Diário (ou não tão diário assim) da escritora Ana Cristina Melo.
Um pequeno espaço para somar letras, contos e sonhos.
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
Originais entregues... hora de cobrir o vazio
Essa semana eu entreguei os originais do meu livro De volta à Caixa de Desejos (título provisório).
É um romance juvenil que continua a história da Marília no Caixa de Desejos. Não, não terá um terceiro livro. Inicialmente, não teria nem esse segundo, mas os leitores pediram e, de repente, eu também senti saudades da Marília e da Francine. Mas não havia mais o que contar sobre elas na época de meninas. Então, dei um pequeno salto no tempo e as levei para o início da fase adulta.
Quando o novo livro começa, Marília está a um mês de completar 18 anos. Francine vai completar 20 anos. Só que o princípio da fase adulta traz novos conflitos. O tema dos desejos e do quanto sonhamos com eles está de volta, mas em tons diferentes. Há um personagem masculino muito importante - o Joca - que vem com um sonho muito bem definido: se tornar um jogador de futebol.
Mas a vida não é feita apenas de sonhos, mas de realidade, e muitas vezes de uma realidade pouco palatável. E quando essa realidade se dilui na história da nossa família, seja ela no passado ou no presente, percebemos que é preciso entender muito mais dessa ascendência, para decidirmos nossos próximos passos.
E é assim, às voltas com novos amigos, com o Joca e seu sonho, com as provas de vestibular e com novos conflitos na vida pessoal e em família que Marília aprende que crescer é difícil, doloroso, mas é inevitável.
Há um trecho do primeiro capítulo que fala um pouco desse sentimento.
"A vida tem disso, às vezes não sabemos nem o que pedir. Estamos sempre buscando sonhos e, com eles, a felicidade. Mas do que somos capazes pra realizar esses sonhos? Havia um bom tempo que eu não tinha tantos pedidos pra guardar na caixa. Minha vida corria em paz, eu continuava escrevendo, tinha um namorado, amigos e planejava um futuro como escritora. Mas de repente tudo mudou."
Divulguei também no Twitter (http://www.twitter.com/anacristinamelo) duas frases que dão mais algumas dicas sobre a história:
"Nem sempre as pessoas são o que parecem ser. E nem sempre conhecemos o passado da nossa família".
O livro chegou ao fim. Um livro de cerca de 300 páginas, que me fez aprender muito. Entendi que aprendemos cada vez mais a cada livro que colocamos um ponto final. Talvez esse tenha demorado tempo demais para ser terminado, pois eu estava com medo. Medo de terminar. Medo de colocar o ponto final. Medo de encarar novamente a angústia da aceitação. Mas aprendi que não podemos ter medo. E quando entendi isso, produzi feito nunca, produzi em duas semanas mais do que em dois meses inteiros, e cheguei ao final, e então me veio o vazio, o vazio de ter chegado a esse fim, da história ter sido revelada, da tarefa ter sido concluída.
Falando em tarefa, logo me vem à mente o conto "A troca e a tarefa" da Lygia Bojunga, que está no livro Tchau. Se você não leu ainda, vai lá e compra. Vale a pena. É um livro lindo. E esse conto fala muito dessa angústia do escritor. E nos faz entender que nunca colocamos o ponto final. Apenas criamos mais um degrau, como a imagem que escolhi pra esse post. Não há ponto final. Há apenas um fechamento. É como se fechássemos um livro que acabamos de ler. E para quem tem paixão pela literatura vai entender o que vou falar: quando fechamos um livro, podemos ficar tristes de ele ter acabado, mas logo aplacamos nossa tristeza buscando uma nova história. Pois essa é a mesma sensação de um escritor.
É isso, essa tristeza, esse vazio, precisam ser aplacados. Mas dessa vez, já sei como lidar com meu medo. Ele vai existir, eu vou tremer quando o livro estiver pronto, vou me encolher temendo o que vão dizer, mas agora não posso pensar nisso, preciso continuar, dar o próximo passo, me entregar a novos personagens, aprender mais um pouco. E espero poder continuar esse aprendizado por muito tempo, criando pilhas de livros escritos como aqueles que estão lá no início. E cada vez que eu terminar um texto, que possa ter a vontade de começar outro, abrindo meus sentimentos para o mundo.
Então, conto com vocês para acolher meu próximo filhinho. Previsão: junho de 2011. Se os adultos gostaram tanto do primeiro, que tinha personagens no início da adolescência, tenho esperança que curtam bastante esse também.
E agora vamos a dois novos projetos: um outro livro infantojuvenil e meu primeiro romance adulto. Sobre o que são? Só falo quando colocar o ponto final.
Um lindo domingo pra vocês.
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sábado, 19 de junho de 2010
Semana de reflexões
Essa foi uma semana igual e diferente.
Igual pois terminava minhas pequenas férias de dez dias, e me encontrava na mesma correria, a mesma falta de tempo ou, começo a me convencer cada vez mais, meu excesso de atividades.
Percebi essa semana como estamos vivendo e nos sufocando em meio a tantas informações, a tantas fontes de informações. Se pensarmos direito, a necessidade de obter a informação em tempo real não pode fazer bem. Passo um dia sem entrar no Facebook e, ao entrar, me deparo com mais de 300 mensagens postadas. Vejo minha caixa de e-mails, tem mais de 500 mensagens não lidas. Olho minha lista do "a fazer", e tem tarefas atrasadas há mais de um mês.
Impossível acompanhar tudo, curtir tudo, comentar tudo. Há semanas não consigo acompanhar os blogs dos amigos. E, no meio do meu sentimento de culpa, concluo algo muito simples, mas que às vezes passa desapercebido: somos um só. E temos que ser um só para viver feliz.
Como se houvesse uma sintonia na natureza, para nos mostrar caminhos, dirigia para um encontro com amigos escritores, quando ouvi na JB FM que cientistas dizem que estamos sofrendo mutações por excesso de informações. Procurei depois algo a respeito e encontrei exatamente a matéria no O Globo dizendo que "Excesso de informações provocado pelo avanço da tecnologia altera capacidade de concentração".
A reportagem diz que "a tecnologia está remodelando nosso cérebro". E cada vez mais acredito nisso. Sempre fui multitarefa e me sentia confortável com isso. Mas estou começando a achar que é hora de tirar o pé do freio. Preciso me dar o direito de viver mais e com mais qualidade poucas coisas do que viver todas no modo automático.
Sempre curti muito as postagens do Canastra, mas me vi, de repente, angustiada por não conseguir postar com frequência. E não é esse o objetivo. O Canastra é para ser curtido, não para ser cumprido. Por isso, não estranhem se as postagens se espaçarem ou aparecerem como pequenas mensagens. Às vezes deixava de postar, pois não conseguia escrever tudo o que gostaria sobre o assunto. Mas se não é possível falar muito, que possamos falar o suficiente ou o essencial.
Aí começou a diferença dessa semana, perceber que nossas vidas estão diferentes e precisamos repensá-las para trazer mais qualidade.
A diferença seguiu também com as oportunidades que vivi.
Na terça-feira (dia 15), concedi uma entrevista à comunicadora Mônicka Christi, no Programa Mulher Brasileira, na Rádio Rio de Janeiro. Foi uma entrevista ao vivo, por telefone, que durou cerca de 15 minutos. Uma experiência diferente, maravilhosa, posso dizer. Um momento em que vi o quanto é especial poder falar do meu livro, do meu amor pela literatura, do quanto isso me faz bem. Do quanto preciso falar mais disso no meu próprio texto. Do quanto tenho escrito tão pouco e do quanto é essencial que eu possa escrever.
Gastei toda a terça-feira tentando publicá-la na rede para dividir com vocês, mas consegui. Um esforço que valeu a pena. A primeira parte pode ser ouvida no youtube no endereço http://www.youtube.com/watch?v=TvN8ewELdvM e a segunda parte no endereço http://www.youtube.com/watch?v=9fbt0YyYBWo.
Na quinta-feira (dia 17), vivi outro momento especial, no 12º Salão do Livro Infanto-Juvenil, ao ouvir Lygia Bojunga. Sou uma apaixonada pela obra dela, pela paixão que ela transborda em cada texto, pelo cuidado em criar essa ponte com os leitores. É como ela mesmo disse: Lygia é uma artesã das palavras. Uma mulher de fibra, uma escritora delicada, sensível, generosa e extremamente talentosa.
É maravilhoso podermos nos dar esses presentes, podermos viver cada um desses momentos e aproveitar deles o que há de melhor. Ouvir Lygia falar de sua vida, de sua relação com os livros, me identificar com tantas coisas que ela falou, foi muito especial e importante para mim.
Na noite de quinta-feira (dia 17), briguei com o sono para assistir à estreia do programa Brasileiros, idealizado pelo amigo Edney Silvestre. Ele viajou com Neide Duarte e Marcelo Canellas registrando histórias de solidariedade e superação dos cidadãos de nosso país. O objetivo do programa é mostrar pessoas comuns que fazem a diferença, buscando transformar a realidade dos que os cercam. Cada semana, o programa será apresentado por um deles.
A estreia deixou clara a qualidade do programa. Um programa de extrema sensibilidade, com uma linguagem de bate-papo, que nos leva à reflexão e à percepção de que muito existe no nosso país para ser conhecido e há pessoas muito especiais, com valores que superam o comum, o confortável, que buscam uma vida plena não só para si, como para os outros.
Para quem não viu, ainda dá tempo. Houve uma matéria no Vídeo-Show com Edney Silvestre, Neide Duarte e Marcelo Canellas em que eles falaram um pouco do programa. Dá para assistir o vídeo no G1. Mas o programa de estreia, com Edney Silvestre, falando de Flávio Sampaio, um bailarino que venceu o preconceito e a dor, se tornou um bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, reconhecido mundialmente e que abandonou todas as suas grandes conquistas para fazer a diferença, pode ser visto também no site do G1. Não foi só a história de Flávio que me impressionou, mas o depoimento de seus alunos e as histórias deles. Vale a pena.
Para facilitar, os links do programa (dividido em duas partes):
- Bailarino abre escola de dança no Ceará
- Alunos superam dificuldades para aprender a dançar no Ceará
E, ontem, sexta-feira (dia 18), acordei de madrugada com minha filhota se sentindo mal. Já está tudo bem, mas estive off durante a manhã, até que num consultório médico, acessei o FB pelo celular e descobri que havíamos perdido o grande escritor José Saramago. Ele se foi aos 87 anos. Lembrei-me logo da sensação que tive, ao assisti-lo numa entrevista que o Edney Silvestre fez com ele em 2007. Do quanto passei a enxergá-lo de uma forma mais humana, mesmo com todas as polêmicas com as quais ele se envolveu, por sua luta tão ferrenha contra as religiões. Como católica, não estranho o fato da Igreja lamentar sua morte. Pois somos todos inteligentes em reconhecer o que há de melhor num grande homem, independente de suas convicções.
Pensar em Saramago para mim, é mais do que pensar em sua obra, é lembrar de sua frase quando ganhou o Prêmio Nobel em 1998: "O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever". Um homem que declarou que nem o Nobel foi mais importante do que a relação que ele teve com sua infância e sua família. Alguém que diz "como teria sido minha vida até aqui, aos 84 anos, se eu não tivesse conhecido essa mulher", quando fala de seu grande amor por Pilar, sua esposa trinta anos mais nova, com quem viveu por 24 anos, nos mostra mais do que apenas polêmicas.
Para quem não teve a oportunidade de assistir em 2007 ou a reprise que foi feita ontem, em edição especial no Espaço Aberto Literatura, é só conferir o vídeo no G1.
Para fechar, deixo outra declaração dele, nessa entrevista, que muito mexeu comigo:
"Se eu pudesse repetir minha infância, a repetiria exatamente como foi, com a pobreza, com o frio, pouca comida, com as moscas e os porcos, tudo aquilo."
Para saber um pouco mais, deem uma lida nos links a partir de uma das matérias feitas sobre ele e publicada no G1.
Termino aqui meu post, longo, muito looooongo, mas talvez do tamanho dos meus pensamentos nessa semana que termina. Abro o caderno Ideias do JB e, feliz, vejo que ele volta a ocupar todas as páginas, sem dividir seu espaço com o Carro & Etc.
Uma esperança para o espaço que nossa literatura necessita? Quem sabe.
Despeço-me, me preparando para voltar a ser mais criança, a sonhar mais longe, com o filme Toy Story 3, que assistirei daqui a pouco com a família.
Um ótimo sábado para vocês.
Igual pois terminava minhas pequenas férias de dez dias, e me encontrava na mesma correria, a mesma falta de tempo ou, começo a me convencer cada vez mais, meu excesso de atividades.
Percebi essa semana como estamos vivendo e nos sufocando em meio a tantas informações, a tantas fontes de informações. Se pensarmos direito, a necessidade de obter a informação em tempo real não pode fazer bem. Passo um dia sem entrar no Facebook e, ao entrar, me deparo com mais de 300 mensagens postadas. Vejo minha caixa de e-mails, tem mais de 500 mensagens não lidas. Olho minha lista do "a fazer", e tem tarefas atrasadas há mais de um mês.
Impossível acompanhar tudo, curtir tudo, comentar tudo. Há semanas não consigo acompanhar os blogs dos amigos. E, no meio do meu sentimento de culpa, concluo algo muito simples, mas que às vezes passa desapercebido: somos um só. E temos que ser um só para viver feliz.
Como se houvesse uma sintonia na natureza, para nos mostrar caminhos, dirigia para um encontro com amigos escritores, quando ouvi na JB FM que cientistas dizem que estamos sofrendo mutações por excesso de informações. Procurei depois algo a respeito e encontrei exatamente a matéria no O Globo dizendo que "Excesso de informações provocado pelo avanço da tecnologia altera capacidade de concentração".
A reportagem diz que "a tecnologia está remodelando nosso cérebro". E cada vez mais acredito nisso. Sempre fui multitarefa e me sentia confortável com isso. Mas estou começando a achar que é hora de tirar o pé do freio. Preciso me dar o direito de viver mais e com mais qualidade poucas coisas do que viver todas no modo automático.
Sempre curti muito as postagens do Canastra, mas me vi, de repente, angustiada por não conseguir postar com frequência. E não é esse o objetivo. O Canastra é para ser curtido, não para ser cumprido. Por isso, não estranhem se as postagens se espaçarem ou aparecerem como pequenas mensagens. Às vezes deixava de postar, pois não conseguia escrever tudo o que gostaria sobre o assunto. Mas se não é possível falar muito, que possamos falar o suficiente ou o essencial.
Aí começou a diferença dessa semana, perceber que nossas vidas estão diferentes e precisamos repensá-las para trazer mais qualidade.
A diferença seguiu também com as oportunidades que vivi.
Na terça-feira (dia 15), concedi uma entrevista à comunicadora Mônicka Christi, no Programa Mulher Brasileira, na Rádio Rio de Janeiro. Foi uma entrevista ao vivo, por telefone, que durou cerca de 15 minutos. Uma experiência diferente, maravilhosa, posso dizer. Um momento em que vi o quanto é especial poder falar do meu livro, do meu amor pela literatura, do quanto isso me faz bem. Do quanto preciso falar mais disso no meu próprio texto. Do quanto tenho escrito tão pouco e do quanto é essencial que eu possa escrever.
Gastei toda a terça-feira tentando publicá-la na rede para dividir com vocês, mas consegui. Um esforço que valeu a pena. A primeira parte pode ser ouvida no youtube no endereço http://www.youtube.com/watch?v=TvN8ewELdvM e a segunda parte no endereço http://www.youtube.com/watch?v=9fbt0YyYBWo.
Na quinta-feira (dia 17), vivi outro momento especial, no 12º Salão do Livro Infanto-Juvenil, ao ouvir Lygia Bojunga. Sou uma apaixonada pela obra dela, pela paixão que ela transborda em cada texto, pelo cuidado em criar essa ponte com os leitores. É como ela mesmo disse: Lygia é uma artesã das palavras. Uma mulher de fibra, uma escritora delicada, sensível, generosa e extremamente talentosa.
É maravilhoso podermos nos dar esses presentes, podermos viver cada um desses momentos e aproveitar deles o que há de melhor. Ouvir Lygia falar de sua vida, de sua relação com os livros, me identificar com tantas coisas que ela falou, foi muito especial e importante para mim.
Na noite de quinta-feira (dia 17), briguei com o sono para assistir à estreia do programa Brasileiros, idealizado pelo amigo Edney Silvestre. Ele viajou com Neide Duarte e Marcelo Canellas registrando histórias de solidariedade e superação dos cidadãos de nosso país. O objetivo do programa é mostrar pessoas comuns que fazem a diferença, buscando transformar a realidade dos que os cercam. Cada semana, o programa será apresentado por um deles.
A estreia deixou clara a qualidade do programa. Um programa de extrema sensibilidade, com uma linguagem de bate-papo, que nos leva à reflexão e à percepção de que muito existe no nosso país para ser conhecido e há pessoas muito especiais, com valores que superam o comum, o confortável, que buscam uma vida plena não só para si, como para os outros.
Para quem não viu, ainda dá tempo. Houve uma matéria no Vídeo-Show com Edney Silvestre, Neide Duarte e Marcelo Canellas em que eles falaram um pouco do programa. Dá para assistir o vídeo no G1. Mas o programa de estreia, com Edney Silvestre, falando de Flávio Sampaio, um bailarino que venceu o preconceito e a dor, se tornou um bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, reconhecido mundialmente e que abandonou todas as suas grandes conquistas para fazer a diferença, pode ser visto também no site do G1. Não foi só a história de Flávio que me impressionou, mas o depoimento de seus alunos e as histórias deles. Vale a pena.
Para facilitar, os links do programa (dividido em duas partes):
- Bailarino abre escola de dança no Ceará
- Alunos superam dificuldades para aprender a dançar no Ceará
E, ontem, sexta-feira (dia 18), acordei de madrugada com minha filhota se sentindo mal. Já está tudo bem, mas estive off durante a manhã, até que num consultório médico, acessei o FB pelo celular e descobri que havíamos perdido o grande escritor José Saramago. Ele se foi aos 87 anos. Lembrei-me logo da sensação que tive, ao assisti-lo numa entrevista que o Edney Silvestre fez com ele em 2007. Do quanto passei a enxergá-lo de uma forma mais humana, mesmo com todas as polêmicas com as quais ele se envolveu, por sua luta tão ferrenha contra as religiões. Como católica, não estranho o fato da Igreja lamentar sua morte. Pois somos todos inteligentes em reconhecer o que há de melhor num grande homem, independente de suas convicções.
Pensar em Saramago para mim, é mais do que pensar em sua obra, é lembrar de sua frase quando ganhou o Prêmio Nobel em 1998: "O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever". Um homem que declarou que nem o Nobel foi mais importante do que a relação que ele teve com sua infância e sua família. Alguém que diz "como teria sido minha vida até aqui, aos 84 anos, se eu não tivesse conhecido essa mulher", quando fala de seu grande amor por Pilar, sua esposa trinta anos mais nova, com quem viveu por 24 anos, nos mostra mais do que apenas polêmicas.
Para quem não teve a oportunidade de assistir em 2007 ou a reprise que foi feita ontem, em edição especial no Espaço Aberto Literatura, é só conferir o vídeo no G1.
Para fechar, deixo outra declaração dele, nessa entrevista, que muito mexeu comigo:
"Se eu pudesse repetir minha infância, a repetiria exatamente como foi, com a pobreza, com o frio, pouca comida, com as moscas e os porcos, tudo aquilo."
Para saber um pouco mais, deem uma lida nos links a partir de uma das matérias feitas sobre ele e publicada no G1.
Termino aqui meu post, longo, muito looooongo, mas talvez do tamanho dos meus pensamentos nessa semana que termina. Abro o caderno Ideias do JB e, feliz, vejo que ele volta a ocupar todas as páginas, sem dividir seu espaço com o Carro & Etc.
Uma esperança para o espaço que nossa literatura necessita? Quem sabe.
Despeço-me, me preparando para voltar a ser mais criança, a sonhar mais longe, com o filme Toy Story 3, que assistirei daqui a pouco com a família.
Um ótimo sábado para vocês.
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domingo, 30 de maio de 2010
Promoção de Caixa de Desejos

Resolvi fazer uma super promoção essa semana, para que os leitores dos meus blogs conheçam meu livro. Todos que leem, e isso engloba várias faixas etárias, homens e mulheres, me retornam dizendo coisas lindas sobre ele.
Na dúvida, confiram o que alguns leitores estão dizendo.
Então, se vocês comprarem o livro, diretamente comigo, até dia 04 de junho, receberão:
o livro autografado, acompanhado de :
- uma bolsa ecológica +
- 3 lápis personalizados e
- frete grátis!
- frete grátis!
Para adquirir, mande e-mail para livro@anacristinamelo.com.br.
Preço: R$ 20,00.
sábado, 22 de maio de 2010
Meus lançamentos e a volta ao ritmo normal
Acho que já deixei meu pedido de desculpas em todo lugar. Acabei virando um holograma nas últimas semanas. As providências para o lançamento do meu primeiro livro técnico não chegaram nem aos pés da movimentação para o lançamento do meu livro de ficção. Mas foi um momento mágico que precisava viver de forma completa. Considerando que, atualmente, tenho muitas atividades paralelas, tive que me permitir desligar algumas pontas, para que não houvesse um curto-circuito.
O lançamento de Caixa de Desejos no último dia 11 foi um sonho realizado. Se não fosse suficiente a emoção de ver um texto meu ganhar vida, em uma edição linda, extremamente bem cuidada pelo Tomaz e Bárbara, meus editores queridos (Editora Usina de Letras - Selo Vermelho Marinho), ainda recebi familiares, amigos, colegas de letras e outros tantos que tive o prazer de conhecer lá na hora. Pessoas que me levaram um carinho que não dá para descrever. Eu olhava e via uma fila enorme na Livraria Argumento e cada um que chegava perto de mim, depois de ter ficado muito tempo esperando, só sabia me trazer sorrisos.
Para todos que lá estiveram, meu carinho e minha gratidão.
Como um carinho especial, fiz um dedicatória personalizada para cada um. Além disso, mandei fazer pequenas bolsas ecológicas como brinde e agradecimento aos meus leitores.
Ainda não consegui postar todas as fotos. Estou usando pela primeira vez o programa Picture Trail e tenho apanhado. Para quem quiser conferir as fotos que já consegui divulgar, é só passar em http://caixadedesejos.wordpress.com/fotos-dos-lancamentos/.

Na sexta-feira (dia 14/05), mudou o gênero, mas não menos a minha alegria. Foi a vez do lançamento da Revista Ficções 19, na Livraria Travessa do Leblon. Uma revista que sempre foi um marco na publicação de novos autores, que logo se tornavam reconhecidos pelo mercado. A Ficções ficou um tempo sem ser editada, de 2007 até 2009, mas voltou com nova edição e uma proposta mais forte.
Meu conto chama-se A garrafa. Comprem a revista. Vale a pena. Mas para quem não tiver como, pode folheá-la pela internet, no site http://www.revistaficcoes.com.br/.
Na foto acima, algumas autoras da Ficções que estavam autografando no dia: eu, Livia Garcia-Roza, Claudia Nina e Cristiane Costa. Na foto também, a amiga e escritora Dag Bandeira.
Mas vários outros amigos e nomes de grande talento estão na revista. Ressalto: Julio Silveira, Cassiano Vianna, André Giusti e Felipe Pena.
Saindo de lá, precisava arrumar a mala e dormir, para estar de pé às 4h30, e pegar o voo às 6h30 para Belo Horizonte. Destino: Bienal de Minas, onde fui lançar meu livro.
O lançamento de Caixa de Desejos no último dia 11 foi um sonho realizado. Se não fosse suficiente a emoção de ver um texto meu ganhar vida, em uma edição linda, extremamente bem cuidada pelo Tomaz e Bárbara, meus editores queridos (Editora Usina de Letras - Selo Vermelho Marinho), ainda recebi familiares, amigos, colegas de letras e outros tantos que tive o prazer de conhecer lá na hora. Pessoas que me levaram um carinho que não dá para descrever. Eu olhava e via uma fila enorme na Livraria Argumento e cada um que chegava perto de mim, depois de ter ficado muito tempo esperando, só sabia me trazer sorrisos.
Para todos que lá estiveram, meu carinho e minha gratidão.
Como um carinho especial, fiz um dedicatória personalizada para cada um. Além disso, mandei fazer pequenas bolsas ecológicas como brinde e agradecimento aos meus leitores.
Ainda não consegui postar todas as fotos. Estou usando pela primeira vez o programa Picture Trail e tenho apanhado. Para quem quiser conferir as fotos que já consegui divulgar, é só passar em http://caixadedesejos.wordpress.com/fotos-dos-lancamentos/.

Meu conto chama-se A garrafa. Comprem a revista. Vale a pena. Mas para quem não tiver como, pode folheá-la pela internet, no site http://www.revistaficcoes.com.br/.
Na foto acima, algumas autoras da Ficções que estavam autografando no dia: eu, Livia Garcia-Roza, Claudia Nina e Cristiane Costa. Na foto também, a amiga e escritora Dag Bandeira.
Mas vários outros amigos e nomes de grande talento estão na revista. Ressalto: Julio Silveira, Cassiano Vianna, André Giusti e Felipe Pena.
Saindo de lá, precisava arrumar a mala e dormir, para estar de pé às 4h30, e pegar o voo às 6h30 para Belo Horizonte. Destino: Bienal de Minas, onde fui lançar meu livro.
O lançamento também foi maravilhoso. De uma característica diferente, pois precisamos de um contato mais próximo com o leitor, do tipo "pescaria" mesmo. Voltei cansadérrima, mas feliz.
Mas o movimento pós-lançamento não acabou. Há vários outros detalhes dos quais precisei cuidar. Por isso, ainda demorei um pouco para entrar no ritmo, mas a partir de hoje, voltarei às atualizações aos pouquinhos.
Contudo, o melhor que estou vivendo depois do lançamento é o retorno dos leitores. Estou recebendo mensagens carinhosíssimas de quem já leu o livro, que vem de toda forma: por torpedo, pelo Facebook, por e-mail, por telefone ou pessoalmente. E o melhor de tudo: elas são de todas as faixas etárias, homens e mulheres.
Para vocês acompanharem essa emoção que estou sentindo, deem um pulinho no blog do livro: http://caixadedesejos.wordpress.com/, na página "Os leitores", e confiram parte do que já foi dito sobre ele.
Então, obrigada pela paciência e vamos engrenar a primeira, e seguir nessa estrada maravilhosa, aumentando a marcha aos pouquinhos...
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
Muita felicidade e muito atraso também
Meus queridos leitores do Canastra, se é que sobrou algum depois de eu ficar tanto tempo sem atualizar esse blog. rsrs
Obrigada por todas as mensagens de carinho e por toda energia positiva. O lançamento foi um sucesso. A Livraria Argumento encheu, recebi muito carinho e distribuí muitos autógrafos e sorrisos.
A tolinha aqui achou que bastava chegar no dia do lançamento que a vida voltaria ao ritmo normal. Uma tola feliz. Quarta e quinta tive que arrumar várias outras pendências. Na sexta-feira, feliz da vida, foi o lançamento da Revista Ficções 19, que traz um conto meu. Uma felicidade sem medidas. A revista está linda, vale a pena comprar. Mas para quem quiser tirar uma casquinha, basta entrar no site da Ficções e folheá-la. Mas como boa apaixonada pelo papel, acho bem melhor tê-la nas mãos, marcar à lápis frases fantásticas, abraçar com carinho. Fui dormir 1h30 da manhã, para estar em pé às 4h30, em razão da hora do voo para Belo Horizonte. Estava indo rumo ao lançamento na Bienal de Minas, que também foi muito bom.
Pensei que essa semana fosse acalmar, mas ainda me vejo atropelada por pendências pós-lançamento.
Por isso, peço um pouquinho mais de paciência. Até o final de semana, o Canastra volta com força total.
E para quem ainda não conhece meu filhinho, o livro Caixa de Desejos, convido a visitar o blog dele: http://caixadedesejos.wordpress.com/. Lá tem resenha, release, texto de orelha, de quarta capa e comentários dos leitores. Tem algumas fotos também, as que eu já consegui atualizar.
Beijão direto da minha nuvem-felicidade...
Obrigada por todas as mensagens de carinho e por toda energia positiva. O lançamento foi um sucesso. A Livraria Argumento encheu, recebi muito carinho e distribuí muitos autógrafos e sorrisos.
A tolinha aqui achou que bastava chegar no dia do lançamento que a vida voltaria ao ritmo normal. Uma tola feliz. Quarta e quinta tive que arrumar várias outras pendências. Na sexta-feira, feliz da vida, foi o lançamento da Revista Ficções 19, que traz um conto meu. Uma felicidade sem medidas. A revista está linda, vale a pena comprar. Mas para quem quiser tirar uma casquinha, basta entrar no site da Ficções e folheá-la. Mas como boa apaixonada pelo papel, acho bem melhor tê-la nas mãos, marcar à lápis frases fantásticas, abraçar com carinho. Fui dormir 1h30 da manhã, para estar em pé às 4h30, em razão da hora do voo para Belo Horizonte. Estava indo rumo ao lançamento na Bienal de Minas, que também foi muito bom.
Pensei que essa semana fosse acalmar, mas ainda me vejo atropelada por pendências pós-lançamento.
Por isso, peço um pouquinho mais de paciência. Até o final de semana, o Canastra volta com força total.
E para quem ainda não conhece meu filhinho, o livro Caixa de Desejos, convido a visitar o blog dele: http://caixadedesejos.wordpress.com/. Lá tem resenha, release, texto de orelha, de quarta capa e comentários dos leitores. Tem algumas fotos também, as que eu já consegui atualizar.
Beijão direto da minha nuvem-felicidade...
terça-feira, 11 de maio de 2010
É hoje!!!! Lançamento do meu livro!
É hoje! O dia chegou! Tão sonhado, tão esperado... uma realização!
E para o dia ficar melhor, conto com vocês lá. E para quem estiver longe, ou estiver perto e não puder ir, não tem problema, é só me mandar um pensamento beeeem positivo!
Quer ganhar o livro, então aproveita que estou sorteando 3 (três) exemplares no site Sobrecapa. Para participar, dê um pulo na página da promoção. Mas corra que termina dia 13 de maio (quinta-feira).
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terça-feira, 4 de maio de 2010
Lançamento de "Caixa de Desejos"
Meus queridos leitores!
Chegou minha vez!
No próximo dia 11 de maio, a partir das 19h,
lançarei meu primeiro livro de ficção,
lançarei meu primeiro livro de ficção,
na Livraria Argumento no Leblon (RJ).
No dia 15 de maio, às 14h,
estarei na Bienal do Livro de Minas,
lançando no estande da Editora Usina de Letras
estarei na Bienal do Livro de Minas,
lançando no estande da Editora Usina de Letras
Para quem estiver no Rio ou Belo Horizonte,
vá ao lançamento,
vá ao lançamento,
apoie uma escritora que ama a literatura
e espera que seu texto conquiste muitos leitores!
Para quem não estiver no RJ ou MG,
ajude a divulgar.
e espera que seu texto conquiste muitos leitores!
Para quem não estiver no RJ ou MG,
ajude a divulgar.
Para saber mais sobre o livro,
acesse o blog: http://caixadedesejos.wordpress.com/
acesse o blog: http://caixadedesejos.wordpress.com/
Confira também a divulgação publicada no Sobrecapa.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
Caixa de Desejos
Essa é a capa do meu livro de estreia: Caixa de Desejos.
Sempre pensei que largaria com o livro de contos, mas esse juvenil veio tímido, de mansinho, me conquistou a cada capítulo escrito e conquistou a todos que o leram.
O lançamento já está marcadíssimo.
Em 11 de maio, espero o pessoal do Rio de Janeiro, na Livraria Argumento, no Leblon. A partir das 19h.
No dia 15 de maio, estou contando com o pessoal de Belo Horizonte, para dividir comigo seus sonhos na Bienal do Livro de Minas, às 14h.
Até o final da semana, divulgo o convite.
Querem saber um pouquinho do livro, então é só ir lá no cantinho que fiz especialmente para ele: o blog http://caixadedesejos.wordpress.com/.
Esse livro traz todo o meu amor pela literatura. Amor que vocês acompanham aqui em cada notícia, cada resenha, cada post (mesmo quando eu atraso um pouquinho rsrs).
E para deixar essa celebração mais especial, tenho a honra de lançar esse livro com pessoas muito especiais me apoiando. O texto da orelha é de Luis Eduardo Matta. A quarta capa é assinada por Livia Garcia-Roza e Anna Claudia Ramos.
Dá para imaginar minha felicidade? Então, capricha na imaginação, pois ela é tão grande, que não é fácil medir.
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