domingo, 26 de julho de 2009

Pílulas dos cadernos literários (#4a) - 25/07/2009

Saiu uma matéria interessantíssima no caderno Prosa & Verso de ontem. Cheguei quase a desistir de digitá-la, pois é imensa, mas depois pensei: vale a pena, para dividir com os leitores do canastra. Então, as pílulas de hoje são um tratamento completo.

Trata-se da matéria feita em função da interferência que um editor pode ter no texto do escritor, motivada pelo lançamento de "Iniciantes" de Raymond Carver, a versão original, publicada por sua viúva, da outra que o lançou no mercado e foi drasticamente alterada por seu editor, Gordon Lish.

Então vamos à primeira parte dela, que traz a palavra do Editor.

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Até onde pode e deve ir a interferência de um editor no texto de um escritor? Quais os efeitos dessa intervenção numa relação já normalmente marcada por amor e ódio, respeito e desprezo? O assunto voltou à tona com o lançamento do livro “Iniciantes”, do americano Raymond Carver, editado em 2008 nos Estados Unidos em sua versão integral, bem diferente daquela enormemente cortada e publicada pelo editor Gordon Lish em 1981. Com a obra mutilada, Carver ganhou aplausos da crítica por sua escrita “minimalista” e, incensado, seguiu adiante. A versão original dos contos, que chega ao Brasil pela Companhia das Letras, revela, porém, um Carver muito melhor, grandioso. Para amplificar o debate o Prosa & Verso convidou um editor e um escritor – ambos experientes – para que descrevessem, sob a prudência do anonimato, exigida em assuntos de trato delicado, suas impressões e histórias sobre a arte de tesourar e ser tesourado. São textos recheados de humor e farpas em estado bruto, sem medo da navalha. Com a palavra, O Editor e O Escritor.

A vida invisível
O Editor

Editores e garçons têm muito em comum: sua função é estar sempre ali, em volta do freguês, longe o suficiente para não atrapalhar a conversa, perto o bastante para não deixar faltar nada.

Editores e maestros também são parecidos: ambos estão a serviço de um artista e, pelo menos teoricamente, sua fama deveria ser a capacidade de manter-se no anonimato.

Editores, garçons e maestros trabalham na sombra. E são igualmente perseguidos pela tentação dos holofotes. Mas se a luz faz bem a orquestras e bares, em geral transforma editores em pobres mosquitos, fulminados por acusações de intervencionismo, ego inflado e até talento frustrado. Por isso é melhor nem assinar um texto como esse.

Editar é um exercício de desaparecimento. É submergir na lógica do autor, entusiasmar-se com suas ideias e, aqui e ali, fazer com que ele veja quando a coisa não funciona. O que, como se pode imaginar facilmente, quase nunca acontece na santa paz de uma casa editorial.

“Não” é a palavra que um editor mais usa, mesmo que a evite a todo custo. Com o tempo, ele acaba tornando-se um estilista da recusa: “esta vírgula está mal colocada”, “este parágrafo pode ser melhorado”, “aqui há uma barriga na narrativa”, “este título é impreciso”, “por que esconder isso do leitor?” – até o drástico “vamos trocar o final pelo começo?”

Numa frase destas pode estar o céu ou o inferno – fatalmente, mais o último do que o primeiro. Pois todos os autores, independentemente de sua importância e experiência, são um mesmo frágil estreante quando enviam ao editor seus originais.

É um momento sério de verdade, de exposição total, das fragilidades inevitáveis aos achados geniais. E aí, devo admitir, o jogo não é equilibrado: para o autor, ali está o investimento de seus últimos meses e anos, o que há de mais importante naquele momento e às vezes por toda a vida; para o editor, uma das muitas coisas importantes daquele momento. Mas, ao ler um original e trabalhar sobre ele, é preciso ter a convicção de que aquele é o único e a ele devemos toda nossa atenção.

Christian Bourgois foi um dos mais importantes editores franceses. Fundador da casa que leva seu nome, morreu em dezembro de 2007, com mais de 50 anos de estrada. Naquele ano mesmo, foi homenageado na Feira de Guadalajara e respondeu com um discurso comovente, que resume um pouco esta relação: “Acabo de usar, por vício, a expressão ‘meus’ autores. Ela realmente não é adequada: na verdade, se um autor sempre pode dizer ‘meu editor’ ou, num tom mais reverente, ‘meu caro editor’, como o faziam no século XIX os Flaubert, Balzac e Zola, acho que devemos desconfiar da linguagem corrente e saber que, no fundo, os autores não nos pertencem. Mas que nós, por nossa vez, devemos a eles fidelidade, atenção e gratidão pelo presente que nos dão a cada vez que nos confiam um novo manuscrito – o que não significa, bem entendido, que nos sintamos obrigados a calar nossas eventuais críticas nem publicá-los custe o que custar, cegamente. Muito pelo contrário. Nós devemos sempre fazer escolhas, afirmar nossas preferências, assumir nossas decisões, sempre sob o risco de desagradá-los.”

Sendo esta uma ciência inexatíssima, no fio da navalha, coleciono inutilmente histórias célebres de editores e seus autores. Digo “inutilmente” porque elas jamais se repetem. Nunca passei nada parecido com o que conta Bennett Cerf, o fundador da Random House, que ainda em seus primeiros anos na profissão viu Theodor Dreiser virar um cafezinho quente na cara de seu então editor por conta de um mal entendido sobre os direitos cinematográficos de “A tragédia americana”.

Mais próximos de nós, no entanto, são os dramas vividos por Michael Korda quando virou editor de Harold Robbins: num mesmo romance, um personagem era louro e moreno, tinha olhos verdes e azuis. Este tipo de percalço é comum nas narrativas longas, mas o que foge à regra é o nível de irritação do autor: Robbins respondeu que já fazia muito em escrever, os leitores que se virassem para dar um sentido àquilo tudo. E a Korda coube o tal papo da coerência interna.

Não escritores que escrevem livros costumam dar um trabalho danado. Por isso é preciso apoiá-los em dobro. Antes que alguém proteste sobre como este é um efeito deletério da “cultura das celebridades”, lembro que isso acontece há muito e por causas bem menos fúteis. Giangiacomo Feltrinelli, o lendário (e milionário) editor italiano que morreu acidentalmente numa ação terrorista do grupo de esquerda radical a que pertencia, levou para Fidel Castro a ideia de uma autobiografia prontinha. Seria realizada a partir de entrevistas e era só ele concordar com o que estava escrito. Os dois jogaram muito basquete juntos em Havana, falaram pelo cotovelos, Fidel embolsou um adiantamento polpudo para a época e, babau: jamais aprovou o livro.

Pois é bom lembrar: nem sempre o editor é o ceifador de palavras ou o gênio disfarçado. Ele também pode ser um personagem beckettiano, à eterna espera de um texto que pode não vir. Os editores de Trumam Capote na Random House esperaram 15 anos por “Answered prayers”, seu projeto proustiano ambientado na Nova York mundana. Do livro, conhece-se apenas quatro capítulos, escandalosos e marcados pela língua viperina do escritor de “A sangue frio”. Neste tempo, além dos nervos do editor, Capote consumiu U$ 250 mil em adiantamento e deixou de ganhar U$ 1 milhão, prometidos contra a entrega do livro.

Assim como o jovem Antoine Doinel, que em “Os incompreendidos” acendia uma vela para Balzac antes das provas de literatura, todo editor, a cada vez que põe as mãos num original, deveria fazer o mesmo em intenção a Maxwell Perkins. Se o nome não soa familiar a todos é porque ele foi um mestre da profissão: descobriu Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Thomas Wolfe. Pelo consumo industrial de álcool dos três e a genialidade que os unia, Perkins não agiu como garçom ou maestro: foi, isso sim, um diligente cirurgião, retocando “Este lado do paraíso” e “O sol também se levanta” e fazendo profundas intervenções em “Look homeward, Angel” – o caudaloso (mesmo depois dos cortes) romance que lançou a dúvida sobre o equilíbrio entre Wolfe e Perkins.

Se até aqui cito quatro americanos e um italiano não é por um acaso. A tradição de editar para valer é recente no Brasil. Há os autores cordiais, que concordam com tudo o que você fala e não alteram uma linha. Outros também aceitam e esperam que você faça as mudanças. Quase todos, aliás, querem alterar alguma coisa até o livro entrar na gráfica – e não há o que reclamar, já que foi você quem começou a brincadeira.

Esta vida invisível nem sempre é tranqüila, mas quase sempre vale a pena. Uma vez, recebi o original de um livro de estreia: li, reli e não achei nada. Duvidei de mim mesmo. Um experiente escritor, amigo comum que tenho com o autor, leu e dissipou minhas dúvidas ao perguntar: “você mexeu?” E, orgulhoso, confessei: nada.

Mas a melhor mesmo é a suspeita de que eu seria o verdadeiro autor de um livro incensado pela crítica. É volta e meia levantada por seu criador, que já teve originais recusados e é um pote até aqui de mágoa. O diabo é que até hoje eu e o autor (o verdadeiro) ficamos nos perguntando: afinal, a quem ele queria ofender?

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O EDITOR vive e trabalha no Brasil, com identidade indefinida e um vício renitente: não consegue ler nem bula sem pensar em dar uma ajeitadinha no estilo

Atualização do Sobrecapa

Divulgando...

Está disponível mais um lançamento no Sobrecapa, o meu site sobre lançamentos literários.

É sobre o romance Outra vida do Rodrigo Lacerda, que será lançado aqui no Rio, em 04 de agosto. Para quem ainda não leu, é uma ótima oportunidade de saber mais. Para quem já leu (e certamente gostou), é uma ótima oportunidade de ir pegar o seu autógrafo.

E para quem ainda não divulgou o Sobrecapa, está esperando o quê? :)

sábado, 25 de julho de 2009

Pílulas dos cadernos literários (#3) - 25/07/2009

Fonte: Caderno Prosa & Verso - O Globo

- Foi publicada na edição de hoje (25/07/2009) uma entrevista de Miguel Conde com o escritor Marcelo Moutinho, a respeito do livro recém-lançado Dicionário amoroso da língua portuguesa.
Confira, no blog do Prosa online, a entrevista completa.

Pílulas dos cadernos literários (#2) - 25/07/2009

Fonte: Caderno Ideias & Livros (JB). Coluna Informe Ideias

Cursos gratuitos em agosto e setembro na Casa da Leitura, da Biblioteca Nacional, com temas sobre literatura nacional e internacional. Inscrições no local. Também é gratuito o curso Os esquecidos relembrados no Real, sobre autores pouco conhecidos da literatura portuguesa, no Real Gabinete Português de Leitura, às quartas-feiras do mês de agosto. Inscrições no local.

Publicar na rede. Que papel tem os blogs como suporte para a literatura? A oficina Como publicar o seu livro na internet, nos dois primeiros sábados de agosto, de 10h às 15h, vai analisar a questão. Os alunos vão ter acesso a um blog formatado para a publicação de uma obra em capítulos. As aulas vão estar a cargo da escritora Ana Paula Maia. A Estação das Letras fica na Rua Marquês de Abrantes, 177, no Flamengo. Informações: 21 3237-3947.

Pílulas dos cadernos literários (#1) - 25/07/2009

A partir de hoje, em virtude do tempo cada vez mais reduzido, mudarei o formato das pílulas.

No caso do Caderno Ideias & Livros, como o próprio JB publica as matérias online, colocarei apenas os títulos e os links, para que vocês possam acompanhar no site.

No caso do caderno Prosa & Verso, postarei apenas as notícias que achar mais interessantes.

Vamos às pílulas do Caderno Ideias & Livros (Jornal do Brasil) de hoje.

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!Caderno Ideias (JB). Sábado (25/07/2009)!
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# Woodstock no DNA.
* Livro do jornalista Pete Fornatale passa a limpo o festival de música pop em seu aniversário de 40 anos. (Por Ricardo Schott)
( Leia mais )
* Ingenuidade no palco, risco na plateia
( Leia mais )

# O exílio como fonte de angústia
* Livro do inglês Karl Posso analisa a homoerótica na literatura de Caio Fernando Abreu e Silviano Santiago. O próximo é o argentino Manuel Puig (Por Juliana Krapp)
( Leia mais )

# A verdadeira alma de Casanova
* Biografia escrita por Ian Kelly revela que o libertino não era tão assim como imaginamos (Por Alvaro Costa e Silva)
( Leia mais )

# Uma exigência da humanidade
* 'O Antigo Regime e a Revolução', de Tocqueville, é clássico obrigatório (Por Affonso Celso Thomaz Pereira)
( Leia mais )

# Caso Misterioso
* Wilson Martins
( Leia mais )

# A favor do tempo na infância
* Em livro de artigos, Flávio Paiva aposta na preparação do adulto futuro (Por Rodrigo de Almeida)
( Leia mais )

# O grande revisionista
* Felipe Fortuna
( Leia mais )

# Crônica: Carinho de profissional
* Gustavo Wider
( Leia mais )

# O senhor vitalidade
* Aos 80, Carlos Fuentes lança 'A vontade e a fortuna', em que mistura a Bíblia, filosofia e o México atual
( Leia mais )

sexta-feira, 24 de julho de 2009

25 de julho - Dia do Escritor

Para esse sábado que ainda não sei se amanhecerá chuvoso ou com sol, meus parabéns a todos os escritores que nos fazem sonhar e viajar.

E para falar de um grande e reconhecido escritor - Pedro Bandeira, divulgo a entrevista que ele concedeu a Cecilia Araujo e saiu publicada na Veja.com de 23/07/2009.

Pedro Bandeira, o Paulo Coelho dos juvenis

O escritor Pedro Bandeira, de 67 anos, já foi chamado de "Paulo Coelho dos livros infanto-juvenis". Faz sentido. Ele chegou a vender 100.000 livros em um único ano - em toda a carreira, são 21 milhões de exemplares. A média de vendas lhe garante viver da literatura - raridade no país. Alguns de seus títulos mais famosos, caso de A Droga da Obediência (1984), de longe o mais popular, fizeram parte da formação de leitores que hoje estão na faixa dos trinta anos. Mas esses mesmos livros seguem nas mãos dos mais jovens. Além dos números, há outras indicações de que a obra de Bandeira continua viva. Uma delas é a adaptação para o cinema de O Fantástico Mistério de Feiurinha, livro de 1986 que chegará às telas na pele de Xuxa e Sasha. Não poderia ser mais pop. Além disso, sua obra, que já chega a 80 títulos, será integralmente reeditada a partir de setembro, pela editora Moderna. Na entrevista a seguir, o escritor conta como trabalha para aproximar seus livros dos jovens leitores, em um país em que o índice de analfabetismo ainda atinge alarmantes 11,5% das crianças de até 9 anos.

O senhor já foi chamado de "Paulo Coelho dos juvenis". O que acha disso?
A comparação é só por causa das vendagens, não pelo conteúdo. Eu sou o mais vendido da literatura juvenil. Ele é o mais vendido do gênero auto-ajuda. Ele trilha o caminho do esotérico, e eu sou o oposto: gosto de fantasia, mas de esoterismo, não.

Por que seus livros agradam tanto?
Porque tratam de emoções humanas. Shakespeare escrevia sobre amor, ódio, cobiça, ou seja, sentimentos que jamais mudarão. Por isso, suas obras são encenadas até hoje. Se o jovem lê sobre pessoas vibrando, sofrendo, sonhando e se emocionando, tal como ele, é muito provável que irá gostar da história. É o que acontece nos meus livros.

O fato de seus livros serem adotados por escolas determina a escolha dos temas das obras?
Não existe um tema infantil, jovem ou adulto. Os fatos existem para serem vistos por quem estiver ali. O espectador pode ter seis meses, dez, trinta ou oitenta anos. O que varia é o ângulo pelo qual ele olha aquele fato. Para se escrever para determinado público, o segredo é narrar o fato a partir do ponto de vista do leitor que se quer atingir.

Escrever para crianças e adolescentes requer um estudo prévio da realidade desses leitores?
Não necessariamente. Só depois do sucesso de A Droga da Obediência passei realmente a me preocupar com a realidade da criança e do adolescente. E comecei, enfim, a ler tudo sobre eles. Acabei me tornando um especialista e hoje dou palestras no Brasil inteiro, falando das fases do desenvolvimento do ser humano. Mas não é isso que faz de mim um escritor. Caso constrário, todo psicólogo de crianças e todo professor seriam escritores infantis.

É mais difícil escrever para crianças?
De certa forma, sim, pois requer muita observação e vivência. O escritor tenta refletir as emoções humanas que aprendeu ao longo da vida, por isso é pouco comum que pessoas muito jovens sejam bons escritores. Não escrevo pensando no menino de dez anos que fui. Na época, estava crescendo, não observei o suficiente. Eu digo que o ideal é ter acima de 30 anos para começar a escrever para crianças, como Monteiro Lobato, Ruth Rocha e eu mesmo.

Qual o retorno que o senhor tem de seus leitores?
Antes do computador, eu recebia milhares de cartas. Respondia a todas na medida do possível. Agora, o tipo de contato mudou: todos os dias, recebo uns dez e-mails de leitores, geralmente de 12 a 15 anos, elogiando e pedindo mais histórias. Mas também tenho leitor com filho grande, outros que se tornaram meus amigos. São como filhos adotivos. Claro que a gente não deve se iludir com os elogios, porque quem não gosta do livro não perde tempo escrevendo.

Em um país com tantos analfabetos, o senhor chegou a vender 21 milhões de exemplares. Como explicar?
Não é bem assim. Na realidade, existem dois mercados: o mercado das escolas e o mercado do governo. O governo compra muitos livros para repassar às instituições públicas. Dos 21 milhões que vendi, cerca de 10 milhões foram graças a essas compras. Então, o que conta para mim são os outros 11 milhões, efetivamente escolhidos, seja pelos leitores, seja pelos professores.

Como se manter tanto tempo no mercado?
É um fenômeno bem brasileiro, que começou na década de 70. O Ministério da Educação aprovou uma lei que recomendava para crianças e jovens do ensino fundamental literatura produzida no Brasil - além do livro didático. Como não existia uma produção regular, as editoras começaram a correr atrás, produzindo títulos e oferecendo-os às escolas. Então, criou-se o costume da adoção das obras por escolas, que pegou. Em outros países, não existe isso. Lá, as famílias compram os livros para seus filhos. Aqui, os pais não são leitores. Então, ou as professoras fazem esse trabalho, ou as crianças nunca serão apresentadas aos livros.

O senhor ficou rico vendendo livros?
Antes, com a inflação, era infernal. Quando comecei a escrever, recebia muito tempo depois da venda, então não ganhava nada, recebia tostões. Depois do Plano Real, quando a moeda se estabilizou, passei a receber o valor equivalente à venda. Com o que recebo hoje dá para viver bem, sim.

O senhor tem algum projeto novo no momento?
Sempre tenho ideias, mas não sei se consigo fazer um livro que supere os anteriores. Acho que, provavelmente, não, e nem sei se ainda terei tempo de escrever a próxima novidade. Espero que os leitores jovens encontrem novidades nos meus livros já consagrados.

A Copa de Literatura Brasileira está de volta

Para quem não conhece, a Copa de Literatura Brasileira é uma iniciativa, surgida em 2007, que resolve promover uma competição entre os principais lançamentos no gênero romance, com uma grande diferença: os jurados têm voz e espaço para explicar suas escolhas. E, aumentando o interessante, para se chegar ao livro vencedor, cria-se disputas entre os títulos, como jogos de uma copa do mundo.


Tudo começa com a escolha de dezesseis livros. Essa escolha era feita por votação entre os leitores. Esse ano não foi assim. Os livros disputam o prêmio em quatro rodadas. A cada "jogo", dois livros se enfrentam: o vencedor passa para a rodada seguinte, o perdedor é eliminado do campeonato. Cada jogo é decidido por um jurado, que escreve uma resenha para anunciar e justificar seu voto. Na grande final, todos os jurados votam e elegem o campeão.


Veja os vencedores das primeiras edições:


2007: "Música perdida" de Luiz Antonio de Assis Brasil.

2008: "O filho eterno" de Cristovão Tezza


A edição de 2009 já está causando polêmica, primeiro porque a escolha não foi feita via enquete. Segundo porque foi incluído na lista o nome de Paulo Coelho.


Então, se querem ficar por dentro desta disputa, basta acessar: http://copadeliteratura.com/

Programação da Estação - próxima semana

Semana que vem tem vários cursos começando na Estação das Letras. Clique nas imagens e confira os detalhes:



* Mergulho na escrita




* Como escrever um Projeto Cultural




* Abrindo uma livraria



Troca de Livros na Estação das Letras

Acontece amanhã, a partir das 10h30, a tradicional Troca de Livros da Estação das Letras.

Veja a programação:

10:30 - Troca de livros
11:30 às 13:00 - Encontro de leitura "Estação Poesia: poetas contemporâneos", com Francisco Orban e Astrid Cabral.

O evento tem entrada gratuita. A Estação das Letras fica na Rua Marquês de Abrantes, 177 loja 107, Flamengo (Rio de Janeiro/RJ). Tel: (21) 3237-3947.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Clipping da Internet

Antes de postar o clipping de hoje, quero comentar sobre a matéria que saiu no Estadão a respeito do PM que é voluntário em uma maternidade.

Fiquei emocionada. É a prova material de como o amor por um sonho pode transformar a vida das pessoas. É assim mesmo, você vai fazendo, assumindo novas tarefas, mas não cansa de buscar a sua própria perfeição. Isso leva a precisar de novos desafios e fazer sempre mais. E os sonhos desse policial, que se tornou policial por necessidade, são lindos.

Eu bato palmas para o David. De pé!

******* Estadão:

"PM lê histórias para futuras mães"

Por Fernanda Aranda, em 22/07/2009

Durante a manhã, revólver, homicídio, sequestro e brigas fazem parte da rotina dele, capítulos que jamais poderiam estar nos livros infantis. À tarde, porém, princesas, castelos, heróis, cavalos brancos e aventuras ocupam ao menos quatro horas do dia desse homem. As tramas em nada combinam, mas a mistura fica mais clara quando o protagonista dessa história é apresentado: era uma vez um policial militar de São Paulo que tinha a missão de levar contos de fada para uma maternidade do extremo sul paulistano.

Tudo começou quando as portas da fábrica se fecharam. Ser metalúrgico e ficar desempregado em Parelheiros, na periferia, levou David dos Santos, na época com 25 anos, a viver em uma espécie de deserto. A renda para sustentar a casa secava e nenhuma oportunidade florescia. Ele então avistou o "oásis" onde a violência, que sempre foi sua vizinha, não deixava nenhum morador do bairro enxergar. Prestou concurso e entrou para a Polícia Militar, profissão que aprendeu a transformar em segredo, já que nem sempre era seguro comentar o ofício. "Meus pais eram semianalfabetos, meus três irmãos nunca tiveram tempo para pensar em estudo. Eu achava bonito ser policial, mas meu sonho mesmo era ser professor. Este último eu não contava em alcançar", lembra David.

Uma das vantagens de ser o mais novo PM do 27º Batalhão era o caminho curto entre a casa e o trabalho. "Sou filho de Parelheiros e sempre quis trabalhar para a minha terra", conta. Uma caminhada de 20 minutos separava a moradia do trabalho. Era o tempo que ele respirava fundo e se preparava para o que estava por vir. "Era um tempo em que a situação de violência estava ainda mais precária do que é hoje. Assassinatos, brigas, assaltos e tiros eram muito comuns e as principais ocorrências que eu atendia." leia mais

"Tradução de obras ganha incentivos"
Biblioteca Nacional anuncia também verba para pesquisa e conclusão de livros

Por Jotabê Medeiros, em 23/07/2009

A Fundação Biblioteca Nacional divulgou na segunda-feira a lista das bolsas de literatura de 2009, abrangendo pesquisa literária, conclusão de obras, co-edições e traduções. O edital mostra um avanço nesse instrumento - há quatro anos, eram apenas 15 bolsas do tipo por ano, e agora já são 55 anuais.A seleção deste ano, na área de tradução, vai dar bolsas de US$ 3 mil (R$ 6 mil) para a tradução de obras de autores brasileiros no Exterior. a maior parte dos autores são vivos. O premiado livro O filho eterno, do autor curitibano Cristóvão Tezza, será publicado na Austrália pela Scribe Publications. O anjo do adeus, de Ignácio de Loyola Brandão (colunista do Estado), sairá nos Estados Unidos pela Dalkey Archive Press. Escrita em contra-ponto: ensaios literários, de João Almino, sairá na Argentina pela Leviatan. leia mais

"Dramaturgia nas alturas"
Por Beth Néspoli, em 23/07/2009

É noite. Um grupo se aglomera diante da fachada do Teatro Mars. Lá no alto o ator Marçal Aquino faz evoluções pendurado numa corda e nessa situação de visível instabilidade busca caminhar como se estivesse em chão seguro. Vai conseguir? A cena faz parte da preparação do novo espetáculo do Teatro da Vertigem, Kastelo, livremente inspirado no romance O Castelo, de Franz Kafka. E a distância evidente entre desejo e possibilidade de êxito é tema que perpassa toda essa criação. leia mais

"Revista publicará romance inacabado de Graham Greene"
Por Mike Colett - White Reuters, em 20/07/2009

LONDRES - Um romance inacabado de Graham Greene que passou muito tempo desaparecido será publicado este mês por uma revista norte-americana em capítulos, e o editor pode convidar os leitores a concluí-lo.

"The Empty Chair" (A cadeira vazia), com cinco capítulos e cerca de 22 mil palavras, é um mistério policial ambientado numa casa de campo, motivando comparações com a grande dama do mistério policial rural inglês, Agatha Christie. leia mais

"O Contador de Histórias conquista adolescentes"
Cinebiografia de Roberto Carlos Ramos lotou sessão no CEE da Vila Brasilândia
Por Luiz Carlos Merten, em 21/07/2009

Talvez houvesse algo de simbólico naquela construção espacial - o diretor Luiz Villaça, a produtora Denise Fraga e o próprio biografado, Roberto Carlos Ramos, ficaram à direita da tela, no plano superior em que se divide o ginásio que abriga o CEE, Centro Educacional e Esportivo Oswaldo Brandão, na Vila Brasilândia. Eles não se sentaram ali para se distanciar da garotada, mas para observar melhor suas reações. A sessão realizada na semana passada lotou a sala de garotos (e garotas). Havia pipoca e refrigerante à vontade, mas não foi só por isso que o público permaneceu até o fim de O Contador de Histórias.

Alguns dias antes, o filme fora exibido em Paulínia, integrando a mostra competitiva do 2º Festival de Cinema. "Foi emocionante, cara", disse o diretor Villaça. "O público vibrou, no fim as pessoas vinham espontaneamente conversar com a gente. Foi gratificante." Dois dias depois da exibição em Brasilândia, Villaça voltou a Paulínia para receber o prêmio do público, outorgado a seu filme. Ele não fez o tradicional agradecimento - "Este é o prêmio que vale" -, que tantos diretores gostam de atirar na cara dos críticos, conscientes de que, na maioria das vezes, há um divórcio entre o gosto de uns e outros. Villaça, no fundo, gostaria de agradar a todos, e não é só para faturar e sim, para melhor servir à história de Roberto Carlos Ramos. leia mais

"Ministro da Cultura critica oposição e revela planos"
Juca Ferreira diz que não vai manchar sua biografia com dirigismo cultural e anuncia ampliação do Vale Cultura, que precisa de aprovação do Congresso
Por Antonio Gonçalves Filho, em 21/07/2009


O ministro da Cultura, Juca Ferreira, garantiu ontem, em conversa com o Estado, que o projeto de revogar e substituir a Lei Rouanet de incentivo à produção cultural vai aumentar os recursos à disposição da cultura, hoje em torno de R$ 1,3 bilhão. Por telefone, comentando um artigo publicado anteontem no caderno Cultura, sobre a discordância de autoridades e representantes de empresas paulistas a respeito da nova Lei Rouanet, Ferreira garantiu que o governo "ganhou uma batalha" contra aqueles que, durante o processo de consulta pública sobre a sua reformulação, criticaram o governo de dirigismo cultural, ao propor que a decisão final sobre a concessão de incentivos a obras caiba a seu ministério e representantes da sociedade, e não aos departamentos de marketing de empresas.

É certo que o projeto, que deveria ser enviado ao Legislativo em junho, ainda terá de ser submetido à aprovação de deputados e senadores, provavelmente no próximo mês, mas o ministro mostra confiança em sua aprovação, após os ajustes feitos com base na avaliação de sugestões colhidas durante a consulta pública feita por seu ministério. "Os que discordam do projeto de reformulação são os maiores beneficiários da lei atual", argumenta o ministro, classificando o enfrentamento dos empresários paulistas de "belicoso". Ele garante que sua biografia política é um atestado contra qualquer tentativa de dirigismo cultural e que a atual legislação, com critérios de análise um tanto vagos, é que permite a distribuição aleatória de recursos, não cumprindo o compromisso democrático. leia mais

******* O Globo:

"Livros e sanduíches"
Em 22/07/2009, na coluna Gente Boa, de Joaquim Ferreira dos Santos

É da Focaccia o restaurante da Livraria da Travessa que abre, em setembro, na Rua Sete de Setembro, no Centro. A livraria da Ouvidor ficará para editoras independentes, afirma a coluna Gente Boa.


******* G1:

"Israel proíbe o termo 'Nakba' em livros escolares"
Em 22/07/2009

Jerusalém, 22 jul (EFE).- O Governo israelense retirará dos livros de texto para estudantes árabes qualquer referência ao que os palestinos qualificam como "Nakba" ("catástrofe"), ao se referir à criação do Estado judeu em 1948, informa hoje a imprensa local.

As referências à "Nakba", termo árabe que passou a denominar no imaginário palestino a "catástrofe" que representou a criação do Estado de Israel e o conseguinte exílio de 700 mil refugiados, foi introduzido em 2007 nos livros de texto pela então ministra da Educação, a trabalhista Yuli Tamir. leia mais

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Remoção de ebooks do Kindle

Saiu ontem no PublishNews uma matéria sobre a remoção que a Amazon fez de dois títulos de ebooks da rede que abastece os clientes do Kindle e que pegou de surpresa os leitores, que se sentiram lesados, mesmo com o reembolso pago pela Amazon.

Veja o texto completo:

"Pegou mal a iniciativa da Amazon de remover dois títulos de George Orwell – 1984 e A revolução dos bichos – da rede que abastece os clientes do Kindle (e dos próprios aparelhos que já haviam baixado os títulos). Os textos eram ilegais e a empresa foi acionada pelos detentores dos direitos. Porém, a manobra deu a entender que ao adquirir um eBook, o cliente do Kindle não detém verdadeiramente o produto, mas apenas a licença de ler. É claro que a empresa reembolsou os que foram lesados, mas a maneira como foi feito – um aviso seco de que o livro seria removido e o valor devolvido – pegou de surpresa os leitores, que recorreram ao fórum no site da própria Amazon para expressar sua frustração.
Drew Herdener, executivo da empresa, declarou: “Estamos mudando nossos sistemas de modo que, no futuro, não retiraremos mais qualquer livro dos clientes.”
Recentemente, uma cópia ilegal de Harry Potter também foi removida, segundo informações de leitores no fórum da Amazon.

O Mercado editorial agora debate as implicações da decisão da Amazon de remover [ar] edições de 1984 e A revolução dos bichos dos Kindles de seus clientes. Para Richard Curtis, agente literário e fundador da
E-Reads, o episódio expõe o problema de textos serem carregados no Kindle e outros sites de eBooks sem autorização. “... a menos que os sites [como o Scribd, por exemplo] possam confirmar a autenticidade do provedor, vamos encontrar outras situações como essa”, garante Richard. Sabe-se que o Scribd tem tomado tais medidas e alguns editores estão subindo livros com direitos autorais nos sites para evitar esse tipo de upload ilegal. O que surpreende é a Amazon não ter feito “seu dever de casa”. Em resposta ao ocorrido na última sexta-feira, 17/7, a Amazon anunciou que está fazendo mudanças em seu sistema para evitar tais acontecimentos; só não está claro como, exatamente, os sistemas serão alterados." (Tradução de Valéria Martins)

Resultado do Programa de Bolsas da Fundação Biblioteca Nacional

Saiu o resultado do concurso do Programa de Bolsas da Fundação Biblioteca Nacional:

BOLSA DE PESQUISA- NÍVEL 1

1. Analia Chernavsky
2. Beatriz Duarte Pereira de Magalhães Castro
3. Dalmir Francisco
4. Maria Alice Volpe
5. Patrícia Santos Hansen

BOLSA DE PESQUISA- NÍVEL 2

1. Ana Paula Sampaio Caldeira
2. André Diniz da Silva
3. Andrea Cristina Silva
4. Karine da Rocha Oliveira

BOLSA DE PESQUISA- NÍVEL 3

1. Ana Cristina Magalhães Jardim
2. Guilherme Volkmann Haas
3. Jaqueline Ferreira da Mota
4. João Batista Coelho
5. Renata Maria dos Santos
6. Tarcila Soares Formiga

BOLSA PARA AUTORES COM OBRA EM FASE DE CONCLUSÃO

1. Afonso Cláudio Machado do Carmo
2. Alexandre Jorge Marinho Ribeiro
3. Beatriz Antunes Onofre
4. Jorge Alan Pinheiro Guimarães
5. Manoel José de Miranda Neto
6. Priscila Costa Lopes
7. Rafael Mófreita Saldanha
8. Ronaldo Eduardo Ferrito Mendes

BOLSA DE TRADUÇÃO

1. Autor: João Almino
Título: Escrita em contra-ponto: ensaios literários
Editora: Leviatan / Argentina

2. Autor: Cristóvão Tezza
Título: O filho eterno
Editora: Scribe Publications / Austrália

3. Autor: Clarice Lispector
Título: Laços de família
Editora: H.F.D / Croácia

4. Autor: Mário Quintana
Título: Para viver com poesia
Editora: Graphe.it / Itália

5.Autor: José Teixeira Coelho
Título: Dicionário crítico de política
Editora: Gedisa / Espanha

6. Autor: Ignácio de Loyola Brandão
Título: O anjo do adeus
Editora: Dalkey Archive Press / USA

7. Autor: Alberto Mussa
Título: O enigma de Qaf
Editora: Editions Anarcharsis / França

8. Autor: Sérgio Sant’Anna
Título: Coletânea de textos
Editora: Dybbuk Publishing House / República Tcheca

9. Autor: Heloneida Studart
Título: Sem dizer adeus
Editora: Keter Books / Israel

terça-feira, 21 de julho de 2009

Carta de amor perdida por 10 anos reúne casal

Entre a vida e a arte, quem imita quem, afinal?

Carmem e Steven se apaixonaram quando ela passava uma temporada estudando em Devon. Após um ano de namoro, ficaram noivos, mas acabaram rompendo quando ela se mudou para Paris, em razão de um emprego.

Alguns anos depois, Steven consegue o endereço da mãe de Carmem e envia uma carta pedindo para que reatassem. Mas a carta, ainda fechada, colocada sobre uma bancada, escorrega e fica perdida atrás de uma lareira.

Dez anos depois, a carta é recuperada durante uma reforma. E ao lê-la, Carmem telefona para Steven e, após dois dias, se reencontram em Paris. Ambos ainda estavam solteiros, aos 42 anos.

Final da história: eles se casaram na última sexta-feira, na Grã-Bretanha.

Parece enredo de filme, mas não é. É apenas uma linda história de amor.

Mais detalhes, confiram a matéria do Estadão de São Paulo.

Sempre um papo


O Projeto Sempre um papo promove encontros entre grandes nomes da literatura e personalidades nacionais e internacionais com o público, ao vivo, em auditórios e teatros.

Várias cidades brasileiras já receberam os eventos do Sempre um papo.

E para quem quer acompanhar de casa, pode conferir a exibição semanal, aos sábados (às 19h) e domingos (às 16h), pela TV Câmara.

No site do projeto é possível encontrar vídeos, depoimentos e a agenda do evento.

Caravana dos Autores traz Michel Ocelot

O Sesc São Paulo está promovendo a Caravana dos Autores e, em celebração ao Ano da França no Brasil, traz ao país renomados escritores franceses, como Michel Ocelot (autor de Azur e Asmar, Edições SM). O bate-papo com o escritor acontece amanhã, dia 21, às 20h, na choperia do Sesc Pompéia (Rua Clélia 93, Pompéia, São Paulo, SP. Tel 11-3871-7700).

O evento é gratuito e livre para todos os públicos.

Mais informações sobre a Caravana de Autores, acesse o site do Sesc SP.

domingo, 19 de julho de 2009

Sobrecapa - blog de Lançamentos Literários

Eu ainda estou me perguntando por que faço essas coisas. :)

Acho que foi a mesma motivação pela qual lancei meu primeiro livro técnico: a sensação de procurar algo no mercado e não encontrar.

Pois é, comecei a divulgar aqui a agenda de lançamentos da semana, normalmente extraída das notinhas dos cadernos literários. Mas percebi que essas notinhas não dizem praticamente nada (até a editora eu precisava pesquisar por fora). E, na maioria das vezes, tenho apenas a programação do Rio e de São Paulo. Aí eu me pergunto: e os lançamentos dos outros estados? Como um escritor que está lançando seu primeiro livro no Rio Grande do Sul ou em Minas Gerais, por exemplo, pode chegar às outras praças?

Com essas perguntas me cutucando, quando vi, já havia criado um novo espaço de literatura, dessa vez voltado para os lançamentos literários.

Então, escritores, iniciantes ou não, se estiverem lançando algum livro de prosa ou verso, em qualquer cidade brasileira, é só mandar os detalhes, que eu publicarei lá no


Então, divulguem! Se der certo, como aconteceu com o Ficção de Gaveta, manterei firme e forte, senão, não terei vergonha de abandonar o barco. :)

Clipping da Internet

******* Estadão:

"Os primeiros passos de Borges"

Por Ubiratan Brasil, em 19/07/2009

Um desvario laborioso e empobrecedor, cheios de tipos psicologicamente anormais e desfechos previsíveis - assim Jorge Luis Borges (1899-1986) avaliava os romances em geral, justificando sua preferência por narrativas curtas. A paixão pela escrita, no entanto, era soberana, assim como a admiração e até devoção por outros autores, como comprova Ensaio Autobiográfico (tradução de Maria Carolina de Araujo e Jorge Schwartz), que a Companhia das Letras publica agora em nova edição.

Trata-se de um texto que Borges ditou em inglês a seu colaborador e tradutor Norman Thomas di Giovanni, nos primeiros meses de 1970, e que serviria como uma breve introdução à edição norte-americana de The Aleph and Other Stories. Acabou lançado antes, em setembro daquele ano, na revista The New Yorker, o que apressou a divulgação do nome do escritor entre o público de língua inglesa.

No sentido contrário ao de sua preferência por textos enxutos, Borges, aqui, alonga-se ao narrar fatos de sua vida, desde o nascimento até aquele momento quando, então com 71 anos, se revelava disposto a voltar aos textos despojados depois de ganhar fama mundial graças a exercícios estilísticos, especialmente nos contos. Embora confessional, o texto é recatado em alguns assuntos, especialmente os sentimentais - em 1970, Borges estava casado com a também escritora Estela Canto, mas prestes a se separar. O matrimônio, porém, é brevemente citado no livro e, mesmo assim, não é lembrado em nenhum momento o nome de Estela. leia mais

"Pequenos prazeres sem culpa"
Contos protagonizados pelo inspetor Maigret confirmam o talento de Simenon

Por Francisco Quinteiro Pires, em 13/07/2009

Em certa medida, o ofício de escritor assemelha-se ao de um inspetor policial. Os autores costumam concentrar suas obras numa incansável investigação sobre os mistérios da condição humana. Já os inspetores se preocupam em arregimentar fatos para a construção de um inquérito. Ambos contam com o auxílio indispensável das palavras para construir ou reconstituir os seus universos.

O ficcionista belga Georges Simenon (1903-1989) tornou-se popular ao inventar o personagem Jules Maigret, comissário da Polícia Judiciária de Paris. Com o tempo, ele passou a ser chamado de "o Maigret da alma humana" - uma evidência de que, a partir de determinado momento de sua carreira literária, criador e criatura haviam se tornado inseparáveis.

Ao considerá-lo autor de uma obra menor, enquadrando-a no gênero da ficção policial, produzida, segundo os estudos convencionais, para alimentar o gosto da massa, a crítica especializada pretendia depreciá-lo. Perdeu tempo. Se tivesse superado o preconceito contra Simenon, ela poderia ter aprendido um pouco mais sobre as estruturas narrativas - vale dizer, sobre a própria literatura. leia mais

******* O Globo:

"Real Gabinete oferece curso gratuito sobre autores da literatura portuguesa"
Em 17/07/2009

RIO - Estão abertas as inscrições para o curso grátis "Os Esquecidos relembrados no Real", promovido pelo Real Gabinete Português de Leitura, no mês de agosto. O curso abordará autores significativos da literatura portuguesa, mas pouco conhecidos, já que não fazem parte do cânone literário - listagem de livros e textos considerados obrigatórios pelos programas de estudo de Portugal. leia mais

Pílulas dos cadernos literários (#2) - 18/07/2009

Vamos às pílulas dos cadernos literários de ontem.

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!Caderno Prosa & Verso (O Globo). Sábado (18/07/2009)!
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# Entre blogs e barricadas

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Por Miguel Conde


>>> Aprovada semana passada pela Câmara dos Deputados, a reforma eleitoral submete a cobertura das campanhas na internet às mesmas regras do rádio e da televisão. Para o jornalista e professor Eugenio Bucci, a decisão expõe a incapacidade dos parlamentares de compreender a natureza da rede, e passa ao largo da necessidade de novos filtros para separar fotos de calúnias. Em blogs, sites e no Twitter, a mobilização política escapa às tentativas de controle, disseminando imagens de manifestações no Irã e na China. Mas o caminho inverso, da web para a rua, continua pouco percorrido. No Brasil, os milhares de manifestantes virtuais contra o senador José Sarney se transformam em gatos pingados quando se materializam em passeatas "reais", admite o criador do site www.forasarney.com. E a estrutura da rede, democrática à maneira de Tocqueville, parece também embaralhar a relevância dos assuntos, aproximando as causas nobres das banalidades, afirma o pesquisador Afonso de Albuquerque (...)

%%% Para saber um pouquinho a respeito, alguns posts do blog Prosa OnLine a respeito:
- Tocqueville vai ao Twitter
- Eugenio Bucci fala sobre internet, jornalismo e política

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# A viagem horizontal
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Por José Castello

>>> No progresso, caminha-se para frente ou para trás? Avança-se rumo a um futuro promissor, ou atola-se na lama do medo - como a carroça que, atravancada em meio à Rua da Guarda Velha, em "A cartomante", de Machado, representa os temores de Camilo? Em um mundo que se transforma, apostamos no futuro, ou dele suspeitamos?

Perguntas assim, que trituram os ponteiros dos relógios e colocam em risco nossa confiança no tempo, permeiam as crônicas de João do Rio, que releio em edição da Global Editora ("As melhores crônicas de João do Rio", seleção e prefácio de Edmundo Bouças e Fred Góes). Um século depois, provando que os relógios não são mesmo dignos de crédito, elas conservam um vibrante frescor. (...)

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# A crítica no caldeirão
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Por Giovanna Dealtry
* Professora comenta opiniões de escritores reunidos em debate pelo Prosa & Verso

>>> No começo do mês de julho, o Prosa & Verso promoveu o encontro entre três dos mais premiados e atuantes escritores do panorama atual da prosa brasileira. O bate-papo entre Bernardo Carvalho, Milton Hatoum e Cristovão Tezza ("Caldeirão literário", 04/07/2009) revelou não somente as aproximações e diferenças conceituais dos autores em relação aos rumos da literatura em um país de poucos leitores, como, de maneira provocadora, pôs em xeque o lugar e o papel da crítica literária hoje. (...)


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# De repórter policial a pai da Mônica

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Por Télio Navega
* Mauricio de Sousa comemora 50 anos de carreira com documentário, exposição, livros e promete, para breve, versão adolescente do Chico Bento

>>> A história em quadrinhos não é feita só para crianças e não, não é literatura, por mais que o gênero esteja migrando das bancas para as livrarias já algum tempo, alcançando um público mais maduro, heterogêneo e com maior poder aquisitivo. Dito isto, podemos relaxar e defender a importância dos quadrinhos como forma de expressão artística, que nos trouxe autores como Maurício de Sousa, Ziraldo, Renato Canini, Laerte, Flávio Colin, Angeli e até Lourenço Mutarelli, que diz ter abandonado o gênero pela literatura. (...)

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# coluna RODAPÉ

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> Vinícius de Morais. Segunda, dia 20, às 21h, a Livraria DaConde fará, no evento Ponte de Versos, uma homenagem a Vinícius de Moraes. Poetas como Tanussi Cardoso, Pedro Lago e Tavinho Paes, entre outros, lerão trechos de obras do poeta.

> Língua-solta. Estreia no Rio dia 22, no Teatro do Centro Cultural Justiça Federal (3212-2550), o espetáculo "O Língua-Solta", de Miriam Halfim, dirigido por Xando Graça. O ator Isaac Bernat estará sozinho em cena na pele do cristão-novo Bento Teixeira, personagem que viveu em Pernambuco no início do século XVI e é considerado o primeiro poeta do Brasil, famoso pela erudição e pela língua afiada, que acabaram entregando-o à Inquisição.

> Arte e história da França. A Casa de Cultura Laura Alvim (Vieira Souto 160) abrigará segunda-feira, às 16h, o curso "Arte e História da França" com a professora Denise Guinle, formada em História da Arte pelo Museu do Louvre.

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# coluna NO PRELO
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Por Mànya Millen e Rachel Bertol


> O efeito Harry Potter. O impacto da série Harry Potter na formação de milhões de leitores é mais que sabido. O interesse pelas aventuras do bruxo criado pela escocesa J.K. Rowling, que se estenderam por sete volumes e geraram boas adaptações cinematográficas - a mais recente, "Harry Potter e o enigma do príncipe", estreou nos cinemas brasileiros esta semana - levou crianças e jovens do mundo inteiro a encarar a leitura como algo prazeroso e emocionante. O assunto é tão sério que, em setembro, a Unesco reunirá em Paris os tradutores que tornaram a série acessível em outras línguas para contar como foi a experiência (o Brasil estará representado por Lia Wyler, que traduziu os volumes para a Rocco). A Unesco pretende, com o apoio dos tradutores e leitores, redigir um documento para mostrar o efeito Harry Potter, desde o estímulo aos hábitos de leitura até a movimentação das editoras, passando pela interação entre os fãs na internet; as adaptações às culturas locais; a pirataria e, claro, a relação entre os livros e o cinema. Tudo para tentar entender o que fez do bruxo um personagem tão especial e único.

> Thalita Rebouças. Best-seller da literatura infanto-juvenil brasileira, Thalita Rebouças está comemorando dez anos de carreira. Para festejar a data, inicia neste fim de semana a turnê nacional de lançamento de seu décimo livro, "Fala sério, pai!". Hoje, às 18h, ela autografa o livro e conversa com os fãs na FNAC, no Barra Shopping. Amanhã, às 16h, ela repete a dose na Travessa de Ipanema. Com 350 mil exemplares vendidos, Thalita contará sua experiência de sucesso no curso "Literatura juvenil e mercado editorial", que acontecerá em agosto, no POP.

> França na ABL. Na próxima semana, entre os dias 20 e 23, a Academia Brasileira de Letras reunirá oito pensadores franceses atuantes em diversas áreas para participar do ciclo de palestras "A França volta ao Petit Trianon", coordenado por Cícero Sandroni, presidente da ABL. Didier Lamaison, Emmanuel Renault e Roger Chartier estão entre os convidados. As conferências serão abertas ao público e terão tradução simultânea. Informações em www.academia.org.br.

> Lisboa na França. Lançado há apenas dois meses na França, o romance "Sinfonia em branco", de Adriana Lisboa, já ganhou uma segunda edição. O livro, publicado aqui pela Rocco e lá pela Métalié, tem recebido críticas elogiosas e foi chamado pela revista "Elle" de "o romance mais envolvente da temporada".

> Salim na ABL. O escritor Salim Miguel faz uma dupla comemoração quinta-feira na Academia Brasileira de Letras (Presidente Wilson 203). Às 17h, recebe o prêmio Machado de Assis, pelo conjunto da obra, e às 18h lança a coletânea "Melhores contos" (Global Editora).

> Para crianças. A Travessa do Shopping Leblon e a editora CosacNaify prepararam uma série de atividades para as crianças durante as férias escolares. Elas começam hoje, às 17h, com leitura de "Bill com limão", de Décio Pignatari e Daniel Bueno, e oficina de origamis.

Pílulas dos cadernos literários (#1) - 18/07/2009

Vamos às pílulas do Caderno Ideias (Jornal do Brasil) de ontem.

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!Caderno Ideias (JB). Sábado (18/07/2009)!
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# O profeta de lúmpen
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Por Alvaro Costa e Silva
* Sai no Brasil 'Ubik', de Philip K. Dick, autor que, desde os anos 80, é o mais adaptado ao cinema

> RIO DE JANEIRO - Grandes amigos separados pela distância – um morando na Espanha, o outro na Argentina – os escritores Roberto Bolaño, chileno, e Rodrigo Fresán, argentino, bolaram escrever um livro a quatro mãos, valendo-se da troca de e-mails. Infelizmente, a ideia não foi adiante, mas restaram o título do projeto, excelente por sinal – Fricciones o FREAKciones – e ao menos um desses diálogos, mole de buscar na internet, e que serve como introdução perfeita para a leitura do romance Ubik, de Philip K. Dick, que acaba de ser lançado no Brasil. (...)

>>> Leia a matéria completa no site do JB.


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# Romance rural sem regionalismos
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Por Duilio Gomes (jornalista e escritor)
* 'Olha para o céu, Frederico!', de José Cândido de Carvalho, é relançado nos seus 70 anos

> RIO DE JANEIRO - O escritor fluminense José Cândido de Carvalho (1914–1989) ficou na literatura brasileira como o autor da obra-prima O coronel e o lobisomem. Título que acabou deixando na sombra seus outros livros, todos eles inventivos na forma e no conteúdo – Um ninho de mafagafes cheio de mafagafinhos, Ninguém mata o arco-íris e Olha para o céu, Frederico! . Este, publicado pela primeira vez em 1939, acaba de ser relançado pela José Olympio, comemorando os seus 70 anos de surgimento e lembrando os 20 de falecimento do autor.

Um romance rural mas sem regionalismos, Olha para o céu, Frederico! gira em torno de latifúndios, usineiros pouco honestos cercados de capangas e do caráter discutível do fazendeiro Frederico, pusilânime e de 'alma ressequida'. Eduardo, seu sobrinho, é o narrador do romance e o analista de sua estranha personalidade, capaz de fazer vista grossa à arrogância ilimitada de seus vizinhos fazendeiros e ao affair que esse sobrinho mantém com a sua mulher, Lúcia. (...)

>>> Leia a matéria completa no site do JB.


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# A relação entre a mão e a mente
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Por Fabio Silvestre Cardoso (jornalista)
* No livro 'O artífice', o pensador Richard Sennett discute a técnica como questão cultural

> RIO DE JANEIRO - Dez mil horas. Para alguns, um tempo que não há como ser mensurado. Para outros, um período necessário para se tornar especialista em determinada área. A esse último grupo pertence o pensador Richard Sennett, autor de O artífice, que ora chega às livrarias do país. Trata-se de um alentado estudo sobre a expertise no mundo do trabalho, que, embora vilipendiado no atual estágio da globalização pós- crise econômica, encontra abrigo e observação acurada na obra de Sennett, professor da London School of Economics e também autor de outros livros sobre o universo do trabalho e suas transformações no comportamento da sociedade (entre outros, A cultura do novo capitalismo e A corrosão do caráter).

Em O artífice, a propósito, o escritor apresenta um tema de estudo bastante original, mas preserva, para o bem ou para o mal, modelos semelhantes de análise e perspectiva acerca desse fenômeno. No livro, o que se lê é que as virtudes da obra superam um eventual ranço ideológico que permeia o pensamento do autor. (...)

>>> Leia a matéria completa no site do JB.

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# Marcelino x Macunaíma

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Por Vivaldo Andrade dos Santos
* Em seu novo livro, Godofredo de Oliveira Neto realiza um romance pré-modernista, em oposição à obra de Mário de Andrade

> RIO DE JANEIRO - Verão de 1942, ano em que o Brasil declara guerra à Alemanha. Esse momento histórico é o pano de fundo do romance de Godofredo de Oliveira Neto, no qual vem narrada a história do jovem Marcelino Alves Nanmbrá dos Santos, descrito como 'uma mistura de açoriano com negro e índio', nativo da vila de pescadores de Praia de Nego Forro, no litoral catarinense. Marcelino é a narrativa de um curto mas significativo período na vida do jovem pescador, sua relação com a família do senador Nazareno, funcionário federal do Rio de Janeiro, da sua mulher Emma (donos de uma casa de veraneio na vila de pescadores), seus filhos e a governanta Eve.

Do ponto de vista formal, Godofredo recorre a duas formas de romance nas quais o personagem Marcelino é uma espécie de baliza da narrativa a partir da qual se desenrolam duas histórias. A primeira delas, o romance idílico, em torno da vida do jovem pescador, sua relação com a baleeira Divino Espírito Santo, fiel embarcação do ofício diário, suas brincadeiras com os filhos do ex-senador, seus amores, e a descoberta do sexo. A segunda, o romance histórico a que o autor recorre para construir sua narrativa. O enredo é tecido a partir do ano de 1942, a História (a Segunda Grande Guerra, a ditadura Vargas), salpicado pelo universo cultural da época com a Rádio Tupi, a música de Ari Barroso, Lamartine Babo, Almirante, Francisco Alves, Ataulfo Alves, a revista Seleções e as novelas da Rádio Nacional. (...)

>>> Leia a matéria completa no site do JB.


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# Como ilhas flutuantes
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Por Eduardo Guerreiro B. Losso

* Livro organizado por Alberto Pucheu mostra o interesse pelas artes na obra de Agamenon

> RIO DE JANEIRO - Nove abraços no inapreensivel, livro organizado pelo poeta e professor de teoria da literatura Alberto Pucheu sobre o filósofo Giorgio Agamben, possui vários méritos. Pucheu focou não a segunda fase de seu trabalho, a política, mas a primeira, a menos conhecida e discutida porém não menos importante, aquela que aborda a relação da filosofia com a literatura, poesia, estética e crítica; ainda que, como o organizador esclarece, tal diferença entre o 'jovem' e o 'maduro' Agamben não seja tão precisa, e que mesmo depois do livro de virada, Homo sacer, haja outros momentos que estendem as preocupações iniciais. (...)

>>> Leia a matéria completa no site do JB.

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# Pra francês ver
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Por Wilson Martins

> São ambíguas e obscuras as fronteiras entre a observação e a imaginação no livro de Muriel Cerf sobre o Brasil (Amérindiennes. Paris: Stock, 1979), sendo certo, entretanto, que a segunda predomina sobre a primeira e que, com referência ao estilo literário, a autora está longe ser a neta de Jean Giraudoux que nela quiseram ver os editores parisienses. O francês, segundo o célebre epigrama, é alguém que ignora a geografia, o que, diga-se desde logo, não é o caso de Gilles Lapouge, cujo conhecimento do Brasil data de várias décadas, desde que aqui residiu como correspondente de jornais franceses até agora, quando vem exercendo as mesmas funções em Paris para um grande jornal brasileiro, sendo autor, nomeadamente de um Dicionário amoroso Brasil, além de uma dezena de outros livros, em particular Equinocciales (1977), viagem filosófica que bem pode ser vista como a sua autobiografia, paralela à que Lévi-Strauss escreveu com Tristes tropiques. (...)

>>> Leia a matéria completa no site do JB.


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# A ponte Rio-São Paulo de Ivana
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Por Carolina Leal
* Contista e cronista da geração Mercearia, escritora lança seu primeiro romance


> RIO DE JANEIRO - Poderia ser mais uma história de amor e infidelidade na libidinosa paisagem carioca, se o flagrante da traição não transportasse a personagem Renata de um falido casamento de 10 anos para um novo mundo. E se essa nova realidade não tecesse histórias de vida intercaladas em um hotel-espelunca no centro de São Paulo. Ainda mais: se a esposa refinada e traída não fosse, na verdade, uma
ex-prostituta e amante de um importante membro da chamada alta sociedade.

Em seu primeiro romance, Hotel Novo Mundo – que será lançado no dia 4 de agosto na Travessa de Ipanema – a escritora Ivana Arruda Leite conta a história de Renata, uma mulher que decide abandonar a vida no Rio. E recomeçar diante de
acontecimentos que se passam no espaço de uma semana na capital paulista. (...)

>>> Leia a matéria completa no site do JB.

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# A poesia como superação da morte
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Por Pedro Lyra (poeta e crítico literário)
* Thereza Christina Rocque da Motta traduz os 154 sonetos de Shakespeare editados há 400 anos


> PEDRO LYRA - Na virada do ano 2000, muitas listas elegeram 'os 10 (ou os 100) mais', em diversos setores da cultura. Uma delas, elaborada na Itália, elegia as 10 maiores personalidades não apenas do ano, nem mesmo do século, mas do segundo milênio. O primeiro lugar não foi de um político, de um cientista, de um inventor, de um filósofo – foi de um poeta: o inglês William Shakespeare (1564-1616).

Universalmente reconhecido pela maioria da crítica como o maior poeta de todos os tempos, ele se impôs pelo gênero que não ocupa senão o terceiro plano na preferência dos poetas: o dramático, sobretudo pelo trágico. O apelo mais alto sempre foi o do épico: um Homero, um Virgílio, um Dante, um Camões, um Tasso, um Milton, um Hugo. Um degrau abaixo, o do lírico: um Ovídio, um Khayyam, um Petrarca, um Musset. (...)

>>> Leia a matéria completa no site do JB.


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# coluna Informe Ideias
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Por Alvaro Costa e Silva, com Juliana Krapp

> Passo fundo. Entre os 48 finalistas que continuam na disputa dos R$ 100 mil oferecidos pelo Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon, estão Lídia Jorge, pelo livro O vento assobiando nas gruas; António Lobo Antunes, com a obra Ontem não te vi em Babilônia; Moacyr Scliar, com Manual da paixão solitária; Milton Hatoum, por Órfãos de Eldorado; João Gilberto Noll, com Acenos e afagos; Ruy Castro, por Era no tempo do rei; e Flávio Moreira da Costa, com Alma-de-gato.

> A menina do Nelson. A Agir, em seu projeto de republicar os textos não-teatrais de Nelson Rodrigues, manda para as livrarias Memórias: a menina sem estrela, conjunto de 80 crônicas, publicadas entre 18 de fevereiro e 31 de maio de 1967, no Correio da Manhã. Dividem as páginas do livro a iniciação sexual do autor, o assassinato do irmão Roberto, a Revolução de 30, a consagração de Vestido de noiva, o suicídio de Vargas, os anos em que passou num sanatório para tratar de tuberculose, a gripe espanhola. Alguns dos principais estudiosos do escritor, como os críticos Sábato Magaldi e José Lino Grunewald, e o seu biógrafo Ruy Castro, consideram estas crônicas talvez a maior coisa que Nelson escreveu. Otto Lara Resende classificou o texto sobre o drama de Daniela, a filha sem estrela, "uma das mais belas páginas da língua portuguesa".

> Saramaguices. "Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espetáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades". Isto é José Saramago, em O caderno: textos escritos para o blog, Setembro de 2008 - Março de 2009, que chegou ontem às livrarias, com o selo da Companhia das Letras. Depois o português se espanta por que se espantam tanto de ele manter um blog. E as árvores abatidas, não lhe pesam na consciência, senhor?

> Leblon retratado. Na terça-feira, o shopping Leblon inaugura uma exposição sobre o bairro, que faz 90 anos no fim do mês, com 16 fotos, antigas e atuais. A mostra, que ficará em cartaz até o dia 9 de agosto, também homenageará o escritor Manoel Carlos.

> Casa de Rui. Sai o segundo número da revista Escritos, publicação do Centro de Pesquisa da Casa de Rui Barbosa, O bloco "Diversas escritas" reúne oito artigos que examinam diferentes formas de discurso - literário, histórico, censório, epistolar, jornalístico, artístico e religioso - com a assinatura de, entre outros, Alfredo Bosi, Milene Suzano, Monica Pimenta Velloso, Luiz Costa Lima diz presente duas vezes, no texto "O controle do imaginário: questão para antiquários?" e na entrevista a Flora Sussekind.

> Prêmio UFF. "Um dia, uma noite... Paris". Este é o tema do 3º Prêmio UFF de Literatura, nas categorias conto, crônicas e poesia. Quem quiser participar tem até o dia 31 de agosto para fazer sua inscrição. Serão selecionados 20 textos inéditos em cada categoria, para publicação de uma antologia pela EdUFF. O autor classificado em primeiro lugar em cada categoria receberá como prêmio R$ 500 em livros do catálogo em vigor de qualquer editora brasileira.

> Grande Da Vila. Para preservar o acervo e a memória que Luiz Carlos da Vila - que morreu em outubro - e dar continuidade aos projetos sociocultural e educacional que compositor desenvolvia junto a crianças e jovens pelo país, com destaque para a poesia no samba, amigos e familiares convidam para o lançamento do instituto que leva seu nome, na terça, a partir das 18h, no Centro de Referência da Música Carioca (Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca). Neste dia, Luiz Carlos da Vila completaria 60 anos.

> Campus. Terça, às 19h, Elisa Lucinda inicia o workshop Poesia Falada, na Casa Poema, em Botafogo.

> Segunda, a Biblioteca Nacional relembra os 100 anos de Carmem Miranda, com a exibição do acervo sobre a carreira da artista. A exposição vai até o dia 22 de agosto.

> Grátis: curso A língua literária de Machado de Assis, oferecido pelo Liceu Literário Português, de 3 a 31 de agosto, às segundas-feiras. Inscrições no local.

sábado, 18 de julho de 2009

A pirataria também ataca os livros

O foco da pirataria começa a se voltar para a indústria dos livros. A matéria saiu na Folha de São Paulo de quinta-feira, dia 16.

Imagine para um escritor que tanto se esforçou corrigindo e cortando um texto, vê-lo publicado na internet, num claro desrespeito aos seus direitos, não só de propriedade como financeiros.

Acho que o problema está na cultura do povo. Não há oferta se não houver demanda. Se ninguém fizesse download de livros que não estão em domínio público, ou não comprasse cd's no camelô, não haveria quem disponibilizasse esses "produtos".

Veja parte da reportagem, de Raquel Cozer, divulgada pelo PublishNews:

Os piratas avançam
Por Raquel Cozer (Folha de São Paulo, edição de 16/07/2009)

As escritoras Stephenie Meyer e Meg Cabot lideraram listas de mais vendidos com títulos como Crepúsculo (Intrínseca) e O Diário da Princesa (Record). A coletânea da Record que incluiu as duas, "Formaturas Infernais", ficou entre os primeiros lugares de outra lista - a dos livros mais rapidamente pirateados na internet. "Um dia depois de chegar às livrarias ele já estava na rede", conta Sônia Jardim, vice-presidente do grupo Record e atual presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). "É impressionante como o negócio se prolifera." Nos últimos anos, a chamada pirataria digital de livros vem aumentando o suficiente, em quantidade e velocidade, para pôr em alerta grupos que defendem os direitos autorais. Sem pesquisas relativas à quantidade de arquivos disponíveis na rede, a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos mede o problema pelo número de denúncias de autores e editoras. O aumento foi de 140% em menos de três anos - de 13 denúncias mensais recebidas em 2007, a ABDR recebe hoje cerca de uma por dia. Cada denúncia envolve a pirataria de, em média, cinco livros.

"Meu objetivo não é prejudicar os autores e sim compartilhar [os livros] com leitores do meu blog", diz Alexandre Chahoud, 21, "administrador e dono" do site Rei do E-Book. Ele afirma que resolveu criar a página depois de amigos comentarem sobre a dificuldade de encontrar determinados títulos no país. "Mas o crescimento foi tão grande que se tornou uma coisa pública." Nos seis meses de existência do site, diz, já aconteceu de "autores se sentirem constrangidos e pedirem para que suas obras fossem removidas". Foi o caso de André Vianco, que "pediu gentilmente via Twitter e e-mail que fossem retiradas duas de suas obras". Elas não aparecem atualmente no site. Com cerca de 3.000 arquivos disponíveis, o blog SSRJ Book Download é coordenado por uma aposentada de 55 anos, que se indentifica como Sonia SSRJ. Com "clássicos" entre os mais baixados - em primeiro lugar, estão obras de Agatha Christie, com mais de 4.000 downloads já feitos -, Sonia diz que evita escritores brasileiros. "Sempre dá problema."

No ano passado, o escritor Marcelo Rubens Paiva cadastrou o próprio nome no Google Alert - serviço que envia ao internauta links sobre assuntos selecionados que caem na rede - para ficar ciente quando grupos de teatro montassem peças a partir de textos seus. Logo recebeu um aviso de que seu livro Feliz ano velho (Objetiva) estava disponível para download, em formato DOC, no Esnips. Escreveu pedindo a retirada do texto, e o título saiu do ar. Uma semana depois, um novo aviso - agora o livro aparecia também no formato PDF. Na sequência, entrou o romance Blecaute. "Desisti. Não tem mais o que fazer", lamenta o escritor. Paiva vê uma diferença entre a pirataria na música e na literatura. "Na música, por mais nociva que seja, a pirataria pode até aquecer o mercado de shows. Agora, na literatura, a gente não tem outra fonte de renda que não seja o livro".

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Evento em homenagem a Manuel Bandeira

(clique na imagem para ver os detalhes)


Acontece amanhã (dia 18/07) uma homenagem a Manuel Bandeira, na Biblioteca Popular Municipal José de Alencar, em Santa Teresa (Rua Monte Alegre, 36 - Tel 2224-2358). O evento faz parte do projeto Tardes Culturais é patrocinado pela Secretaria de Cultura do Rio.

Às 15h haverá um encontro com o poeta Eucanãa Ferraz falando sobre Manuel Bandeira. Ele irá ler e comentar sobre o texto Evocação do Recife.

Às 17h haverá um Sarau Poético com Beth Araujo e Jorge Gaia, intitulado A poesia de Bandeira

Site Lettera Libris

O site Lettera Libris divulga uma rádio-digital com bate-papos ocorridos a respeito de grandes autores brasileiros ou com os próprios escritores. Os áudios podem, inclusive, ser baixados em mp3.

O objetivo do projeto Lettera Libris é debater, resenhar e difundir a obra de vinte e quatro grandes autores brasileiros. Cada programa contará com a participação de convidados especiais, especialistas e atores que lerão trechos da obra do escritor em debate. O programa, gravado no estúdio Cria Cuervos, é apresentado pelos escritores Marne Lúcio Guedes, Nelson de Oliveira e Ricardo Josuá.

Já está disponível áudio sobre:

- Clarice Lispector
Neste episódio Marne Lúcio Guedes, Nelson de Oliveira e Ricardo Josuá conversam com Marcia Tiburi, Yudith Rosenbaum, Nelson Vieira (EUA), Giovanna Belucci, Rodrigo Pepe e Lygia Fagundes Telles.

- Lygia Fagundes Telles
Neste episódio Marne Lúcio Guedes, Nelson de Oliveira e Ricardo Josuá conversam com Lygia Fagundes Telles, João Anzanello Carrascoza e Nelly Novaes Coelho.

O próximo escritor que será atualizado semana que vem é Manuel Bandeira, com gravação ao vivo da FLIP 2009.

O site é apoiado pela Prefeitura de Paraty, OffFlip, Livraria da Vila, entre outros.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Clipping da Internet

Resolvi nomear esse clipping como "Clipping da Internet". E para quem ainda não leu os anteriores, trata-se de um pequeno clipping, com algumas notícias literárias que foram publicadas em portais de notícias nos últimos dias:

******* Blog do Galeno:

"Zelador junta 4 mil livros e abre biblioteca ao lado de sua casa"

Matéria da Folha de São Paulo, em 05/07/2009

O zelador Sebastião Silvestre Morais Filho, 50, acaba de realizar parte de um sonho. No dia 14 de junho, ele inaugurou em Cravinhos o projeto "Biblioteca na Calçada", uma sala de leitura construída ao lado da própria casa e aberta à comunidade.

Tudo começou em 2007, quando Morais passou a recolher as revistas que eram descartadas pelos moradores do condomínio onde trabalhava, numa área nobre de Ribeirão.Ele chamou tanto a atenção dos moradores que passou a receber doações de revistas e livros. A coleção cresceu, e Morais decidiu dividir o acervo que montou. leia mais

"Empresa inclui livros em cestas básicas"
Em 13/07/2009

Pensando sempre em melhorar a qualidade de vida da humanidade, a ONU - Organização das Nações Unidas- lançou mundialmente em 2004, o Programa “8 Jeitos de Mudar o Mundo”. O objetivo dessa ação é estimular as empresas a contribuírem para 1- Acabar com a fome e a miséria; 2 – Educação básica de qualidade para todos; 3 – Igualdade entre sexos e valorização da mulher; 4 – Reduzir a mortalidade infantil; 5 – Melhorar a saúde das gestantes; 6 – Combater a Aids, a malária e outras doenças; 7 – Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente; 8 – Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

Após estudar este programa, a Marbel Alimentos, empresa de cestas mais premiada do Brasil, reconhecida com o Selo de Qualidade da ABRACESTA (Associação Brasileira dos Produtores e Distribuidores de Alimentos Básicos ao Trabalhador), resolveu fazer a sua parte dentro desses oito macro-objetivos do milênio, sugeridos pela ONU. Assim, lançou em 2005 o Projeto “Marbel Por um Mundo Melhor”.

Como primeira ação, a empresa adotou o “Segundo Jeito - Educação Básica para Todos”, com o objetivo de estimular a leitura das crianças dentro de casa. Abrir uma bela cesta de alimentos e degustar um saboroso... livro! É isso mesmo, um livro! É esta a proposta da Marbel Alimentos, para alimentar não apenas o corpo, mas também a mente das pessoas e, mais especificamente, das crianças. leia mais

******* Reuter Brasil:

"Demorou, mas o Vaticano finalmente abençoou 'Harry Potter'"
Em 14/07/2009

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Levou algum tempo, mas o Vaticano finalmente deu sua bênção a "Harry Potter".

O jornal do Vaticano publicou uma crítica favorável do filme mais recente da série, "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", depois de ter desaprovado o personagem principal no passado.

A resenha publicada diz que o novo filme "atinge o equilíbrio correto", graças a "uma divisão clara entre aqueles que trabalham pelo bem e os que fazem o mal".

O Osservatore Romano disse que "Enigma do Príncipe" é "o melhor filme da série", apesar de faltar aos livros "uma referência ao transcendente". leia mais

******** BBC Brasil:

"Britânico devolve livro à biblioteca com 46 anos de atraso"
Um britânico que pegou um livro emprestado em uma biblioteca há 46 anos o devolveu esta semana, evitando pagar uma multa de quase R$ 8 mil.

Em 14/07/2009

David Hall pegou o livro Engineering Workshop Practice (Grupo de Discussões de Práticas de Engenharia, em tradução livre) para seu pai na biblioteca da cidade inglesa de Derby.

Hall tinha dez anos quando pegou o livro em 1963 e encontrou a publicação somente quando limpava o sótão da casa de seu pai, quando este morreu.

"Encontrei o livro quando meu pai morreu, uns 20 anos atrás. Notei que era o mesmo que eu havia pegado para ele, há anos", disse Hall.

"Depois, fiquei sabendo da anistia e pensei que era uma excelente oportunidade", disse ele. leia mais

******** Globo.com:

"Bolsa arte"
Ancelmo.com


de 15/07/2009:

Ladrão Cultural. Uma fã de literatura foi ontem à Saraiva do Plaza Shopping, em Niterói, para comprar "Gomorra". Não conseguiu porque os únicos três exemplares do estoque foram parar na delegacia, como prova de flagrantes de furto na livraria.
A leitora levou, então, "Leite derramado" que teve 15 exemplares surrupiados de uma vez, escondidos numa sacola. O ladrão do best-seller de Chico Buarque foi pego no pulo. Está em cana.

'Latte versato'. "Leite derramado", best-seller de Chico Buarque, será lançado na Itália pela editora Feltrinelli.

'Marcellin Caillou'. O clássico infanto-juvenil "Marcellin Caillou", do ilustrador e escritor francês Jean-Jacques Sempé, vai ganhar uma edição em português da Cosac Naify, com tradução do jornalista Mario Sergio Conti.

de 13/07/2009:

Cansada de Guerra. Mais um livro de Jorge Amado ganha as telas. A produtora Gláucia Camargos comprou os direitos de "Tereza Batista Cansada de Guerra". Tereza é uma sergipana vendida aos 13 anos, que se transforma numa mulher valente.

Viva Ziraldo! Dois professores da Universidade de Alcalá, na Espanha, vieram ao Rio para organizar uma exposição em Madri de desenhos do nosso Ziraldo. Será inaugurada em outubro, quando Ziraldo receberá lá o Prêmio Quevedos.