quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Comentários sobre a matéria de Oficinas Literárias

Pois é, que correria para dar conta de tudo. Faltou minha opinião a respeito da matéria da Folha.

As oficinas literárias trouxeram um mundo real aos escritores iniciantes. Um mundo em que é possível submeter seus textos aos pares, aos olhos críticos dos mestres, lapidar sua escrita. Se até um editor é capaz de mexer e recortar um texto, por que não um escritor ter essas orientações ainda na confecção.

Acho que um escritor nunca deixa de aprender. E nunca deixa de precisar de outros olhos críticos que não os seus. Vide caso do Prêmio São Paulo de Literatura deste ano. Ronaldo Correia é amigo de Rodrigo Lacerda e eles fizeram, entre si, leituras críticas de seus textos. E deu certo, não foi?

Um pouquinho mais do que eu acho a respeito coloquei nos comentários do último post.

Mas adianto aqui minha filosofia de escrita:

- ler muito (muito, muito, muito, sempre, autores nacionais e estrangeiros, clássicos, contemporâneos, muito, muito, sempre, prosa, verso, muito, muito, sempre)

- muita carpintaria (a palavra tem muita força, mas no lugar errado, pode construir um monstro)

- deixar o texto dormir bastante na gaveta (eles são muito cheios de si, quando estão cansados! rsrsrs)

- manter um caderno de ideias na bolsa (mas se não tiver, usar papel de pão ou nota de supermercado, mesmo. Só não vale perder, antes de passar a limpo)

- manter sempre um caderno ou um pedaço de papel limpo no bolso (ou na bolsa). (você nunca sabe quando irá te surgir pronto, entregue pelos anjos, aquele parágrafo de abertura)

- não escrever sobre a sua ideia imediatamente (as ideias são foguinhos que nem sempre têm força para continuar vivos. Deixe um tempo para ver se a chama aumenta ou diminui. Se não for a grande ideia para um livro, pode ser, pelo menos, a grande ideia para um parágrafo. rsrsrs)

- encontrar bons escritores e/ou bons críticos para ler seus textos (vai uma oficina literária aí?)

- não fique preocupado com a filosofia de escrita dos outros, pois o que serve para uns não serve para os outros (rsrs)

A próxima pílula será a entrevista com Mark McGurl, professor de letras na Universidade da Califórnia, que fala sobre o modelo americano de oficinas de escrita.

2 comentários:

Ana Letícia disse...

Menina, que susto quando vi você falar em mim!!! Realmente tem sido muito bom poder acompanhar as notícias literárias pelo seu filtro, imagino que vou continuar sua leitora quando voltar ao Rio, isso deve acontecer em uns vinte dias... Ana, eu queria que você tivesse um patrocínio para se dedicar exclusivamente aos blogs! Não seria ótimo??? Rsrsrs Beijos.

Ana Cristina Melo disse...

Patrocínio é sempre bom, não é? No mínimo que não garantisse a exclusividade para eu escrever, mas pelo menos para eu não precisar acumular tantas atividades remuneradas para compor a renda. rsrsrs

Que bom que você está voltando. Conhecer novos mundos é bom, mas voltar para casa é ainda melhor.

Beijos