então me veio o vazio, o vazio de ter chegado a esse fim, da história ter sido revelada, da tarefa ter sido concluída.

Falando em tarefa, logo me vem à mente o conto "A troca e a tarefa" da Lygia Bojunga, que está no livro Tchau. Se você não leu ainda, vai lá e compra. Vale a pena. É um livro lindo. E esse conto fala muito dessa angústia do escritor. E nos faz entender que nunca colocamos o ponto final. Apenas criamos mais um degrau, como a imagem que escolhi pra esse post. Não há ponto final. Há apenas um fechamento. É como se fechássemos um livro que acabamos de ler. E para quem tem paixão pela literatura vai entender o que vou falar: quando fechamos um livro, podemos ficar tristes de ele ter acabado, mas logo aplacamos nossa tristeza buscando uma nova história. Pois essa é a mesma sensação de um escritor.

É isso, essa tristeza, esse vazio, precisam ser aplacados. Mas dessa vez, já sei como lidar com meu medo. Ele vai existir, eu vou tremer quando o livro estiver pronto, vou me encolher temendo o que vão dizer, mas agora não posso pensar nisso, preciso continuar, dar o próximo passo, me entregar a novos personagens, aprender mais um pouco. E espero poder continuar esse aprendizado por muito tempo, criando pilhas de livros escritos como aqueles que estão lá no início. E cada vez que eu terminar um texto, que possa ter a vontade de começar outro, abrindo meus sentimentos para o mundo.

Então, conto com vocês para acolher meu próximo filhinho. Previsão: junho de 2011. Se os adultos gostaram tanto do primeiro, que tinha personagens no início da adolescência, tenho esperança que curtam bastante esse também.

E agora vamos a dois novos projetos: um outro livro infantojuvenil e meu primeiro romance adulto. Sobre o que são? Só falo quando colocar o ponto final.

Um lindo domingo pra vocês.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Estou de volta, com a corda toda!

Voltei! Eu já havia me programado ficar um pouco off em dezembro e janeiro, mas por força de alguns probleminhas de saúde acabei ficando muuuito off.

Mas já estou com a corda toda de novo. Pelos próximos dias, pretendo mudar o layout do Canastra e passar a escrever com mais frequência, como se esse cantinho fosse meu diário pessoal literário, aliás, objetivo inicial dele. E como todo diário, toda vez que eu ler alguma matéria muito legal, que não queira perder o link, vou comentar aqui, como se fosse um pequeno recorte de jornal que colamos nas folhas dos nossos diários.

Muitas mudanças serão feitas nos meus espaços, para que o tempo possa ser dividido de forma justa, não só com as divulgações que não quero abandonar, mas com a minha própria literatura.

E para mostrar que esse espaço aqui é especial, divulgo em primeira mão as duas grandes mudanças que vão acontecer essa semana:

1º) O meu site Sobrecapa (dedicado aos lançamentos literários) passará a publicar um jornal virtual mensal, chamado Sobrecapa Literal. E a primeira edição vai ao ar amanhã (dia 3 de fevereiro). O jornal concentrará artigos, releases sobre livros, lista de mais vendidos (exclusiva da literatura nacional), dicas de português com uma colunista de mão cheia, agenda, concursos literários, dicas de cursos, e muito mais.

Pretendo abrir uma seção: "Com a palavra, o leitor", para que os leitores possam dizer o que está acontecendo de literário em suas cidades. Ou dar dicas de leituras.

É para ser um ponto de encontro, informal, do jeito que a leitura tem que ser.

2º) O blog Ficção de Gaveta (de concursos literários) será descontinuado. Ele passa a ser uma seção dentro do jornal Sobrecapa Literal.

Agora, novidades divulgadas, vamos voltar às anotações do meu diário...

Essa semana eu li uma matéria na Época, escrita pela Eliane Brum, que me deixou muito tocada. Tive o prazer de conviver em oficinas com o Luiz Ruffato, e a definição que a Eliane fez dele: "Ele é uma das pessoas mais encantadoras e generosas que já conheci. Encontrá-lo é como chegar em casa." é uma das definições mais perfeitas que alguém poderia fazer do Luiz. Ele é uma pessoa fantástica. Aliás, existem pessoas fantásticas no meio literário, mas também existem pessoas que, como disse a Eliane, são tão arrogantes e mesquinhas, que ufa!, é melhor chegar perto apenas dos textos, e olhe lá, porque às vezes nem o texto vale a pena. Mas o Luiz, não, ele é aquela pessoa que nos brinda com generosidade, com inteligência, e faz com que a gente sinta privilégio de ser seu amigo. Não deixem de ler a matéria "A Igreja do Livro Transformador" no site da Época, e conheçam um pouco mais desse cara fantástico.

Aliás, falando em generosidade, deixo aqui minhas orações e torcidas pelo Moacyr Scliar, que está internado depois de ter sofrido um AVC. Que ele fique logo bom, pois ele é outro autor que tive o prazer de conhecer e reconhecer a generosidade imensa, tão grande quanto o seu talento.

Força, Moacyr. Estamos torcendo por você.

E aproveitando matérias que nos deixam orgulhosos, confiram outra matéria da Eliane, dessa vez com o Rogério Pereira, editor do Rascunho, talvez o único jornal realmente literário que temos no país. Ele é um batalhador e um orgulho para o meio literário. Então, separem um tempinho e leiam também a matéria "A vingança de Rogério Pereira".

E para fechar o dia, uma super notícia: A Livraria Cultura vem para o Rio. Uhuuuuu!!!!

A grande rede inaugura duas lojas no Rio. A primeira e maior, com 3300 metros quadrados, será no Centro, onde funcionava o Cine Vitória (Cinelândia). A outra ocupará 1000 metros quadrados no shopping Fashion Mall.

Pena que vamos ter que esperar até o segundo semestre. Mas quem sabe eu já não lanço lá o "De volta à Caixa de Desejos", que será publicado esse ano. :)

Beijinhos e até a próxima anotação no meu diário.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Minha mensagem de fim de ano: Vamos desfolhar nesse Natal?

(Crédito da Imagem: Site O Globo)

Estamos no finalzinho de mais uma jornada que se chamou 2010.

Para todos nós foi um ano especial. Não porque foi um ano apenas de vitórias, pois qualquer conquista é uma simbiose de perdas e ganhos, mas porque subimos mais alguns degraus, mesmo sentando, cansados, ora ou outra; fincamos mais algumas bandeiras; realizamos mais alguns sonhos; e alcançamos em paz essa linha de chegada.

Como é comum na vida, tive minhas ondas, que me levaram ao topo da felicidade e me derrubaram na areia da tristeza. Mas hoje, sobrevivendo aos caixotes que a vida me trouxe e outros tantos que eu mesma criei pra mim, suspiro e sorrio, satisfeita, agradecendo:

A Deus, pela proteção de sempre, deixando que meu caminho seja menos árduo;
Aos meus filhos, por serem essa luz que iluminam todos os meus dias;
Ao meu marido, por ser esse amor de 18 anos que ainda é chama e me alimenta os sonhos;
À minha família e todos os meus amigos, pelas palavras, pelos abraços, pelos beijos, pelo carinho, pelo amor, pela presença não necessariamente física, mas sempre alcançando meu coração.

Estamos às vésperas de mais uma renovação. Olho 2011 e peço duas caixas: a das experiências e a dos desejos.

Que a caixa das experiências guarde tudo o que vivemos, de bom ou ruim, para que possamos enxergar essa vida com olhos de criança, a criança que chora, mas é capaz de secar as lágrimas com um sorriso, por enxergar a brincadeira numa embalagem vazia que lhe surge de repente; para que possamos enxergar essa vida com olhos de adulto, maduros, que são capazes de aprender com os erros e se inspirar com os acertos; para que possamos enxergar essa vida com o olhar de quem acredita na magia do Natal.

Que a caixa dos desejos seja imensa e não tenha medidas e já traga em seu fundo o desejo do que é combustível para novas jornadas: paz, saúde, amor e amizade.

Como árvores vivas que somos, que possamos desfolhar nesse final de ano, colorindo nosso caminho, para florir novamente, e alimentar aos que nos cercam com os frutos mais preciosos que somos capaz de produzir: o amor.

Um Feliz Natal para todos, um Ano Novo mágico, de todas as cores, do branco da paz, do verde da esperança, do vermelho da paixão, do laranja da alegria, do amarelo da riqueza e do azul da maturidade.

Recebam aquele meu abraço que muitos conhecem, que diz mais do que todas as letras. E aquele meu beijo cheio de ternura e saudade.

Que 2011 seja um ano de luz e doação e que todos os nossos laços se apertem, se unam, se encham de mais amor.

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Entro em recesso até final de janeiro. Nesse meio de caminho, em alguns momentos estarei por perto, em outros estarei viajando. Vou tirar esses dias para escrever, brincar, descansar e construir minhas caixas.

Sei que o Canastra de Contos ficou um pouco abandonado em 2010, mas vou corrigir essa falha gravíssima em 2011. Estou com várias ideias não só para o blog como para o Sobrecapa e os atualizarei com mais frequência.


Por isso, minha ausência no blog e nas redes sociais será mais constante até fevereiro. Mas estarei sempre por perto e os amigos sabem onde me encontrar.


Um beijo da
Ana Cristina Melo





segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Lobato é politicamente incorreto?


Uma nova semana se inicia, um novo mês, mas ainda são presentes as principais notícias que nos tomaram no final de outubro: a corrida presidencial e o parecer do Conselho Nacional de Educação contra o livro "Caçadas de Pedrinho" (de Monteiro Lobato), recomendando que o mesmo não seja distribuído a escolas públicas ou, se for, que seja acompanhado de um aviso alertando se tratar de obra racista. (Veja matéria no Estadão - http://blogs.estadao.com.br/marcos-guterman/quem-tem-medo-de-pedrinho )

E vejo que literatura e política estão cada vez mais entremeados.

Vamos lá. Monteiro Lobato escreveu Reinações de Narizinho em 1931 e Caçadas de Pedrinho em 1933, quarenta e cinco anos após a abolição da escravatura. A liberdade não lhes forneceu ascensão social, lhes forneceu o direito de ir-e-vir, o direito de ser humano, acima e antes de tudo. O direito de trabalhar onde fosse respeitado.

No livro Caçadas de Pedrinho, tia Nastácia se declara uma negra de 70 anos, o que nos leva a concluir que, certamente, ela foi escrava, pois a lei do Ventre Livre é de 1871.

Isso nos traz um contexto de época, o que justifica sem muito esforço a posição de Nastácia como agregada da casa. Mas essa agregada que trabalha, que cozinha, é apresentada por Lobato como se fosse uma pessoa da família. Não é a Negra Nastácia, é a Tia Nastácia. É a "negra de estimação que carregou Lúcia em pequena", como o próprio Lobato apresenta no primeiro capítulo de Reinações de Narizinho.

A "bá" que se torna parte da família, que traz a visão do povo, cheio de sabedoria. A sabedoria que está no conhecimento da vida e nas prendas que carrega, pois não podemos esquecer que Emília e Visconde saíram de suas mãos. Em Reinações de Narizinho, Lobato narra a "filosofia" de Narizinho, mostrando essa sabedoria: "As ideias de vovó e Tia Nastácia a respeito de tudo são tão sabidas que a gente já as adivinha antes que elas abram a boca".



Tia Nastácia é respeitada, amada e reconhecida não só pelas crianças como por Dona Benta. E podemos nos perguntar quantos negros nos anos 30 eram assim tratados.

E então, de repente, quase 80 anos depois dessa obra ser publicada, questionam o racismo que existe nela. Será racismo apresentar uma personagem que, sendo parte de um grupo tão à margem da sociedade da época, é apresentada como importante, como uma pessoa digna de respeito? Isso sem contar o lado lúdico e mágico, no qual eu não posso conceber o mundo sem a Emília, que nasceu das mãos de Nastácia.

Na história, durante as crises de perigo, a preocupação das crianças não se limita à avó, mas também à Tia Nastácia. E não vejo algumas passagens mais do que o tratamento cuidadoso com aqueles que de maior simplicidade cultural, mas de grandiosidade humana.

Veja um trecho de Caçadas de Pedrinho:

"Aí é que foi a dificuldade. A pobre negra era ainda mais desajeitada do que Rabicó e Dona Benta somados. Quando, depois de inúmeras tentativas, ia se tenteando sobre as pernas de pau, perdeu de súbito o equilíbrio e veio ao chão, num berro. Felizmente caiu sobre um varal de roupa e não se machucou."

Mas é claro que foram pegar um outro trecho para provar o racismo da obra. Um trecho em que Lobato diz "Sim, era o único jeito - e Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão, pelo mastro de São Pedro acima, com tal agilidade que parecia nunca ter feito outra coisa na vida senão trepar em mastros".

O que é uma macaca de carvão? Não sei dizer. Nem consigo alcançar se isso foi um tratamento preconceituoso. E se tiver sido um momento em que Lobato reforçou a cor de Tia Nastácia, no seu íntimo, em toda sua obra, ele mostra que a cor ou qualquer outra diferença não impede o amor entre as pessoas. Afinal, no Sítio temos uma boneca casando com um porco, uma menina casando com um peixe, um sabugo de milho que se torna um gênio, e por aí vai.

E como ele mesmo diz ao final do livro, Tia Nastácia é gente e gente que merece respeito:

"Dona Benta deu um suspiro de alívio e voltou ao terreiro. Queria continuar o seu passeio no carrinho. Mas não pôde. Tia Nastácia já estava escarrapachada dentro dele.
- Tenha paciência - dizia a boa criatura. - Agora chegou minha vez. Negro também é gente, Sinhá..."

Será que não é isso que Lobato quis passar? Que se deve respeitar o outro, seja ele qual for. Dar-lhes direitos iguais.

Como leitora, como escritora, me pergunto como é possível querer julgar uma obra dessas, no contexto daquela época, pela visão de hoje.

Acho que tem se falado muito de politicamente correto, de racismo; não vejo como trocando o termo "negro" por "afrodescendente" pode resolver os problemas da nossa sociedade. Politicamente, pensa-se em soluções que apenas maquiam os problemas.

Pois eu acho que as soluções deviam se preocupar com a educação, com o sentido de cidadania, de respeito ao próximo. Não só para as crianças como para os pais. Se tivermos maior essa noção, resolve-se não só o desrespeito às etnias ou aos deficientes ou ao meio ambiente, resolve-se o desrespeito à vida como o bem mais precioso.

Será que todas as pessoas que apontam racismo na obra de Lobato ensinam aos seus filhos, aos seus netos, a respeitar o próximo?

Será que essas pessoas, ao dirigirem, ligam uma seta para mudar de faixa, não jogam seus carros na frente de outros motoristas, ou andam três quarteirões para entrar na mão certa, em vez de fazer uma contramão?

Será que essas pessoas ao saírem com seus cachorrinhos, não deixam que eles façam sujeiras na porta dos outros, ou urinem nos carros alheios?

Será que essas pessoas ao terminar de comer uma bala, guardam o papel até a próxima lixeira ou deixam o lixo como rastro de suas atitudes?

Será que essas pessoas evitam fumarem perto de outras ou lançam suas guimbas, ainda acesas, ainda luminosas de seu tipo de pensamento, em qualquer lugar da rua?

Isso me preocupa muito mais. Isso me incomoda muito mais. São pequenas atitudes assim que trazem o racismo contra a vida, contra o semelhante. Há mais de cem anos não temos mais a escravidão, mas a falta de cidadania corrói todas as classes sociais, e faz com que a vida seja reduzida a muito pouco.

Acho que devemos pensar nisso, quando elencarmos o termo "politicamente correto".

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Final de semana com Ana Cristina Melo e Caixa de Desejos


Está no Rio? Então tem duas oportunidades de me conhecer e me ouvir falar do livro “Caixa de Desejos”.

No Sábado (dia 18), às 11h, estarei na Pinakotheke Cultural, lendo trechos de Caixa de Desejos e batendo papo com os leitores a respeito do livro. Ótima oportunidade para os jovens e adultos conhecerem melhor minha caixa mágica.


Depois, no Domingo (dia 19), os participantes do Skoob (www.skoob.com.br), a rede social brasileira para leitores, vão se reunir, das 15h às 18h, na Livraria DaConde (Rua Conde de Bernadotte, 26/lj 125 – Leblon – Rio de Janeiro).

Esse será o primeiro encontro temático do site trazendo os Novos Autores Brasileiros. A organizadora Janda Montenegro, autora do livro Antes do 174, vai promover um bate papo comigo, Ana Cristina Rodrigues, Estevão Ribeiro, Luis Eduardo Matta, entre outros. A ideia é falarmos sobre nossos processos criativos e os caminhos para inserção no mercado brasileiro.

sábado, 14 de agosto de 2010

Estou chegando na Bienal


Nem vou pedir desculpas pelo sumiço, pois já está ficando sem graça. rsrs

Mas espero que o tempo fique menos enlouquecido a partir da semana que vem e eu possa voltar a postar regularmente aqui no Canastra. Estou sentindo uma baita falta.

Agora, o foco é a Bienal. Amanhã estarei lá numa agenda maravilhosa. Quem estiver por SP, passe para falar comigo, tirar uma foto, pegar um autógrafo, curtir. Quem não estiver, é só espalhar a notícia.

Minha agenda:

Dia 15 de agosto (domingo), às 11h, estarei autografando o livro “Caixa de Desejos”, como membro da AEILIJ, no estande coletivo da Câmara Brasileira do Livro (Rua N42 e O43), junto com o autor Luis Eduardo Matta. Teremos um bate-papo sobre literatura juvenil e a paixão pelos livros.


Dia 15 de agosto (domingo), às 14h, no estande da Editora Usina de Letras (K56), autografando meu livro “Caixa de Desejos”.

Dia 15 de agosto (domingo), às 20h, no estande da Editora Usina de Letras (K56), autografando o livro “Humor Vermelho 2″, do qual faço parte com o conto “A Traição”.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Lançamento de Humor Vermelho 2


Olá, queridos! Primeiro, desculpem o sumiço. Mas alguém tem frasco de tempo extra para vender? Não me falta o que falar, me falta tempo para chegar aqui.

E para completar estive envolvida com tarefas extras como aulas e a revisão dos meus livros (técnico e de ficção). Assim, acabo vindo aos 45 do segundo tempo (bem de acordo com o tema do meu conto) para convidá-los para o lançamento do Humor Vermelho 2, que será HOJE! Tá, sei que está em cima, mas sempre dá tempo, não é (pelo menos para quem está no Rio)? Principalmente, pois o livro tem um conto meu. Quem não me conhece pessoalmente, é uma ótima oportunidade. rsrs

O livro vem com uma proposta especial: arrancar boas risadas de seus leitores. De vez em quando é bom ler algo com o intuito só de relaxar, rir e aliviar a tensão. E a parte mais legal é que tem um conto meu lá.


É hoje, na Livraria Travessa do Shopping Leblon, a partir das 19h. (Cliquem no convite para ver os detalhes)
 
Abaixo o release para vocês conhecerem um pouquinho mais do livro e saber quem está na turma de autores.
 
HUMOR VERMELHO 2 : ELES VOLTARAM, PIORES DO QUE NUNCA!

É LANÇADO O SEGUNDO VOLUME DA SÉRIE MAIS ORIGINAL DE HUMOR DO BRASIL.

Já imaginou os seus avós comemorando bodas de ouro num motel? E quando te dá aquela dor de barriga a dezesseis estações de casa? O que fazer quando um assaltante entra numa clínica de depilação e você está numa posição comprometedora?

Rir é sempre o melhor remédio, por isso o livro Humor Vermelho está de volta. O segundo volume promete arrancar gargalhadas dos leitores e vem com novidades, pra começar treze novos autores:

“O Humor Vermelho faz muito sucesso justamente porque é original. São textos surpreendentes e politicamente incorretos. Agora estamos dando oportunidade para 13 autores estrearem na série, e tenho certeza de que o povo vai rir ainda mais!” – diz Barbara Cassará, coordenadora desse segundo volume.

Outra novidade fica por conta de três histórias proibidas para maiores de 60.

“Nós adoramos, mas as nossas mães leram, e elas detestaram! É humor da nossa geração” – complementa.

O que diferencia o Humor Vermelho 2 é a mistura de estilos de seus autores. Na lista se encontram roteiristas do Zorra Total, Grande Família, Telecine, Multishow, GNT, escritores, blogueiros, teatrólogos, atores e jornalistas - todos tem carta branca para escreverem sobre o que quiserem. É impossível o leitor não se identificar com as situações embaraçosas e inesperadas. Algumas são pura ficção, outras inspiradas em fatos reais.

O lançamento da obra, com o selo Vermelho Marinho será no dia 04 de Agosto (quarta-feira), às 19h, na Livraria Travessa do Leblon.

O único efeito colateral do livro é não parar de rir.

Título: Humor Vermelho – volume 2
Preço: R$ 20,00

Lista dos Autores do Humor Vermelho 2:

1. Moisés Liporage - Com o pé na cova - escritor e roteirista (Telecine/ Multishow)
2. Ana Cristina Melo – A Traição – escritora e editora (sites Sobrecapa/ Ficção de Gaveta)
3. Alexandre Raupp – Sangue – roteirista (Por Um Fio/GNT)
4. Paula Gicovate – Pelo Menos – roteirista, escritora e mulherzinha (blog Umbigo de Paula)
5. Henrique Rodrigues – Fator tarja preta - escritor e doutorando em Literatura
6. Natasha Stein – A cor do preconceito – jornalista e assessora de imprensa
7. Alexandre Plosk – Cabeça Quente – escritor e roteirista do “Estrelas”
8. Barbara Cassará – Otacílio & Josefa – escritora e editora
9. Adriana Maia – A morte lhe cai bem – roteirista (Moviebox Telecine)
10. Andréa Codorniz – Alice quase no País das Maravilhas – Psicóloga, escritora, asneiróloga (blog Exorcize Sua Alma Gorda)
11. Julio Rocha – A lenda de Udalá – escritor, ficcionista e roteirista de Teatro
12. Marcia Mendel – Comunicando-se – jornalista e roteirista de teatro
13. Alexandre Martins – Mocreias – escritor (blog Um Cara Normal)
14. Wladimir Weltman – Chorando com Sade – roteirista (Zorra Total / Globo)
15. Fábio Fernandes – Amnésia 4 – jornalista (Pasquim, Globo) & professor (Comunicação)
16. Tati Berlim – Enquanto isso no paraíso... – produtora de TV e jornalista
17. Marco Santos – Missão: tirar o charuto do beiço – ator e escritor
18. Maurício Zagari – TUM – jornalista, crítico cinema JB
19. Bruno Weikersheimer – O dia em que papai morreu novamente – roteirista (TV XUXA)
20. Nelson Caldas Filho – A Yogue – Roteirista e diretor de cinema e TV (Grande Família/ Sob nova direção)
21. Zezo (José Feliciano Delfino) – A.M.A. – Roteirista, piadista (Band/Globo) e escritor
22. Tomaz Adour – Amélia Liberada – editor e escritor

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mãe, lê para mim?

Li hoje uma matéria no PublishNews e precisei dividir com vocês. A matéria, na íntegra, está em azul, no final do meu texto.

Lá em casa, rotina é uma palavra em desuso. Mas, se para algumas coisas isso complica, para outras é legal, pois sempre podemos reinventar. Eu lembro bem que contava histórias para o meu filho. Mas era sempre uma história inventada. Como eles sempre foram difíceis para dormir, tinha que ir preparando o ambiente para o sono chegar. Então tinha que ser à meia-luz. Assim, não dava para abrir um livro.

Com minha filha segui na mesma linha. Já enroscadinhas uma na outra, eu inventava alguma coisa. Agora, tento fazê-la pegar no sono na cama dela. Para isso, algumas vezes canto, outras abro um livro e conto uma história. Mas não dá para ela acompanhar. Tem que ser ouvindo, de olhinho fechado, para curtir e adormecer. Nas últimas semanas, ela tem pedido para eu criar uma história. Invento um título e daí tenho que desenvolver em cima do título. E ela sempre me pede qual vai ser a história do dia seguinte. E me vejo inventando um título do nada, para depois usar toda a minha imaginação para transformá-lo num relato.

E já teve uma vez que tive que aturar a zoação do meu filho, dizendo que eu estava com preguiça de pensar num final melhor. rsrsrs Amei isso. É a melhor parte, a que liga mãe e filho, na história e na brincadeira. Deixar para eles sempre a sabedoria que história, livro é uma magia especial. Não tem que ter rotina ou ter obrigação. Seja pequeno, adolescente ou adulto. Livro é amor. Literatura é encantamento.

Meu maior orgulho é ver minha filha, que está aprendendo a ler, pegar um livro por sua própria vontade, sentar e ler para mim. Ou meu filho, com seus livros que ele leva para a escola, para usar na hora do intervalo. Ou leva para os nossos passeios, porque está tão bom que não pode parar de ler.

É assim que começa...

Que várias mães leiam para os seus filhos, mas leiam com amor. Leiam história pronta ou inventada. Leiam como quem penteia um cabelo ou dá um banho bem gostoso. Deixem livros espalhados pela casa, como quem deixa brinquedos. Crie a sua biblioteca, para que eles cheguem, peguem, toquem, amassem, incorporem às suas vidas.

Boa leitura para vocês.

Campanha "Mãe, lê para mim?" já está no ar
TV Globo apoia campanha nacional de incentivo a leitura

PublishNews - 06/07/2010 - Redação

Durante todo o mês de julho, a campanha “Mãe, lê pra mim”, do Instituto Pró-livro, será veiculada pela Rede Globo em spots de 30 segundos. Neles, artistas, formadores de opinião e outras pessoas darão seus depoimentos testemunhando como o incentivo à leitura dentro de casa influencia no processo de ler por prazer. O destaque é o ator Tony Ramos, que fala sobre a importância da leitura em sua vida. “A campanha nasceu a partir da análise dos dados da segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, a qual indica que 73% das crianças têm em suas mães a maior influência no hábito da leitura”, comenta Zoara Failla, gerente de projetos do Instituto Pró-Livro. O projeto do vídeo foi concebido durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, em 2009. Durante os dez dias do evento foram recolhidos depoimentos dos visitantes falando sobre quais foram seus principais incentivadores da leitura. Para ampliar a área de abrangência do “Mãe, lê pra mim?”, além de ampla divulgação na mídia, o IPL, com o apoio do Ministério da Cultura e o Plano Nacional do Livro e Leitura, distribuirá os vídeos da campanha em Pontos de Leitura do Programa Mais Cultura do Minc e juntamente com mais de quatro mil obras de literatura infantil e juvenil que beneficiarão 600 famílias. Para conhecer mais sobre a campanha, assista ao vídeo.


sábado, 19 de junho de 2010

Semana de reflexões

Essa foi uma semana igual e diferente.

Igual pois terminava minhas pequenas férias de dez dias, e me encontrava na mesma correria, a mesma falta de tempo ou, começo a me convencer cada vez mais, meu excesso de atividades.

Percebi essa semana como estamos vivendo e nos sufocando em meio a tantas informações, a tantas fontes de informações. Se pensarmos direito, a necessidade de obter a informação em tempo real não pode fazer bem. Passo um dia sem entrar no Facebook e, ao entrar, me deparo com mais de 300 mensagens postadas. Vejo minha caixa de e-mails, tem mais de 500 mensagens não lidas. Olho minha lista do "a fazer", e tem tarefas atrasadas há mais de um mês.

Impossível acompanhar tudo, curtir tudo, comentar tudo. Há semanas não consigo acompanhar os blogs dos amigos. E, no meio do meu sentimento de culpa, concluo algo muito simples, mas que às vezes passa desapercebido: somos um só. E temos que ser um só para viver feliz.

Como se houvesse uma sintonia na natureza, para nos mostrar caminhos, dirigia para um encontro com amigos escritores, quando ouvi na JB FM que cientistas dizem que estamos sofrendo mutações por excesso de informações. Procurei depois algo a respeito e encontrei exatamente a matéria no O Globo dizendo que "Excesso de informações provocado pelo avanço da tecnologia altera capacidade de concentração".

A reportagem diz que "a tecnologia está remodelando nosso cérebro". E cada vez mais acredito nisso. Sempre fui multitarefa e me sentia confortável com isso. Mas estou começando a achar que é hora de tirar o pé do freio. Preciso me dar o direito de viver mais e com mais qualidade poucas coisas do que viver todas no modo automático.

Sempre curti muito as postagens do Canastra, mas me vi, de repente, angustiada por não conseguir postar com frequência. E não é esse o objetivo. O Canastra é para ser curtido, não para ser cumprido. Por isso, não estranhem se as postagens se espaçarem ou aparecerem como pequenas mensagens. Às vezes deixava de postar, pois não conseguia escrever tudo o que gostaria sobre o assunto. Mas se não é possível falar muito, que possamos falar o suficiente ou o essencial.

Aí começou a diferença dessa semana, perceber que nossas vidas estão diferentes e precisamos repensá-las para trazer mais qualidade.

A diferença seguiu também com as oportunidades que vivi.


Na terça-feira (dia 15), concedi uma entrevista à comunicadora Mônicka Christi, no Programa Mulher Brasileira, na Rádio Rio de Janeiro. Foi uma entrevista ao vivo, por telefone, que durou cerca de 15 minutos. Uma experiência diferente, maravilhosa, posso dizer. Um momento em que vi o quanto é especial poder falar do meu livro, do meu amor pela literatura, do quanto isso me faz bem. Do quanto preciso falar mais disso no meu próprio texto. Do quanto tenho escrito tão pouco e do quanto é essencial que eu possa escrever.

Gastei toda a terça-feira tentando publicá-la na rede para dividir com vocês, mas consegui. Um esforço que valeu a pena. A primeira parte pode ser ouvida no youtube no endereço http://www.youtube.com/watch?v=TvN8ewELdvM e a segunda parte no endereço http://www.youtube.com/watch?v=9fbt0YyYBWo.


Na quinta-feira (dia 17), vivi outro momento especial, no 12º Salão do Livro Infanto-Juvenil, ao ouvir Lygia Bojunga. Sou uma apaixonada pela obra dela, pela paixão que ela transborda em cada texto, pelo cuidado em criar essa ponte com os leitores. É como ela mesmo disse: Lygia é uma artesã das palavras. Uma mulher de fibra, uma escritora delicada, sensível, generosa e extremamente talentosa.

É maravilhoso podermos nos dar esses presentes, podermos viver cada um desses momentos e aproveitar deles o que há de melhor. Ouvir Lygia falar de sua vida, de sua relação com os livros, me identificar com tantas coisas que ela falou, foi muito especial e importante para mim.


Na noite de quinta-feira (dia 17), briguei com o sono para assistir à estreia do programa Brasileiros, idealizado pelo amigo Edney Silvestre. Ele viajou com Neide Duarte e Marcelo Canellas registrando histórias de solidariedade e superação dos cidadãos de nosso país. O objetivo do programa é mostrar pessoas comuns que fazem a diferença, buscando transformar a realidade dos que os cercam. Cada semana, o programa será apresentado por um deles.

A estreia deixou clara a qualidade do programa. Um programa de extrema sensibilidade, com uma linguagem de bate-papo, que nos leva à reflexão e à percepção de que muito existe no nosso país para ser conhecido e há pessoas muito especiais, com valores que superam o comum, o confortável, que buscam uma vida plena não só para si, como para os outros.

Para quem não viu, ainda dá tempo. Houve uma matéria no Vídeo-Show com Edney Silvestre, Neide Duarte e Marcelo Canellas em que eles falaram um pouco do programa. Dá para assistir o vídeo no G1. Mas o programa de estreia, com Edney Silvestre, falando de Flávio Sampaio, um bailarino que venceu o preconceito e a dor, se tornou um bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, reconhecido mundialmente e que abandonou todas as suas grandes conquistas para fazer a diferença, pode ser visto também no site do G1. Não foi só a história de Flávio que me impressionou, mas o depoimento de seus alunos e as histórias deles. Vale a pena.

Para facilitar, os links do programa (dividido em duas partes):

- Bailarino abre escola de dança no Ceará
- Alunos superam dificuldades para aprender a dançar no Ceará



E, ontem, sexta-feira (dia 18), acordei de madrugada com minha filhota se sentindo mal. Já está tudo bem, mas estive off durante a manhã, até que num consultório médico, acessei o FB pelo celular e descobri que havíamos perdido o grande escritor José Saramago. Ele se foi aos 87 anos. Lembrei-me logo da sensação que tive, ao assisti-lo numa entrevista que o Edney Silvestre fez com ele em 2007. Do quanto passei a enxergá-lo de uma forma mais humana, mesmo com todas as polêmicas com as quais ele se envolveu, por sua luta tão ferrenha contra as religiões. Como católica, não estranho o fato da Igreja lamentar sua morte. Pois somos todos inteligentes em reconhecer o que há de melhor num grande homem, independente de suas convicções.

Pensar em Saramago para mim, é mais do que pensar em sua obra, é lembrar de sua frase quando ganhou o Prêmio Nobel em 1998: "O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever". Um homem que declarou que nem o Nobel foi mais importante do que a relação que ele teve com sua infância e sua família. Alguém que diz "como teria sido minha vida até aqui, aos 84 anos, se eu não tivesse conhecido essa mulher", quando fala de seu grande amor por Pilar, sua esposa trinta anos mais nova, com quem viveu por 24 anos, nos mostra mais do que apenas polêmicas.

Para quem não teve a oportunidade de assistir em 2007 ou a reprise que foi feita ontem, em edição especial no Espaço Aberto Literatura, é só conferir o vídeo no G1.

Para fechar, deixo outra declaração dele, nessa entrevista, que muito mexeu comigo:

"Se eu pudesse repetir minha infância, a repetiria exatamente como foi, com a pobreza, com o frio, pouca comida, com as moscas e os porcos, tudo aquilo."

Para saber um pouco mais, deem uma lida nos links a partir de uma das matérias feitas sobre ele e publicada no G1.



Termino aqui meu post, longo, muito looooongo, mas talvez do tamanho dos meus pensamentos nessa semana que termina. Abro o caderno Ideias do JB e, feliz, vejo que ele volta a ocupar todas as páginas, sem dividir seu espaço com o Carro & Etc.

Uma esperança para o espaço que nossa literatura necessita? Quem sabe.

Despeço-me, me preparando para voltar a ser mais criança, a sonhar mais longe, com o filme Toy Story 3, que assistirei daqui a pouco com a família.

Um ótimo sábado para vocês.

domingo, 6 de junho de 2010

Bate-papo sobre livros

O Blog do Galeno divulgou o resultado de sua enquete quinzenal que questionava se alguém já havia jogado um livro fora.


O resultado foi: “76% responderam que não, nunca jogaram um livro no lixo. Já 18% afirmaram que o fizeram porque o livro estava velho demais. "Sim, mas me arrependi" foi a alternativa assinalada por 4%. E outros 2% também deram fim a um livro por não saber a quem doar.” Agora, o blog está fazendo a enquete sobre como cada um faz suas compras de livros. Vai lá e participe.

Sobre a enquete em si, acho que essa pergunta seria muito fácil de responder, se tratarmos apenas de livros de ficção. Não acho que um livro seja tão velho assim que mereça ser jogado fora. Sempre é possível doar para alguma biblioteca. E, na pior das hipóteses, deixe sobre um banco qualquer de praça. Faça o livro circular. Mas não jogue no lixo.

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Falando em livros, para os que estejam no Rio na próxima quinta-feira, dia 10, não pode perder o lançamento do novo livro de Paula Cajaty: Sexo, tempo e poesia. Não é por ser uma amiga querida, mas Paula é uma poeta muito especial. Há alma em seus poemas, há vida que pulsa, que nos arrasta, que nos faz repensar tudo, e sempre de maneira diferente, a cada leitura. Querem ter uma ideia do trabalho dela, então é só ler um post que publiquei aqui no Canastra, em 2009 (Afrodite invadiu meu dia). Mas se ficar com vontade de mais, é só visitar o site dela: http://www.paulacajaty.com/.

Para quem não está no Rio tem a chance de ganhar um exemplar do novo livro da Paula. Basta participar da promoção do Sobrecapa. Serão sorteados 3 exemplares autografados.

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E para encerrar, deixo um recado para os amigos. Perdoem minha ausência e falta de comentários em seus blogs e sites. Meus relógios estão fazendo curso para maratonistas e estão todos acelerados. Não está dando tempo para tudo. De tempos em tempos, alguma coisa fica de lado...

domingo, 30 de maio de 2010

Promoção de Caixa de Desejos



Resolvi fazer uma super promoção essa semana, para que os leitores dos meus blogs conheçam meu livro. Todos que leem, e isso engloba várias faixas etárias, homens e mulheres, me retornam dizendo coisas lindas sobre ele.

Na dúvida, confiram o que alguns leitores estão dizendo.

Então, se vocês comprarem o livro, diretamente comigo, até dia 04 de junho, receberão:
o livro autografado, acompanhado de :
- uma bolsa ecológica +
- 3 lápis personalizados e
- 
frete grátis!

Para adquirir, mande e-mail para livro@anacristinamelo.com.br.

Preço: R$ 20,00.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Aniversário: 2 anos de blog



Hoje é dia de festa. São 2 anos de blog, meus queridos. Um blog que começou tímido, que criei e nem divulgava o endereço, por vergonha. Que aprendi a usar aos pouquinhos, que só coloquei contador seis meses depois, quando senti meu filhinho firme, engatinhando, pronto para ganhar o mundo.

Só tenho que agradecer a todos vocês que passam aqui. Que me leem, que me seguem, que comentam, que repassam, que me fazem querer continuar, mesmo quando estou cansadíssima, com débito de sono. Mas, nesses momentos de desânimo, lembro que aqui é meu refúgio, meu cantinho para respirar literatura da forma que eu quiser, sem amarras, com muita felicidade.

O blog completa 2 anos num momento muito especial para mim, com o lançamento do meu livro juvenil, Caixa de Desejos. Convido vocês a conhecerem um pouco mais dele no blog: http://caixadedesejos.wordpress.com/.

O ritmo está voltando ao normal. Certamente vai levar algum tempo até que eu consiga uma postagem por dia, como fazia nos tempos de vacas gordas e menos atividades (rsrs), mas vamos devagar e chegaremos lá.

Adoro vocês! Obrigada por dividirem esse espaço comigo.

sábado, 22 de maio de 2010

Meus lançamentos e a volta ao ritmo normal

Acho que já deixei meu pedido de desculpas em todo lugar. Acabei virando um holograma nas últimas semanas. As providências para o lançamento do meu primeiro livro técnico não chegaram nem aos pés da movimentação para o lançamento do meu livro de ficção. Mas foi um momento mágico que precisava viver de forma completa. Considerando que, atualmente, tenho muitas atividades paralelas, tive que me permitir desligar algumas pontas, para que não houvesse um curto-circuito.



O lançamento de Caixa de Desejos no último dia 11 foi um sonho realizado. Se não fosse suficiente a emoção de ver um texto meu ganhar vida, em uma edição linda, extremamente bem cuidada pelo Tomaz e Bárbara, meus editores queridos (Editora Usina de Letras - Selo Vermelho Marinho), ainda recebi familiares, amigos, colegas de letras e outros tantos que tive o prazer de conhecer lá na hora. Pessoas que me levaram um carinho que não dá para descrever. Eu olhava e via uma fila enorme na Livraria Argumento e cada um que chegava perto de mim, depois de ter ficado muito tempo esperando, só sabia me trazer sorrisos.

Para todos que lá estiveram, meu carinho e minha gratidão.

Como um carinho especial, fiz um dedicatória personalizada para cada um. Além disso, mandei fazer pequenas bolsas ecológicas como brinde e agradecimento aos meus leitores.

Ainda não consegui postar todas as fotos. Estou usando pela primeira vez o programa Picture Trail e tenho apanhado. Para quem quiser conferir as fotos que já consegui divulgar, é só passar em http://caixadedesejos.wordpress.com/fotos-dos-lancamentos/.



Na sexta-feira (dia 14/05), mudou o gênero, mas não menos a minha alegria. Foi a vez do lançamento da Revista Ficções 19, na Livraria Travessa do Leblon. Uma revista que sempre foi um marco na publicação de novos autores, que logo se tornavam reconhecidos pelo mercado. A Ficções ficou um tempo sem ser editada, de 2007 até 2009, mas voltou com nova edição e uma proposta mais forte.

Meu conto chama-se A garrafa. Comprem a revista. Vale a pena. Mas para quem não tiver como, pode folheá-la pela internet, no site http://www.revistaficcoes.com.br/.


Na foto acima, algumas autoras da Ficções que estavam autografando no dia: eu, Livia Garcia-Roza, Claudia Nina e Cristiane Costa. Na foto também, a amiga e escritora Dag Bandeira.

Mas vários outros amigos e nomes de grande talento estão na revista. Ressalto: Julio Silveira, Cassiano Vianna, André Giusti e Felipe Pena.

Saindo de lá, precisava arrumar a mala e dormir, para estar de pé às 4h30, e pegar o voo às 6h30 para Belo Horizonte. Destino: Bienal de Minas, onde fui lançar meu livro.


O lançamento também foi maravilhoso. De uma característica diferente, pois precisamos de um contato mais próximo com o leitor, do tipo "pescaria" mesmo. Voltei cansadérrima, mas feliz.

Mas o movimento pós-lançamento não acabou. Há vários outros detalhes dos quais precisei cuidar. Por isso, ainda demorei um pouco para entrar no ritmo, mas a partir de hoje, voltarei às atualizações aos pouquinhos.

Contudo, o melhor que estou vivendo depois do lançamento é o retorno dos leitores. Estou recebendo mensagens carinhosíssimas de quem já leu o livro, que vem de toda forma: por torpedo, pelo Facebook, por e-mail, por telefone ou pessoalmente. E o melhor de tudo: elas são de todas as faixas etárias, homens e mulheres.

Para vocês acompanharem essa emoção que estou sentindo, deem um pulinho no blog do livro: http://caixadedesejos.wordpress.com/, na página "Os leitores", e confiram parte do que já foi dito sobre ele.

Então, obrigada pela paciência e vamos engrenar a primeira, e seguir nessa estrada maravilhosa, aumentando a marcha aos pouquinhos...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Muita felicidade e muito atraso também

Meus queridos leitores do Canastra, se é que sobrou algum depois de eu ficar tanto tempo sem atualizar esse blog. rsrs

Obrigada por todas as mensagens de carinho e por toda energia positiva. O lançamento foi um sucesso. A Livraria Argumento encheu, recebi muito carinho e distribuí muitos autógrafos e sorrisos.

A tolinha aqui achou que bastava chegar no dia do lançamento que a vida voltaria ao ritmo normal. Uma tola feliz. Quarta e quinta tive que arrumar várias outras pendências. Na sexta-feira, feliz da vida, foi o lançamento da Revista Ficções 19, que traz um conto meu. Uma felicidade sem medidas. A revista está linda, vale a pena comprar. Mas para quem quiser tirar uma casquinha, basta entrar no site da Ficções e folheá-la. Mas como boa apaixonada pelo papel, acho bem melhor tê-la nas mãos, marcar à lápis frases fantásticas, abraçar com carinho. Fui dormir 1h30 da manhã, para estar em pé às 4h30, em razão da hora do voo para Belo Horizonte. Estava indo rumo ao lançamento na Bienal de Minas, que também foi muito bom.

Pensei que essa semana fosse acalmar, mas ainda me vejo atropelada por pendências pós-lançamento.

Por isso, peço um pouquinho mais de paciência. Até o final de semana, o Canastra volta com força total.

E para quem ainda não conhece meu filhinho, o livro Caixa de Desejos, convido a visitar o blog dele: http://caixadedesejos.wordpress.com/. Lá tem resenha, release, texto de orelha, de quarta capa e comentários dos leitores. Tem algumas fotos também, as que eu já consegui atualizar.

Beijão direto da minha nuvem-felicidade...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Março de aniversários e recomeços

Dizem que o ano só começa depois do Carnaval. É constante a sensação de que precisamos de uma espécie de marca, para recomeçar, para dizer que tudo vai ser diferente, para desejar mais, realizar mais, sofrer menos.

Para mim, os dias que antecedem o de hoje (26) são sempre tristes. Desde nova tenho uma espécie de pré-depressão-aniversário. Talvez por me ver diante de mágoas antigas, do que não deu certo, um último choro pelo que passou para que o dia seja o recomeço, só de sorrisos, alegrias, esperanças.

Esse ano minha tristeza foi menor. Tento pensar o motivo, mas desisto. Prefiro contabilizar como maturidade. É melhor assim. É bem melhor assim. Tenho muito o que agradecer na minha vida. E se tem alguma promessa de aniversário que faço é viver mais cada dia, sofrer menos com as chuvas, sorrir mais com o sol.

Há um sonho muito antigo que foi sendo plantado aos pouquinhos, e agora começo a ver as folhinhas. E espero que vocês possam apreciar essa nova plantinha comigo.

Em maio lançarei meu primeiro livro de ficção. Não é o primeiro livro (já que tenho livros técnicos publicados), mas é como se fosse. É o recomeço, com os sonhos de menina que não se perderam, com o amor que sempre esteve aqui. Em outro post, falo um pouco mais sobre ele.

Falando em sentimento, lembro com carinho do Ayrton Senna, que há cinco dias teria feito 50 anos, se não fosse aquele 1º de maio que marcou tanta gente. Lembro como chorei, lembro como podemos sofrer mesmo fazendo o que mais amamos.

E falando em ídolos, tem os que choram também a partida de Renato Russo que amanhã também faria 50 anos. Para ele, entre as homenagens, há uma antologia de contos em que os escritores se basearam nas músicas da Legião Urbana. A ideia foi do escritor e poeta Henrique Rodrigues. Uma grande ideia e um grande livro como resultado, que será lançado amanhã no Cinematheque, em Botafogo. Vale conferir, pois o time é de primeira. Baterei ponto, para prestigiar os amigos por mais esse sucesso.

Para saber mais sobre o livro, acesse matéria que saiu no O Globo. Para ler detalhes sobre o livro, acesse a divulgação que fiz no Sobrecapa.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Morre J. D. Salinger

O silêncio do Canastra teve um bom motivo: estive uma semana em Angra (depois publico as fotos), curtindo as férias com a família. Deveria ter decretado recesso, mas tive esperanças de publicar um pouquinho em algum dos dias, mas foi ilusão. É tanta coisa para fazer, tanto para descansar e o computador até foi ligado, mas só foi possível responder e-mails.

Pena que recomeço nossas publicações com a notícia de um falecimento: a de J. D. Salinger, o autor de "O apanhador no campo de centeio".

Salinger morreu na última quarta-feira, de causas naturais, aos 91 anos, de acordo com a declaração de seu filho. Há várias décadas ele vivia em um exílio voluntário, numa pequena casa, na cidade de Cornish, no estado de New Hampshire.

Seu livro de estreia "O apanhador no campo de centeio" foi lançado em 1951 e teve mais de 60 milhões de cópias vendidas. Seu protagonista - Holden Caulfield - se tornou o mais famoso anti-herói da literatura americana e influenciou diversos livros e filmes.

Um vizinho de Salinger alega que o próprio havia lhe confessado em 1999 que tinha em casa mais de 15 livros escritos, nunca publicados.Como durante a vida, Salinger recusou a fama, evitando entrevistas, barrando correspondências de fãs, provavelmente após sua morte, provavelmente haverá uma grande corrida pela publicação desses originais. Resta saber o que os herdeiros decidirão.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Viagem, postagens e Espaço Aberto Literatura com Livia Garcia-Roza


Os posts do Canastra já começaram a atrasar novamente, mas tem uma boa explicação: estive off por três dias, num pequeno paraíso na serra: O Hotel Le Canton, em Teresópolis. Por várias vezes, programei de ir para lá, mas sempre mudava meus planos. Dessa vez, não desisti. E não me arrependo. O lugar é lindo.









Ótima opção para quem quer relaxar, curtindo deliciosas paisagens que reproduzem vilarejos europeus. Perfeito para amar, para curtir os filhos, a família, para celebrar a vida.






Mas curtir em excesso me fez fissurar o dedo enquanto jogava basquete com meu filho. :)

Por isso, está difícil digitar e escrever com o dedo imobilizado. Então, perdoem os pequenos atrasos.

***

Enquanto isso, não percam um programa de primeira: confiram na próxima sexta-feira (dia 22), às 21h30, no programa Espaço Aberto Literatura (Globo News, canal 40 da Net), entrevista da escritora Livia Garcia-Roza a Edney Silvestre. Imperdível!

Para quem conhece a literatura da Livia, que é envolvente, terá a oportunidade de ouvi-la falar. Para quem não conhece, terá uma oportunidade ímpar de descobrir uma escritora talentosíssima.

Como é comum acontecer no programa, há sempre trechos da obra do escritor lidos por artistas. Nesse programa, os textos da Livia serão lidos pela Cristiane Torloni.

Mas para quem não puder assistir, é só conferir reprise no sábado e domingo, ou o vídeo que o site G1 disponibiliza.