quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Luiz Alfredo Garcia-Roza em São Paulo

Foi ótimo o debate entre Luiz Alfredo Garcia-Roza e Flávio Carneiro, ontem, na Livraria Travessa do Leblon. Então, para quem estiver em São Paulo, não percam mais uma chance de ouvir Luiz Alfredo.

Ele estará hoje no programa Sempre um Papo, no SESC da Vila Mariana, às 20h. A entrada é gratuita.

Cliquem na imagem para conferir os detalhes.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Prosa nas Livrarias com Luiz Alfredo Garcia-Roza

Há muito tempo eu não lia um romance policial, não porque não goste, pelo contrário, adoro, principalmente se o texto te envolve, te fisga, vai te levando parágrafo a parágrafo, página a página, capítulo a capítulo e te deixa triste de ter que parar para tocar a vida, ansioso para ter o tempinho de recomeçar.

E esse livro que estou lendo agora é assim...

Já houve época em minha vida que comprava um romance, policial ou não, e num belo domingo não conseguia levantar do sofá enquanto não terminasse. E olha que já estava casada. Meu marido é um santo, sei disso. Hoje não posso me dar a esse luxo, pois o excesso de atividades toma todos os sete dias da semana. Mas ainda sofro dessa ânsia de continuar lendo, de saber mais, de se ver envolvida.

E foi essa grata satisfação que tive com a leitura de Céu de origamis, novo romance de Luiz Alfredo Garcia-Roza, em que ele nos traz mais uma vez o detetive Espinosa. Não conhecem? Então não sabem o que estão perdendo. Ainda não terminei o livro, mas fico esperando a próxima janela do meu tempo para continuar a história. Ontem foi um dia em que nada me abalou em fila de banco, pois estava em companhia dessa maravilhosa história.

Para quem está no Rio, tem hoje uma bela oportunidade de conhecer o trabalho de Luiz Alfredo, comprar o livro e ainda ganhar um autógrafo.

Acontece a partir das 19h, na Livraria Travessa do Shopping Leblon, o Prosa nas Livrarias, realizado pelo Prosa & Verso (O Globo) em parceria com livrarias e editoras. O debate é entre Luiz Alfredo e Flávio Carneiro.

Não percam!

E para quem estiver em São Paulo, amanhã divulgo uma nova oportunidade com Luiz Alfredo.

Para quem estiver fora do eixo Rio-São Paulo, não tem problema. É só comprar o livro, que irá ouvir o autor da melhor forma que ele pode se expressar: com uma narrativa de primeira qualidade.

Leiam entrevista que Luiz Alfredo concedeu ao Prosa & Verso de sábado.

domingo, 29 de novembro de 2009

Primavera dos Livros - último dia

Para quem estiver no Rio, aproveite que hoje é o último dia da Primavera dos Livros.

Além dos estandes que estão oferecendo livros com descontos de 40%, tem ótimas palestras.

Veja a programação de hoje:

10h - 11h30 - domingo
Biógrafos e biografáveis: que mercado é esse que só faz crescer? Os caminhos da biografia como gênero na contemporaneidade. Quais são eles? Quais as novas formas de escrita que admitem? O profissional de biografias e sua ética num mercado que cresce cada dia mais.

Participantes:
Arthur Dapieve (cronista , jornalista e biógrafo /Renato Russo) /Carlos Didier (compositor e biografo / Noel Rosa) /Ana Arruda Callado (roteirista e biógrafa /Maria Martins) / Euclides Penedo Borges (músico e biógrafo / Euclides da Cunha) / Mediação: Felipe Pena (autor de Teoria da Biografia sem Fim)

11h30 - 13h - domingo
Leitores apaixonados: um encontro com Ruy Castro e Heloisa Seixas. A paixão pela leitura e pelos livros é o tema deste encontro com dois craques da escrita,apaixonados pelos livros e pela profissão.

Participantes:
Heloisa Seixas (escritora) / Ruy Castro (escritor) Mediação: Suzana Vargas (especialista em leitura)

15h - 16h30 - domingo
Sustentabilidade / biodiversidade: por uma nova ética cultural A sustentabilidade como solução para garantir novas formas de sobrevivência para o planeta. Até onde afetará a vida em comunidade, gerando novas formas de convivência.

Participantes:
Fernando Gabeira e Maria Silvia Muylaert . Mediação: Felipe Pena

17h - 18h30 - domingo
O máximo no mínimo - um olhar sobre as poéticas contemporâneas. A poesia como gênero minimalista,que diz muito com a maior economia verbal possível, de vasta produção e pouca inserção no mercado. Que caminhos percorre hoje até chegar ás prateleiras das livrarias. O que é ser poeta hoje?

Participantes:
Ângela Melim, Geraldinho Carneiro, Carlito Azevedo. Mediação: Suzana Vargas

19h - 20h30 - domingo
Questões de Lusofonia. Por onde anda o acordo ortográfico? O acordo ortográfico que completa doisanos e sua adoção brasileira. Por onde anda Portugal e os países de língua portuguesa nessa importante fase de implantação?

Participantes:
Deonísio da Silva (escritor e professor) /Adriano de Freixo (escritor especialista) /Marcelo Moutinho (jornalista e escritor) / Mediação: Cecília Costa
(jornalista e escritora)


15ª PRIMAVERA DOS LIVROS
Jardins do Museu da República- Rua do Catete, 153 - RJ
Das 10h às 22h
Entrada gratuita

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Como escrever bem e paixões pela escrita

Ainda da revista Conhecimento Prático Literatura, edição 26, uma ótima cobertura na seção Almanaque.

Transcrevo abaixo.

* Como escrever bem, segundo Kurt Vonnegut

1. Ache um tema que te importe
2. Mas não fique fazendo muitas digressões.
3. Mantenha tudo simples.
4. Tenha coragem de cortar seu texto.
5. Seja você mesmo.
6. Diga o que você quer dizer.
7. Tenha dó dos leitores.

* Regras de Orwell para Escritores

1. Se for possível cortar uma palavra, corte-a;
2. Nunca use uma palavra longa se você puder usar uma curta;
3. Nunca use um verbo passivo quando você puder usar um ativo;
4. Evite palavras técnicas e estrangeiras;
5. Nunca use uma metáfora que você já tenha visto impressa;
6. Quebre qualquer uma dessas regras para evitar algo simplório.

PREDESTINAÇÃO

Em sua autobiografia, Viver para contar, Gabriel García Márquez conta que inventava histórias desde criança. Tendo vivido na mística casa de seus avós maternos, não foi difícil para o pequeno Gabo iniciar a criação de um universo fantástico, que mais tarde cumularia no mundo etéreo pelo qual seus personagens transitam. Na escola, Gabriel admite ter sido sempre uma tragédia, sempre lendo debaixo dos bancos ao invés de prestar atenção à aula. O escritor conta que tem pena de seus revisores, que sofrem com seus erros primários de ortografia.

Na juventude, seus pais juntam as parcas economias da família e mandam Gabriel para estudar Direito em Bogotá. Mas a predestinação do rapaz para com as letras não arrefece e ele começou a a contribuir em periódicos e a frequentar a alta roda cultural colombiana. Em pouco tempo, a literatura o absorve completamente e ele opta por deixar o Direito, indo de encontro a todas as esperanças da família e ainda que isso implique em fome, necessidade e em dormir em bancos de praça.

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

Jorge Luis Borges sempre socializou mais entre livros que entre pessoas. Ele repetidamente afirmava nunca ter saído da biblioteca paterna, na qual passou a infância, tendo por brinquedos as letras. Mas a cegueira esgueirava-se feito um tigre atocaiado, tirando-lhe suas fiéis companheiras de tinta. Jamais deixou de ler ou escrever, por mais que essas palavras já não mais pudessem ser aplicadas: compunha o máximo possível por detrás dos olhos e só então ditava o texto a ser escrito, para a mãe ou uma secretária. Também confiava nos olhos de outros para continuar com sua vasta leitura, que emprestava vozes femininas a Chestertons, Kafkas e Heines. Lia e escrevia como podia. Muitas vezes, como não podia, autografando cópias de seus livros apenas com a lembrança de como eram os traços. Mas nunca deixou de lado sua primeira paixão. Certa vez disse, em inglês, numa conferência: "Como sabem, eu me aventurei na escrita; mas acho que o que li é muito mais importante que o que escrevi. Pois a pessoa lê o que gosta - porém não escreve o que gostaria de escrever, e sim o que é capaz de escrever."

domingo, 22 de novembro de 2009

Entrevista com Pedro Bandeira

A revista Conhecimento Prático Literatura (Escala Educacional) desse mês (nº 26) traz uma ótima entrevista com o escritor Pedro Bandeira.

Um dos maiores escritores de literatura infantojuvenil, com mais de 80 livros publicados, se revela plenamente realizado profissional e pessoalmente. É bom ouvir isso de alguém que abandonou tudo para ser apenas escritor, para se dedicar a sua paixão. Nessa entrevista, feita a Samanta Caliman e Sérgio Simka, ele nos encanta como em seus livros.

E sem ter como deixar de dividir com vocês, transcrevo três passagens ótimas da entrevista.

CP LITERATURA: A Marca de uma Lágrima é um livro que encantou milhares de leitores. Qual é a receita de tanto sucesso?
Uma novela sobre um amor jovem sempre agrada adolescentes. E essa é uma recriação moderna de uma das mais famosas histórias de amor da história da Literatura: Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand. Acho que meu "pulo do gato" é o modo como eu trabalho o foco narrativo, matéria sobre a qual costumo dar inúmeras conferências pelo Brasil e que talvez um dia seja o conteúdo de algum ensaio que eu poderia vir a escrever, no intervalo de dois livros de ficção. Mas isso parece difícil, porque é a ficção que me dá tesão.

CP LITERATURA: O que tem a dizer sobre os livros de Harry Potter?
Só li o primeiro e acho ótimo! A escocesa merece o sucesso que conseguiu. Mais uma vez eu gostaria de ter novamente dez anos, só para poder usufruir dos livros dela na idade certa (eu não disse que tenho várias razões para voltar aos meus dez anos?).

CP LITERATURA: Você inspirou vários escritores. Que conselho você poderia dar a quem sonha em um dia publicar um livro?
Aqui vai: seja um leitor. Leia mais do que 99% da humanidade. Quando seus amigos estiverem indo para "baladas", fique em casa com um livro. Veja como os outros escrevem. Engula-os, analise-os, digira-os, emprenhe-se deles, ame-os, critique-os, odeie-os, injete-os em suas veias, enlouqueça com eles! E mais: seja uma cinéfila. Os roteiros de cinema e os pontos de vista das câmeras têm muito a nos ensinar. Isso fui: um leitor voraz somente pela diversão, jamais para estudar (aliás, sempre fui um péssimo aluno - na véspera de uma prova de Física, é provável que eu estivesse lendo Dostoiévski). Leia ficção, leia poesia, leia História, leia Sociologia, leia Filosofia. Na prova de Matemática, cole dos colegas. Esqueça que te ensinaram como extrair uma raiz quadrada, não aprenda como calcular o mínimo múltiplo comum, mas chore ao ler Baudelaire, sue ao ler Shakespeare, fique molhadinha ao ler Vinícius, tenha orgasmos ao ler Machado, enlouqueça ao ler Dostoiévski, sinta-se morrer na frente de Tabacaria, de Fernando Pessoa. Se, depois disso, você não se tornar um escritor, na certa é porque você estará mudando o planeta de lugar!

sábado, 21 de novembro de 2009

A Campanha Teatro para Todos está de volta

A Campanha Teatro para Todos está de volta. Em sua sétima edição, serão oferecidos 100 mil ingressos para 69 espetáculos, a preços de R$ 5 a R$ 25.

A campanha segue até 20 de dezembro e a venda é feita nos seguintes postos:

- um quiosque fixo na Cinelândia
- outros quiosques móveis que circulam pela cidade
- postos BR
- lojas America$ Express
- site Ingresso.com

Os detalhes e a lista dos espetáculos podem ser conferidos no site da promoção: http://www.teatroparatodos.com.br/.

Ano passado eu participei. Comprei ingressos para uma das peças e minha única decepção com a promoção foi o que eles deixaram reservado de lugares: os piores. Chegamos cedo no teatro para trocar os ingressos e ao nos apresentarem o mapa, apesar de terem lugares ao centro, nos disseram que somente as últimas fileiras da lateral estavam disponíveis. Achei um desrespeito, pois em lugar algum do site havia alerta para isso.

Atualização: acabei de entrar no site deles e por meio de mensagens dos leitores, foi denunciada essa prática no ano passado. Eles informam que é proibido qualquer tipo de discriminação dos espectadores da campanha. Então, fiquem atentos!

Se acontecer, reclamem.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Angela Dutra de Menezes no Espaço Aberto Literatura

Sexta-feira, para quem estiver em casa, e puder sintonizar na Globo News, irá assistir a uma ótima entrevista feita por Edney Silvestre, com a escritora Angela Dutra de Menezes, no programa Espaço Aberto Literatura.

Para quem não puder, é só esperar que o G1 publica os vídeos dessas entrevistas.

Veja abaixo a divulgação da Record:

"Entre as mais importantes autoras da literatura brasileira, com mais de 50 mil livros vendidos no Brasil e em Portugal, Angela Dutra de Menezes é uma das convidadas do programa Espaço Aberto Literatura, que vai ao ar nesta sexta-feira, dia 20 de novembro, a partir das 21h30, no canal 40 da NET. Angela fala sobre seus livros, entre eles, seu último romance, A tecelã dos sonhos — onde narra com muito bom-humor, a trajetória de Berenice, espécie de ater ego da autora, da infância à velhice — e a reedição de O português que nos pariu. O livro apresenta uma nova maneira de encarar a História de nossos antepassados lusos.

Confira o que saiu na imprensa sobre a autora:

"Sem qualquer pompa, em linguagem clara e simples, esbanjando humor, Angela Dutra de Menezes dessacraliza fatos e personagens e resgata, com propriedade, a epopéia portuguesa, da qual somos frutos" — Verônica Aguilera, O Globo

"(...) Um livro fascinante. Texto primoroso, cheio de graça, ironia e, sobretudo, amor" — Antônio Ferreira, jornalista português

"É História, sim. Mas temperada em muitas especiarias. Um livro delicioso" — Feliciana Ferreira, Diário de Notícias, Portugal

"Um livro delicioso, amigável e repleto de humor e carinho" — Vamberto Freitas, Portuguese Times, Estados Unidos

"Quem espera um livro didático, vai se surpreender com a linguagem absolutamente coloquial (...). Com muito charme, Angela Dutra de Menezes revê a história lusa para entender o Brasil e os brasileiros" — Daniela Mata Machado, Estado de Minas