sábado, 21 de agosto de 2010

Especial Joaquim Nabuco

Grande dica do escritor e amigo JP Veiga:

O Jornal do Commércio publicou um especial dedicado a Joaquim Nabuco, cujo centenário de morte se completa em 2010.

Uma boa leitura, sem dúvida.

O link para acessar: http://www2.uol.com.br/JC/sites/especial_joaquimnabuco/html/html3/index.html

Foto Histórica (e suas histórias) no Brasil

O amigo Guina Ramos foi um dos vencedores do Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia - 2010.

O objetivo do seu projeto é identificar, na História do Brasil, fotografias que foram (ou ainda são) chamadas de “históricas” e montar, a partir da pesquisa, um livro.

O projeto partiu da dissertação de Mestrado do autor (A história bem na foto: fotojornalistas e a consciência da história) do Programa de Pós-Graduação em História Comparada – PPGHC/IFCS/UFRJ, apresentada em Julho de 2008.

Dando início ao projeto, ele criou o blog A Foto História (e suas histórias) no Brasil, no qual é possível conhecer a proposta e acompanhar a pesquisa.

Não só é um belo trabalho, como ótima fonte de pesquisas para os escritores.

Então, visitem http://www.afotohistoricanobrasil.blogspot.com/ e prestigiem.

sábado, 14 de agosto de 2010

Estou chegando na Bienal


Nem vou pedir desculpas pelo sumiço, pois já está ficando sem graça. rsrs

Mas espero que o tempo fique menos enlouquecido a partir da semana que vem e eu possa voltar a postar regularmente aqui no Canastra. Estou sentindo uma baita falta.

Agora, o foco é a Bienal. Amanhã estarei lá numa agenda maravilhosa. Quem estiver por SP, passe para falar comigo, tirar uma foto, pegar um autógrafo, curtir. Quem não estiver, é só espalhar a notícia.

Minha agenda:

Dia 15 de agosto (domingo), às 11h, estarei autografando o livro “Caixa de Desejos”, como membro da AEILIJ, no estande coletivo da Câmara Brasileira do Livro (Rua N42 e O43), junto com o autor Luis Eduardo Matta. Teremos um bate-papo sobre literatura juvenil e a paixão pelos livros.


Dia 15 de agosto (domingo), às 14h, no estande da Editora Usina de Letras (K56), autografando meu livro “Caixa de Desejos”.

Dia 15 de agosto (domingo), às 20h, no estande da Editora Usina de Letras (K56), autografando o livro “Humor Vermelho 2″, do qual faço parte com o conto “A Traição”.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Lançamento de Humor Vermelho 2


Olá, queridos! Primeiro, desculpem o sumiço. Mas alguém tem frasco de tempo extra para vender? Não me falta o que falar, me falta tempo para chegar aqui.

E para completar estive envolvida com tarefas extras como aulas e a revisão dos meus livros (técnico e de ficção). Assim, acabo vindo aos 45 do segundo tempo (bem de acordo com o tema do meu conto) para convidá-los para o lançamento do Humor Vermelho 2, que será HOJE! Tá, sei que está em cima, mas sempre dá tempo, não é (pelo menos para quem está no Rio)? Principalmente, pois o livro tem um conto meu. Quem não me conhece pessoalmente, é uma ótima oportunidade. rsrs

O livro vem com uma proposta especial: arrancar boas risadas de seus leitores. De vez em quando é bom ler algo com o intuito só de relaxar, rir e aliviar a tensão. E a parte mais legal é que tem um conto meu lá.


É hoje, na Livraria Travessa do Shopping Leblon, a partir das 19h. (Cliquem no convite para ver os detalhes)
 
Abaixo o release para vocês conhecerem um pouquinho mais do livro e saber quem está na turma de autores.
 
HUMOR VERMELHO 2 : ELES VOLTARAM, PIORES DO QUE NUNCA!

É LANÇADO O SEGUNDO VOLUME DA SÉRIE MAIS ORIGINAL DE HUMOR DO BRASIL.

Já imaginou os seus avós comemorando bodas de ouro num motel? E quando te dá aquela dor de barriga a dezesseis estações de casa? O que fazer quando um assaltante entra numa clínica de depilação e você está numa posição comprometedora?

Rir é sempre o melhor remédio, por isso o livro Humor Vermelho está de volta. O segundo volume promete arrancar gargalhadas dos leitores e vem com novidades, pra começar treze novos autores:

“O Humor Vermelho faz muito sucesso justamente porque é original. São textos surpreendentes e politicamente incorretos. Agora estamos dando oportunidade para 13 autores estrearem na série, e tenho certeza de que o povo vai rir ainda mais!” – diz Barbara Cassará, coordenadora desse segundo volume.

Outra novidade fica por conta de três histórias proibidas para maiores de 60.

“Nós adoramos, mas as nossas mães leram, e elas detestaram! É humor da nossa geração” – complementa.

O que diferencia o Humor Vermelho 2 é a mistura de estilos de seus autores. Na lista se encontram roteiristas do Zorra Total, Grande Família, Telecine, Multishow, GNT, escritores, blogueiros, teatrólogos, atores e jornalistas - todos tem carta branca para escreverem sobre o que quiserem. É impossível o leitor não se identificar com as situações embaraçosas e inesperadas. Algumas são pura ficção, outras inspiradas em fatos reais.

O lançamento da obra, com o selo Vermelho Marinho será no dia 04 de Agosto (quarta-feira), às 19h, na Livraria Travessa do Leblon.

O único efeito colateral do livro é não parar de rir.

Título: Humor Vermelho – volume 2
Preço: R$ 20,00

Lista dos Autores do Humor Vermelho 2:

1. Moisés Liporage - Com o pé na cova - escritor e roteirista (Telecine/ Multishow)
2. Ana Cristina Melo – A Traição – escritora e editora (sites Sobrecapa/ Ficção de Gaveta)
3. Alexandre Raupp – Sangue – roteirista (Por Um Fio/GNT)
4. Paula Gicovate – Pelo Menos – roteirista, escritora e mulherzinha (blog Umbigo de Paula)
5. Henrique Rodrigues – Fator tarja preta - escritor e doutorando em Literatura
6. Natasha Stein – A cor do preconceito – jornalista e assessora de imprensa
7. Alexandre Plosk – Cabeça Quente – escritor e roteirista do “Estrelas”
8. Barbara Cassará – Otacílio & Josefa – escritora e editora
9. Adriana Maia – A morte lhe cai bem – roteirista (Moviebox Telecine)
10. Andréa Codorniz – Alice quase no País das Maravilhas – Psicóloga, escritora, asneiróloga (blog Exorcize Sua Alma Gorda)
11. Julio Rocha – A lenda de Udalá – escritor, ficcionista e roteirista de Teatro
12. Marcia Mendel – Comunicando-se – jornalista e roteirista de teatro
13. Alexandre Martins – Mocreias – escritor (blog Um Cara Normal)
14. Wladimir Weltman – Chorando com Sade – roteirista (Zorra Total / Globo)
15. Fábio Fernandes – Amnésia 4 – jornalista (Pasquim, Globo) & professor (Comunicação)
16. Tati Berlim – Enquanto isso no paraíso... – produtora de TV e jornalista
17. Marco Santos – Missão: tirar o charuto do beiço – ator e escritor
18. Maurício Zagari – TUM – jornalista, crítico cinema JB
19. Bruno Weikersheimer – O dia em que papai morreu novamente – roteirista (TV XUXA)
20. Nelson Caldas Filho – A Yogue – Roteirista e diretor de cinema e TV (Grande Família/ Sob nova direção)
21. Zezo (José Feliciano Delfino) – A.M.A. – Roteirista, piadista (Band/Globo) e escritor
22. Tomaz Adour – Amélia Liberada – editor e escritor

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Carta pública da AEILIJ ao Ministro da Cultura

A AEILIJ está divulgando a carta aberta que enviou ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Cultura Juca Ferreira posicionando-se a propósito do Anteprojeto de Lei que regula os direitos autorais e que se encontra em consulta pública.

Nó, autores de LIJ, entendemos que alguns pontos precisam ser revistos, pois ferem diretamente toda a cadeia produtiva do livro.

Nos ajudem a divulgar. A carta pode ser acessada no site da AEILIJ.











Rio de Janeiro, 18 de Julho de 2010

Ao

Excelentíssimo Senhor Ministro da Cultura Juca Ferreira

Esplanada dos Ministérios, Bloco B, Brasília - DF, CEP 70068-900

Re.: Anteprojeto de lei que altera a Lei Federal 9.610/98 apresentado pelo Ministério da Cultura para consulta pública em 14/06/2010

A AEILIJ - Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, entidade que representa os autores de texto e imagem que atuam no segmento de literatura infantil e juvenil vem, por meio deste documento, posicionar-se a propósito do Anteprojeto de Lei que se encontra em consulta pública e que objetiva alterar a Lei 9.610/98, que regula os direitos autorais.

Entendemos que algumas das propostas apresentadas pelo Anteprojeto, ao invés de estimular a produção de bens culturais, podem trazer sérios prejuízos à cultura brasileira e à subsistência da produção intelectual, assim como aos segmentos de mercado a ela relacionados e suas respectivas cadeias produtivas, visto que alguns dos acréscimos propostos são danosos ao exercício profissional dos criadores de obras artísticas, científicas e literárias.

Mais ainda: alguns acréscimos, visando especificar e legalizar determinadas práticas, como as apresentadas no Artigo 46, principalmente em seu parágrafo único, fornecerão, na prática, subsídio legal para a reprodução e disponibilização não autorizadas de obras integrais protegidas, sem que os titulares do direito autoral tenham uma justa contrapartida.

Algumas propostas ferem gravemente os direitos de exploração da obra por seus autores e editores, autorizando a reprodução e distribuição ao público, na íntegra, de obras protegidas utilizando-se de expressões muito amplas, capazes de abranger, praticamente, todo e qualquer tipo de utilização, sem excluir a possibilidade de exploração econômica por terceiros, ("para fins educacionais, didáticos, informativos, de pesquisa") e subjetivas ("sem prejudicar a exploração normal da obra e nem causar prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores").

Estes dispositivos ferem os direitos do autor que a lei deveria defender e contrariam aquilo que é garantido pela Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 5, inciso XXVII:

"aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar."

Ainda que reconheçamos pontos positivos, como a inclusão de um capítulo tratando especificamente da reprografia (Capítulo IX, que ainda carece de reparos), o fato é que estes possíveis avanços são neutralizados por outros dispositivos, como o já citado parágrafo único do Artigo 46. Surpreende-nos também que sejam incluídos dispositivos que reduzem as penalidades de possíveis infratores e outros que passam a penalizar os detentores de Direitos Autorais, invertendo o propósito da lei. Outro motivo de estranheza é que, apesar de o surgimento de novas tecnologias de reprodução e disseminação de obras autorais ser uma das principais alegações para as mudanças na atual Lei de Direitos Autorais, vários dos dispositivos passam ao largo destas mesmas inovações, não considerando, por exemplo, o livro eletrônico, a remuneração por download ou a impressão por demanda.

Os associados da AEI-LIJ acreditam que os livros de literatura infanto-juvenis são obras culturais indispensáveis à formação do leitor e do cidadão, e contribuem para o desenvolvimento nacional. Para garantir e expandir a produção deste gênero de obras literárias deve ser assegurado a autores e editores o retorno financeiro necessário à subsistência. Práticas como as cópias ou uso não autorizado de obras literárias (incluindo suas ilustrações), mesmo que parcialmente, sem a justa e necessária contrapartida a seus autores configuram ato danoso à produção literária. A Lei de Direitos Autorais deve ter o compromisso de garantir que autores, empresas e profissionais da área tenham o direito de sobreviver de seu trabalho. Isto deve ser proporcionado por meio da formulação de leis que sejam claras e eficientes na manutenção do direito à comercialização a preços justos e acessíveis à sociedade, ou mesmo de seu livre acesso, desde que garantida a remuneração necessária de seus autores. Sem este compromisso, a produção literária no Brasil corre o sério risco de sofrer uma perda irremediável de qualidade.

Tal como se apresenta, o Anteprojeto provocará desestímulo à produção intelectual, artística e literária no país, motivo pelo qual consideramos necessário buscar maior equilíbrio entre os direitos de quem produz e os de quem se beneficia desta produção, o que, certamente, ainda não foi alcançado no atual Anteprojeto.

Sem mais para o momento, agradecemos a atenção.

Cordialmente,

Anna Claudia Ramos              Maurício Veneza
     Presidente                              Vice-presidente

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Para marcar na agenda

As novidades se acumularam pela semana. Queria ter postado uma a uma, por dia, mas faltaram ponteiros no relógio. Com isso, ele se descontrolou e deu uma acelerada. :)

Então, vou agrupar aqui alguns eventos para vocês marcarem na agenda.



Dia 2 de agosto, às 17 horas, acontecerá a abertura da IX Jornadas Andinas de Literatura Latino Americana, JALLA Brasil 2010. Um evento com palestrantes de vários países e grande grade.

Fará parte deste evento a querida amiga e escritora Lucia Bettencourt.

E ainda com a presença da amiga Lucia Bettencourt e vários outros grandes autores, tem novidades digitais por aí. A Revista Eletrônica Histórias Possíveis (http://historiaspossiveis.wordpress.com/) de contos agora será lançada como livro digital (eBook) pela KindleBookBr. Custa R$ 18.



E para quem estiver no Rio, ainda dá tempo de aproveitar os cursos de férias da Estação das Letras. Amanhã e sábado haverá a Oficina "A Estrutura do Romance", com João Silvério Trevisan.


domingo, 18 de julho de 2010

Sobrecapa faz 1 ano com a Promoção "Mundos de Eufrásia" de Claudia Lage



Amanhã o meu site Sobrecapa completa 1 ano. Ele nasceu assim, num domingo, discreto, com a divulgação do lançamento do romance Mundos de Eufrásia, de Claudia Lage. Não para divulgar apenas uma data solta de um lançamneto, mas para dar um espaço mais amplo aos escritores e ao que eles estão trazendo ao mercado. Afinal, foram meses de trabalho. No caso da Claudia, seis anos.

E é mais do que isso que o Sobrecapa tenta fazer: aproximar leitores e escritores. Estamos acostumados demais a abrir jornais e revistas e encontrar resenhas de escritores estrangeiros. Vamos valorizar os tesouros que estão ao nosso lado.


E ele não podia ter começado melhor, pois o romance Mundos de Eufrásia é finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.
 
E para comemorar o aniversário, eu que já tenho uma super parceria com o site da Paula Cajaty, consegui uma parceria especial com a Editora Record. Essa 


Então aproveitem a promoção que estamos fazendo, sorteando 5 (cinco) exemplares do romance "Mundos de Eufrásia", de Claudia Lage.
 
Para conhecer mais sobre o livro, leia a divulgação que fizemos no Sobrecapa e a resenha de Cristiane Brasileiro, publicada no Prosa & Verso (O Globo).


Para participar da promoção, envie por e-mail, até 23 de julho (sexta),

seu nome e cidade, para sobrecapa@anacristinamelo.com.br,

colocando no campo assunto “Promoção Mundos de Eufrásia”.

Cinco exemplares serão sorteados entre os leitores que participarem da promoção.

No dia 24 de julho divulgaremos os números com os quais cada participante concorrerá no sorteio da Loteria Federal da Caixa Econômica do próprio dia 24/07. O resultado será divulgado até o dia 25 de julho.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Clipping da semana

Tem umas matérias que li que deu logo vontade de compartilhar com vocês. Não vai dar para comentá-las como gostaria, mas pelo menos fica registrado o clipping.

Fonte: PublishNews (08/07/2010)

“Compre um livro, salve uma livraria”
Editora resolve receber originais, mas desde que os aspirantes a escritor provem que compraram um livro

O mercado editorial está agitado com o recente anúncio da Tin House, uma repeitada editora indenpendente, que vai começar a receber originais não solicitados – coisa rara nos dias de hoje. Entretanto, tem uma pegadinha aí. Cada envio deve ser acompanhado de um recibo de livro. “Compre um livro, salve uma livraria” é o slogan. No artigo publicado no The Huffington Post, Melanie Benjamin, pseudônimo da escritora Melanie Houser, diz que o que mais a agrada é a implicação de que se você quiser ser publicado, você precisa estar lendo, e esta é uma maneira não tão sutil de uma editora saber se um aspirante a autor está fazendo isso ou não. E ela continua: Eu amo quando autores me pedem conselhos. Mas a primeira coisa que faço é perguntar “Qual foi o último livro que você leu?” Você ficaria surpreso com a quantidade de olhares para o nada e coçadas na cabeça que eu recebo como resposta. Você ficaria supreso com a quantidade de gente que responde O sol é para todos ou O grande Gatsby, ou algo do gênero - que eles leram no último ano do colégio e que foi publicado há mais de 50 anos. Você ficaria surpreso, em outras palavras, como alguém que quer publicar um livro na realidade não leu nenhum... em muito tampo. Para continuar lendo (em inglês), clique aqui.

Fonte: PublishNews (12/07/2010)

TV Record vai fazer Machado de Assis viajar no tempo
Docudrama deve ir ao ar no segundo semestre

Folha de S. Paulo - 12/07/2010 - Clarice Cardoso


Depois de levar ao ar adaptações de histórias de Machado de Assis, como Os óculos de Pedro Antão (2008) e Uns braços (2009), a Record prepara um docudrama que dá um curioso superpoder ao autor de Dom Casmurro: o de viajar no tempo, informa a coluna Outro Canal. Na trama, que está sendo coproduzida mais uma vez pela Contém Conteúdo, o escritor será transportado para o ano de 2010. Nos dias atuais, ele será recebido com ceticismo na ABL, onde será sabatinado pelos colegas imortais, que desconfiam se tratar de um impostor. Passagens da vida de Machado serão então dramatizadas de acordo com as respostas corretas que ele der a respeito de si mesmo e da própria biografia. O telefilme está previsto para ir ao ar no segundo semestre deste ano e será gravado no Rio de Janeiro.
 
Livros numerados

Foi difícil, mas a recém-criada Faces encontrou uma gráfica que topasse a numeração e uma distribuidora que fizesse o controle do destino de cada lote

O Globo - 10/07/2010 - Mànya Millen e Miguel Conde
A recém-criada editora Faces resolveu quebrar um tabu do mercado editorial e numerar cada exemplar dos seus lançamentos. Velha reivindicação de autores brasileiros, por impedir que as editoras façam novas tiragens sem comunicálos (e portanto sem recolher os direitos autorais), a numeração costuma ser descartada pelas empresas nacionais como inviável devido ao tempo e investimento necessários, informa a coluna No Prelo. Dona da Faces, a empresária Bia Willcox diz que foi difícil encontrar uma gráfica que topasse a numeração e uma distribuidora que fizesse o controle do destino de cada lote. O primeiro título da editora será o romance Pandemonium, de Zeca Fonseca, que vai para as livrarias em agosto com orelha de Tony Bellotto, quarta capa de Zélia Duncan e tiragem de 2 mil exemplares. Todos numerados.
 
Marília Pêra adapta contos de padre Fábio de Melo

Peça será montada pela atriz em parceria com Ana Botafogo


O Globo - 11/07/2010 - Joaquim Ferreira dos Santos

Marília Pêra adapta contos dos livros Mulheres cheias de graça e Mulheres de aço e flores, do padre Fábio de Melo, para peça que montará com Ana Botafogo, conta a coluna Gente Boa. “Elas são católicas”, diz Marília, “mas os textos falam dos desejos e anseios dessas mulheres, e isso interessa a todas as outras”.
 
Jô contra o acordo ortográfico

Durante o programa, apresentador assina manifesto liderado por Ernani Pimentel

Folha de S. Paulo - 09/07/2010 - Clarice Cardoso
Jô Soares aproveitou a gravação do "Programa do Jô" para assinar um manifesto contra a nova ortografia, comenta a coluna Outro Canal. O objetivo do movimento, liderado pelo professor Ernani Pimentel, é o de rever equívocos criados pelo novo acordo ortográfico.
 
Fonte: PublishNews (13/07/2010)


A decisão pela leitura crítica

Marisa Moura dá dicas para quem decide tomar a dianteira e contratar os serviços de um leitor crítico ou parecerista antes de enviar sua obra para alguma editora

Ao ouvir depoimentos de autores sobre a criação de seus textos, perceberemos que a maioria recorre à opinião alheia sobre sua mais recente obra. Logo após o (primeiro) ponto final, isto é, da primeira vez que se considera o texto pronto, parece existir uma urgência em descobrir se a história realmente vale ser contada — ou melhor, se vale ser publicada.


Mas quem os autores consagrados escolhem para ser seu leitor crítico? Isso varia de caso para caso; pode ser um colega, um especialista em literatura, um editor em quem eles confiam ou também seu agente literário. Enfim, “o escolhido” deve ser, basicamente, um leitor voraz e, além disso, que reconheça que, como Walter Benjamin afirmou no artigo O Narrador, que “a experiência que passa de pessoa a pessoa é a fonte a que recorreram todos os narradores”.

A Página da Cultura já escutou inúmeras revelações de autores brasileiros — e leu depoimentos de outros tantos estrangeiros — dizendo que só depois de saber da opinião de seu “leitor de confiança”, aquele que é uma espécie de representante de todos os outros que virão, é que eles enviam o texto para seu agente ou editor.

Porém, não é só o autor que busca uma opinião ou um parecer crítico sobre o texto, as editoras também possuem uma equipe (interna ou externa) de pareceristas para analisarem todos os livros que irão publicar. Desde as obras literárias até as técnicas, todos os textos passam por essa análise, e os aspectos avaliados são muitos: qualidade do texto, estrutura da obra, veracidade de informações, viabilidade econômica de publicação, interesse do mercado pelo assunto etc. As editoras pagam por esse serviço.

Em alguns casos, erros — mesmo que simples — nas primeiras páginas do texto original impedem que este chegue às mãos de um parecerista. E o autor acaba perdendo uma boa oportunidade, pois o parecerista é quem destacaria todos os aspectos positivos e negativos da obra, de acordo com a linha editorial das publicações da editora. Por isso, muitas vezes, compensa realizar uma leitura crítica prévia de seu livro.

Claro, que muitas dessas primeiras leituras já fizeram julgamentos equivocados, por exemplo, o editor que negou a obra Madame Bovary, por entender que Gustave Flaubert não era um escritor. Muitas outras histórias semelhantes são relatadas em Rotten reviews and rejections – A history of insult, a solace to writers, publicado pela WW Norton. Outro caso recente foi o da escritora JK Rowling, em que o livro Harry Potter e a pedra filosofal teve oito respostas negativas antes de ser publicado pela Bloomsbury, na Inglaterra.

Assim, caso você decida tomar a dianteira e contratar os serviços de um leitor crítico ou parecerista antes de enviar sua obra para alguma editora, saiba o que é preciso considerar:

Contrate o serviço de uma empresa de editoria ou de um profissional experiente, que seja referência no gênero que você escreve. Escolha um leitor crítico que não só conheça muito sobre o tipo de texto que você produz, mas que também entenda como ele é aceito no mercado.

Informe-se sobre a distinção entre a leitura crítica (parecer crítico), preparação e revisão de texto. Sabendo o que significa cada serviço, você poderá entender qual deles você realmente necessita e contratar aquele que corresponderá aos seus anseios.

Trabalhe muito no texto para que sua obra seja destacada como um produto excelente, mesmo antes de tentar um agente literário. Pois, se deseja se incluir no grupo de autores agenciados, saiba que há muitos outros autores tentando o mesmo feito que você, e que a primeira impressão de sua obra será determinante para que você seja selecionado entre tantos outros autores.

Os editores americanos, que preferem trabalhar com obras enviadas por agentes literários, criaram a expressão slush pile para designar a imensa quantidade de originais não solicitados que chegam às editoras. No Brasil não é diferente, basta visitar a sala de um editor para ver a quantidade de livros e manuscritos que estão ali, empilhados em um canto, à espera de uma análise rápida, a chamada “leitura diagonal”. Essa é mais uma razão para que você apresente o melhor texto possível a uma editora.

A leitura crítica é realizada por profissionais que conhecem muito os textos que já estão disponíveis no mercado. Fatalmente, ao analisar sua obra, o parecerista desconfiará ou descobrirá se as ideias do seu texto já estão circulando no mercado em outras obras. E é fundamental para o sucesso de sua obra saber se já escreveram sobre o que você está se propondo a escrever.

Viver a experiência de obter uma leitura crítica de sua obra implica, antes de qualquer coisa, em entender claramente que tudo o que o parecerista expõe em seu relatório nada mais é do que aquilo que ele compreendeu e/ou absorveu da obra lida. Assim, antes de contestar a análise recebida ou simplesmente alterar de imediato o texto, reflita sobre esse feedback, lembrando que foram as palavras escritas por você que levou àquela interpretação do leitor crítico.

Marisa Moura, Na coluna Meio de campo, publicada quinzenalmente, sempre às terças-feiras, refletiremos sobre o trabalho do agente literário, um profissional atuante nas negociações de direitos autorais internacionais e nacionais e já presente no mercado editorial brasileiro.

domingo, 11 de julho de 2010

Lucia Bettencourt: em defesa dos contistas

Hoje, sempre correndo, parei e li um belo post da querida amiga e escritora Lucia Bettencourt, em seu blog Nadanonada (http://nadanonada.blogspot.com/).

O post tem o título "Em defesa dos contistas" e fala exatamente dessa visão preconceituosa que se tem com o gênero. Vide os próprios prêmios literários.

Acho que o problema está exatamente nessa palavrinha: preconceito. É preciso entender que literatura não aceita preconceito, nem de sexo, nem de idade, muito menos de gênero. Quem ama o texto, principalmente o texto bem escrito, vai amar ler um livro infantil, um livro juvenil, um livro de poesias, de contos, uma novela ou um romance.

Mas tenho esperanças e acho que mudanças estão a caminho. Veja o exemplo da campanha "Mãe, lê para mim?". Daqui a pouco teremos anúncios de livros na televisão, da mesma forma que anunciam feirão de carros zeros.

Para vocês curtirem também o post da Lucia, dê um pulinho lá no blog dela: http://nadanonada.blogspot.com/2010/07/em-defesa-dos-contistas.html.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Meu sentimento de perda com a morte de Sergio Klein

Por mais conectada que eu tente ficar, é impossível saber de tudo, ler tudo. Sábado foi um dia que dei aula de 8h às 16h. Depois fui para o shopping fazer um programa mãe e pai com filhos. Acessei rapidamente o Facebook, respondi e-mails e o sábado foi embora.

Talvez se fosse uma notícia de primeira página dos principais jornais eu tivesse visto. Mas certamente não foi. E eu não fiquei sabendo, até agora à noite, quando descubro que o escritor infantojuvenil Sérgio Klein, de apenas 46 anos, faleceu no último sábado. O motivo: uma infecção generalizada causada pela bactéria Staphylococcus aureus, que entra no organismo pela pele e é altamente destrutiva.

Mas não é de morte que eu quero falar, deixando minha homenagem a ele. É de vida. É da vida que ele deixou na literatura. Uma literatura vasta, apaixonante, cativante, que eu li quase toda. Li e indiquei ao meu filho, que virou fã dele também. Meu tesouro está dormindo agora, nem sabe do que aconteceu. Só saberá amanhã de manhã, quando esse post já será notícia velha.

Sérgio publicou a série Poderosa com a grande personagem Joana Dalva. Publicou as aventuras de Biel em Tremendo de Coragem e tantas outras. Publicou literatura da forma mais doce, da forma mais amorosa, da forma mais completa. Literatura para os jovens e para os adultos que simplesmente amam ler.

O blog da Editora Fundamento deixa uma mensagem final. E fala que Sérgio era um autor que acreditava no poder transformador das palavras. E eu acredito que ele era assim.

Sérgio, eu não te conheci pessoalmente, eu só conheci o mágico que criou belas histórias e encantou muitas crianças. O sonhador que sonhou um mundo de leitores e transformou esse sonhos em ficção da mais pura.

E é com lágrimas nos olhos, por uma tristeza que não tem nome, que te digo: obrigada pelo que você deixou. Que você esteja numa nuvem bem bonita, encantando os anjos com suas histórias. Fique com Deus.

Última entrevista de Saramago vai virar livro

Grande notícia. A Editora Usina de Letras (http://www.editorausinadeletras.com.br/) que lançou o meu Caixa de Desejos irá lançar em livro a última entrevista de Saramago, concedida pouco antes de sua morte, ao escritor português José Rodrigues dos Santos.

O assunto do livro, que recebe o título de A última entrevista do Saramago, é a literatura.

A notícia saiu hoje no Jornal O Globo.

Meus parabéns ao novo projeto da minha querida Editora, que trata com tanta atenção e cuidado não só os livros que edita como os seus autores.

Mãe, lê para mim?

Li hoje uma matéria no PublishNews e precisei dividir com vocês. A matéria, na íntegra, está em azul, no final do meu texto.

Lá em casa, rotina é uma palavra em desuso. Mas, se para algumas coisas isso complica, para outras é legal, pois sempre podemos reinventar. Eu lembro bem que contava histórias para o meu filho. Mas era sempre uma história inventada. Como eles sempre foram difíceis para dormir, tinha que ir preparando o ambiente para o sono chegar. Então tinha que ser à meia-luz. Assim, não dava para abrir um livro.

Com minha filha segui na mesma linha. Já enroscadinhas uma na outra, eu inventava alguma coisa. Agora, tento fazê-la pegar no sono na cama dela. Para isso, algumas vezes canto, outras abro um livro e conto uma história. Mas não dá para ela acompanhar. Tem que ser ouvindo, de olhinho fechado, para curtir e adormecer. Nas últimas semanas, ela tem pedido para eu criar uma história. Invento um título e daí tenho que desenvolver em cima do título. E ela sempre me pede qual vai ser a história do dia seguinte. E me vejo inventando um título do nada, para depois usar toda a minha imaginação para transformá-lo num relato.

E já teve uma vez que tive que aturar a zoação do meu filho, dizendo que eu estava com preguiça de pensar num final melhor. rsrsrs Amei isso. É a melhor parte, a que liga mãe e filho, na história e na brincadeira. Deixar para eles sempre a sabedoria que história, livro é uma magia especial. Não tem que ter rotina ou ter obrigação. Seja pequeno, adolescente ou adulto. Livro é amor. Literatura é encantamento.

Meu maior orgulho é ver minha filha, que está aprendendo a ler, pegar um livro por sua própria vontade, sentar e ler para mim. Ou meu filho, com seus livros que ele leva para a escola, para usar na hora do intervalo. Ou leva para os nossos passeios, porque está tão bom que não pode parar de ler.

É assim que começa...

Que várias mães leiam para os seus filhos, mas leiam com amor. Leiam história pronta ou inventada. Leiam como quem penteia um cabelo ou dá um banho bem gostoso. Deixem livros espalhados pela casa, como quem deixa brinquedos. Crie a sua biblioteca, para que eles cheguem, peguem, toquem, amassem, incorporem às suas vidas.

Boa leitura para vocês.

Campanha "Mãe, lê para mim?" já está no ar
TV Globo apoia campanha nacional de incentivo a leitura

PublishNews - 06/07/2010 - Redação

Durante todo o mês de julho, a campanha “Mãe, lê pra mim”, do Instituto Pró-livro, será veiculada pela Rede Globo em spots de 30 segundos. Neles, artistas, formadores de opinião e outras pessoas darão seus depoimentos testemunhando como o incentivo à leitura dentro de casa influencia no processo de ler por prazer. O destaque é o ator Tony Ramos, que fala sobre a importância da leitura em sua vida. “A campanha nasceu a partir da análise dos dados da segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, a qual indica que 73% das crianças têm em suas mães a maior influência no hábito da leitura”, comenta Zoara Failla, gerente de projetos do Instituto Pró-Livro. O projeto do vídeo foi concebido durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, em 2009. Durante os dez dias do evento foram recolhidos depoimentos dos visitantes falando sobre quais foram seus principais incentivadores da leitura. Para ampliar a área de abrangência do “Mãe, lê pra mim?”, além de ampla divulgação na mídia, o IPL, com o apoio do Ministério da Cultura e o Plano Nacional do Livro e Leitura, distribuirá os vídeos da campanha em Pontos de Leitura do Programa Mais Cultura do Minc e juntamente com mais de quatro mil obras de literatura infantil e juvenil que beneficiarão 600 famílias. Para conhecer mais sobre a campanha, assista ao vídeo.


domingo, 4 de julho de 2010

Agentes de leitura

Uma matéria que li essa semana me trouxe à reflexão. Primeiro vamos a ela, depois aos meus comentários.


O Ministério da Cultura lançou editais para a seleção e formação de novos agentes de leitura. O público beneficiado será de jovens leitores de comunidades carentes que receberão uma bolsa mensal de R$ 350 para incentivar seus vizinhos a ler.

Os editais começaram a ser publicados em junho e seguem até agosto, descentralizando as inscrições por várias cidades.

O projeto, integrante do Programa Mais Cultura, foi inspirado na experiência do Ceará, criada em 2005 pelo Governo do Estado. Os agentes de leitura são jovens entre 18 e 29 anos, com ensino médio completo, situados, preferencialmente, em um contexto sócio-econômico do programa Bolsa Família, selecionados por meio de uma avaliação escrita (interpretação e produção textual), fluência de leitura e uma entrevista domiciliar.

Cada jovem irá cadastrar um grupo de até 25 famílias de sua comunidade, com as quais vão desenvolver atividades de empréstimos de livros, rodas de leitura, contação de histórias, criação de clubes de leitura e saraus literárias abertos à população.

Leia a matéria completa no blog Mais Cultura.

Pois bem, essa iniciativa de criar agentes de leitura me fez pensar na seguinte questão:

o quanto nós temos feito o papel desses agentes?

Sim, nós lemos muito, sem dúvida, amamos ler, mas o quanto incentivamos essa leitura no próximo?

Falamos dos livros estrangeiros, do quanto eles invadiram as livrarias, as mídias, mas se isso está acontecendo é porque temos leitores que estão atuando como agentes. São leitores comuns que não só leem, mas divulgam o que leem, sem preconceitos. Que comentam com o colega de trabalho, com a amiga, com o vizinho, que carregam seu livro no ônibus, no metrô. A própria mídia ao divulgar sua lista de mais vendidos, com estrangeiros, está atuando como agente de leitura.

E nós? Quando foi a última vez que comentamos um livro que lemos? Quanto da nossa literatura estamos consumindo por mês? Quantas obras brasileiras temos comprado e ofertado como presente?

Esse final de semana consegui rearrumar minha biblioteca. Separei as prateleiras para autores estrangeiros e nacionais. E duas outras especialmente para os infantojuvenis. Fiquei orgulhosa de ver que adquiri muito mais literatura nacional do que estrangeira.

Não só adquiri, como leio e divulgo os autores nacionais. E bastante. Mas vi também que cometo o mesmo pecado de comentar pouco com o colega de trabalho, de preferir outros presentes aos livros, principalmente quando sei que o presenteado não tem hábito de leitura. E não seríamos nós que devíamos dar o primeiro passo?

Para alguém que não tem o hábito de leitura, que tal escolher aquele romance que flui, que instiga, que prende, que faz ter vontade de procurar outras leituras.

Amar os livros é divulgar também. Exatamente do tamanho dos livros gigantes que vão tomar conta de São Paulo, na primeira semana de agosto. Livros com mais de 1,80 de altura que vão chamar a atenção para a Bienal do Livro que começa dia 12 de agosto.

É isso. Não se pode ter vergonha para falar de literatura. Não se pode ter preconceito. O mesmo preconceito que rege outro projeto: o Projeto "Livros de Rua" que na última quarta-feira (dia 30) distribuiu, de graça, mil livros na Central do Brasil (RJ, capital). Quem ia pegar um trem, podia voltar para casa lendo. Foram livros para todos os gostos: romances, obras científicas, auto-ajuda, didáticos, religiosos, infantojuvenis. O único compromisso desse leitor conquistado e fisgado era passá-lo adiante.
 
É isso: passar adiante. Temos que passar esse amor adiante. Lemos um livro, gostamos dele, então vamos falar dele. Vamos indicar. Seja nos nossos blogs, para o colega do trabalho, para o vizinho, para o desconhecido. Principalmente se esse livro for contemporâneo e nacional.
 
Quem vem comigo ser um agente?

Aniversário e promoção do romance "Se eu fechar os olhos agora"

A ideia do meu site Sobrecapa surgiu no ano passado. Nasceu aqui no Canastra de Contos, com as notícias de lançamentos literários que eu divulgava. Pegava nos cadernos literários, ia para o Google, pesquisava nome de editora, gênero e trazia as informações completas.

Aí decidi criar um cantinho só para isso, só para trazer aos leitores o que estava saindo do forno. Os escritores têm um trabalho danado para colocar as ideias no papel, passam meses escrevendo, corrigindo, lapidando. E quando esse texto ganha as páginas impressas, saem do forno para as livrarias, é justo que mereça um destaque à altura, não é?

É isso que o Sobrecapa tenta fazer: dar o espaço que os nossos escritores merecem. E mais do que isso: aproximar leitores e escritores. Estamos acostumados demais a abrir jornais e revistas e encontrar resenhas de escritores estrangeiros. Vamos valorizar os tesouros que estão ao nosso lado.

Dia 19 de julho, o Sobrecapa faz 1 aninho. E para comemorar esse aniversário, eu que já tenho uma super parceria com o site da Paula Cajaty, consegui uma parceria especial com a Editora Record.

Posso dizer que o Sobrecapa é pé-quente ou tem um bom faro para apostar em obras que esbanjam qualidade. Várias obras que se tornaram finalistas dos Prêmios Portugal Telecom e Prêmio São Paulo de Literatura foram divulgados no Sobrecapa.

E para relembrar e aproximar os leitores de algumas delas, sortearemos nas próximas semanas dois desses romances finalistas.



Primeiro sortearemos 5 (cinco) exemplares do romance “Se eu fechar os olhos agora”, de Edney Silvestre.


Para conhecer mais sobre o livro, leia a divulgação que fizemos no Sobrecapa e a resenha da escritora Lúcia Bettencourt, publicada no Caderno Ideias (JB).

Para participar da promoção, envie por e-mail, até 09 de julho (sexta), seu nome e cidade, para sobrecapa@anacristinamelo.com.br, colocando no campo assunto “Promoção Se eu fechar os olhos agora”.

Cinco exemplares serão sorteados entre os leitores que participarem da promoção.


No dia 10 de julho divulgaremos os números com os quais cada participante concorrerá no sorteio da Loteria Federal da Caixa Econômica do próprio dia 10/07. O resultado será divulgado até o dia 11 de julho.

domingo, 27 de junho de 2010

Blogs amigos

Tenho me sentido em falta com os blogs dos amigos. Há semanas que mal consigo atualizar os meus e cuidar do meu livro. Ler outros blogs têm sido impossível. Então, pensei que hoje seria um post interessante falar de alguns desses espaços. Não dá para citar todos, então optei por alguns que publicam artigos literários e/ou crônicas com frequência.

Mas saibam que meus cantinhos preferidos estão todos aí ao lado. Então, fiquem sempre à vontade para olhar, entrar e curtir.

1. Todoprosa, do escritor e jornalista Sérgio Rodrigues

Estávamos há um mês sem os posts diários do escritor e jornalista Sérgio Rodrigues, com seus textos às vezes irônicos, às vezes apenas divertido, às vezes para nos fazer parar e refletir. Isso porque ele estava de mudança.

Agora o blog Todoprosa (http://www.todoprosa.com.br/) está nos domínios da Veja. Ele será atualizado às segundas, quartas e sextas. Mas não pensem que ficaremos sem textos do Sérgio nos outros dias, pois ele estreia também o blog Sobre Palavras (http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras) nos fazendo companhia às terça, quintas, sábados e domingos.

2. Vida breve (http://vidabreve.com/)

Todos conhecem o Jornal Rascunho, não é? Mas não sei se todos conhecem o site de crônicas criado pelo Luis Henrique Pellanda e Rogério Pereira, editores do Rascunho. Eles possuem um time fixo de cronistas e ilustradores (que dão vida gráfica a cada crônica), que publicam diariamente.

Na equipe dos cronistas (de seg a dom, respectivamente): Rogério Pereira, Eliane Brum, Fabrício Carpinejar, Luis Henrique Pellanda, Tatiana Salem Levy, Ana Paula Maia e Humberto Werneck.
No time dos ilustradores (de seg a dom, respectivamente): Tereza Yamashita, Ramon Muniz, Cinthya Verri, Simon Drucroquet, Felipe Rodrigues, Osvalter e Robson Vilalba.

Os textos são ótimos. Antes do lançamento de Caixa de Desejos, eu estava lá toda semana, às vezes com alguns dias de atraso, mas batia meu ponto. Estou sentindo falta, mas aos poucos volto ao normal. Vale a pena curtir diariamente cada crônica.

3. Nadanonada, da escritora Lucia Bettencourt (http://nadanonada.blogspot.com/)

Lucia não tem regras para escrever. Talvez sua única regra seja encantar seus leitores. A leitora aqui virou amiga, admiradora. Já lhe disse algumas vezes que toda vez que ela viaja, eu viajo junto. Pois seus diários de bordo são verdadeiras novelas. Vale a pena ficar de olho nos posts do Nadanonada. São textos de grande delicadeza e que revelam a imagem especial que a Lucia tem do mundo e da vida.

4. A literatura na poltrona, de José Castello (http://oglobo.globo.com/blogs/literatura/)

Para quem tem o costume de ler a coluna de Castello no Prosa e Verso, sabe bem o que vai encontrar em seus textos. Ele não afirma, não determina, ele instiga, cria ligações, nos leva além do texto, a um outro universo onde tudo se liga.

Há alguns meses, Castello nos deu um presente, artigos periódicos, falando de literatura, publicados num blog próprio. É essa a sensação, de estarmos sentados numa poltrona, ouvindo-o falar de literatura. Aliás, para quem não leu seu livro, de mesmo título, aconselho.

5. Site da escritora Paula Cajaty (http://www.paulacajaty.com/)

Semanalmente, a Paula nos oferece sua newsletter com tudo que está acontecendo de eventos literários. Mas Paula também resenha livros, escreve poemas (muito bem!). Por isso, vale sempre passar por lá, se inscrever e ficar de olho no que está sendo publicado.

6. Doidivana, da escritora Ivana Arruda Leite (http://doidivana.wordpress.com/)

Ivana é uma grande ficcionista, que sempre nos encanta em qualquer gênero. Em seu blog, é possível acompanhar suas aventuras literárias, mas também ler um pouco de seus textos, não só os contos, mas algumas crônicas que ela escreveu para a Folha e tem compartilhado conosco.

Vale passar por lá e curtir o mundo literário pela visão da Ivana.

7. Pentimento, do escritor Marcelo Moutinho (http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/)

Marcelo é escritor, jornalista e uma pessoa antenadíssima com a cultura. Seus posts são rápidos, mas dão grandes dicas do que está acontecendo na vida cultural da cidade. Vale a pena circular também pelo site.

8. Melhores palavras, da jornalista Anaik Weid (http://melhorespalavras.blogspot.com/)

Anaik tem uma visão toda especial do mercado literário. Não só a visão da jornalista, mas a visão da leitora, de quem vê, se envolve e participa. Seus textos nos instigam. Muito bom, sempre. Vale a pena curtir suas melhores palavras.

9. Site do escritor André Giusti (http://www.andregiusti.com.br/blog/)

Conheci o André Giusti depois de ler seu último livro de contos. Um trabalho maravilhoso. Ganhou uma fã de seus textos, que não encantam apenas nos contos, mas nas crônicas que ele publica em seu site. Vale a pena ler seus textos diários e navegar por todo o site. Uma visão segura e muito bonita do mundo, seja literário ou não.

A quantidade de tarefas e a redução de tempo me afastou da vida social virtual. Mas, para me redimir, deixo aqui essas dicas. Vale a pena.

Para quem ainda tem um tempinho diário, dê uma passada em cada um deles. Leiam os textos, comentem e curtam. E depois visitem minha seção ao lado e vejam outros blogs que estão publicando.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A lucidez de Ziraldo


Como diz a reportagem da EPTV.COM, Ziraldo dispensa apresentações. Posso lembrar ainda hoje da sensação em ler "O Menino Maluquinho". Há tantas lembranças da minha infância que desenham o quadro da minha paixão pela literatura. Certamente, o mais conhecido livro de Ziraldo teve a sua parte.

Nesse final de semana, ele esteve na 10ª edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Esteve, falou e marcou, num bate-papo que transitou entre o tema da convivência entre pais, educação e cultura.

Ele acredita que o futuro está nas mãos das crianças de 6 a 7 anos. Olho minha filha de cinco anos e posso dizer "isso é uma verdade". Uma criança nessa idade é um ser completo, que pensa, que raciocina, mas que tem muito a aprender. Mas o interessante é que está sempre aberto a aprender. Não tem medo, não tem preconceitos. Esses são conceitos que vêm muito depois. Quem já conheceu minha pequena se espanta com sua desenvoltura e cara-de-pau, ouso afirmar. Meu filho também era assim na idade dela. Fruto de muita conversa e muito amor. Aí está o ponto delicado: precisamos amar nossas crianças, para que possamos entregar o mundo nas mãos de pessoas emocionalmente equilibradas.

Ziraldo também disse que é melhor escrever para as crianças do que para adultos, pois os escritores de LIJ têm em troca o olhar. Concordo com ele. Há mais disponibilidade, mais entrega dos pequenos e jovens. Quando digo que meu livro é para jovens de 10 a 100 anos, é porque ele só pode ser apreendido completamente por quem esteja com o coração aberto. E um coração em condições de se entregar. É preciso baixar as armas, sonhar e acreditar nos sonhos. As crianças têm esse poder. Os jovens têm esse poder. Os adultos, muitas vezes, esquecem disso.

Destaco o trecho em que a matéria reporta o que ele falou sobre Literatura. Criar é uma bênção. Transformar uma ideia em um livro é um trabalho especial. Sinto-me gratificada em conseguir fazer isso.

“Esses dias eu estava lendo os 100 livros que você precisa ler antes de morrer. Eu fiquei tão triste porque eu teria que viver mais tempo pra poder botar a lista em dia. Claro! Porque descobri que quando se chega aos 65 anos, você é uma pessoa anciã. Então eu sou um ancião”, brincou.

Sobre o fato de as ideias se transformarem em livros fascinantes que há anos embalam várias gerações, Ziraldo afirmou que a criação é fabulosa. “Criar é fantástico, porque depois que faz uma vez, você liga na tomada e tudo o que você vê ou ouve, você pensa: Ih, isso dá livro. É igual a quem faz samba. O cara vê uma folha caindo da árvore e vira música. A gente faz livro pra gente, pra tirar aquela ideia da cabeça e caprichar. E o livro vai fazer sucesso quando ele tem alguma coisa em comum com o leitor. A melhor mensagem, o grande prêmio que eu posso receber é alguém chegar pra mim e dizer: ‘O meu filho dorme abraçado com o seu livro’. Isso me realiza como autor”, afirmou.


Pois é isso mesmo. Nosso maior prêmio é o reconhecimento do leitor. É ouvir que ele se identificou com a história, com os personagens, que nosso livro o levou para outros momentos da vida, resgatou lembranças boas.


Ziraldo acredita ainda que hábito de leitura tem que nascer em casa. Ele diz "Não deixem seus filhos irem para o computador sem passar pelo livro". E aconselha tirar o computador do quarto, colocando-o em algum outro lugar da casa, no qual todo mundo veja.

E para fechar, Ziraldo diz que para criar adolescentes basta compreendê-los. Taí, outra opinião muito lúcida. E eu acrescentaria, basta compreendê-los e olhar para eles. Muitas vezes basta olharmos atentamente, para percebermos que algo está errado.

Para ler a matéria completa, acesse http://eptv.globo.com/lazerecultura/lazerecultura_interna.aspx?303388.

domingo, 20 de junho de 2010

Programa Petrobrás Cultural

Foram liberados novos editais do Programa Petrobrás Cultural.

Entre eles, o que nos interessa e muito: o de Literatura.

sábado, 19 de junho de 2010

Semana de reflexões

Essa foi uma semana igual e diferente.

Igual pois terminava minhas pequenas férias de dez dias, e me encontrava na mesma correria, a mesma falta de tempo ou, começo a me convencer cada vez mais, meu excesso de atividades.

Percebi essa semana como estamos vivendo e nos sufocando em meio a tantas informações, a tantas fontes de informações. Se pensarmos direito, a necessidade de obter a informação em tempo real não pode fazer bem. Passo um dia sem entrar no Facebook e, ao entrar, me deparo com mais de 300 mensagens postadas. Vejo minha caixa de e-mails, tem mais de 500 mensagens não lidas. Olho minha lista do "a fazer", e tem tarefas atrasadas há mais de um mês.

Impossível acompanhar tudo, curtir tudo, comentar tudo. Há semanas não consigo acompanhar os blogs dos amigos. E, no meio do meu sentimento de culpa, concluo algo muito simples, mas que às vezes passa desapercebido: somos um só. E temos que ser um só para viver feliz.

Como se houvesse uma sintonia na natureza, para nos mostrar caminhos, dirigia para um encontro com amigos escritores, quando ouvi na JB FM que cientistas dizem que estamos sofrendo mutações por excesso de informações. Procurei depois algo a respeito e encontrei exatamente a matéria no O Globo dizendo que "Excesso de informações provocado pelo avanço da tecnologia altera capacidade de concentração".

A reportagem diz que "a tecnologia está remodelando nosso cérebro". E cada vez mais acredito nisso. Sempre fui multitarefa e me sentia confortável com isso. Mas estou começando a achar que é hora de tirar o pé do freio. Preciso me dar o direito de viver mais e com mais qualidade poucas coisas do que viver todas no modo automático.

Sempre curti muito as postagens do Canastra, mas me vi, de repente, angustiada por não conseguir postar com frequência. E não é esse o objetivo. O Canastra é para ser curtido, não para ser cumprido. Por isso, não estranhem se as postagens se espaçarem ou aparecerem como pequenas mensagens. Às vezes deixava de postar, pois não conseguia escrever tudo o que gostaria sobre o assunto. Mas se não é possível falar muito, que possamos falar o suficiente ou o essencial.

Aí começou a diferença dessa semana, perceber que nossas vidas estão diferentes e precisamos repensá-las para trazer mais qualidade.

A diferença seguiu também com as oportunidades que vivi.


Na terça-feira (dia 15), concedi uma entrevista à comunicadora Mônicka Christi, no Programa Mulher Brasileira, na Rádio Rio de Janeiro. Foi uma entrevista ao vivo, por telefone, que durou cerca de 15 minutos. Uma experiência diferente, maravilhosa, posso dizer. Um momento em que vi o quanto é especial poder falar do meu livro, do meu amor pela literatura, do quanto isso me faz bem. Do quanto preciso falar mais disso no meu próprio texto. Do quanto tenho escrito tão pouco e do quanto é essencial que eu possa escrever.

Gastei toda a terça-feira tentando publicá-la na rede para dividir com vocês, mas consegui. Um esforço que valeu a pena. A primeira parte pode ser ouvida no youtube no endereço http://www.youtube.com/watch?v=TvN8ewELdvM e a segunda parte no endereço http://www.youtube.com/watch?v=9fbt0YyYBWo.


Na quinta-feira (dia 17), vivi outro momento especial, no 12º Salão do Livro Infanto-Juvenil, ao ouvir Lygia Bojunga. Sou uma apaixonada pela obra dela, pela paixão que ela transborda em cada texto, pelo cuidado em criar essa ponte com os leitores. É como ela mesmo disse: Lygia é uma artesã das palavras. Uma mulher de fibra, uma escritora delicada, sensível, generosa e extremamente talentosa.

É maravilhoso podermos nos dar esses presentes, podermos viver cada um desses momentos e aproveitar deles o que há de melhor. Ouvir Lygia falar de sua vida, de sua relação com os livros, me identificar com tantas coisas que ela falou, foi muito especial e importante para mim.


Na noite de quinta-feira (dia 17), briguei com o sono para assistir à estreia do programa Brasileiros, idealizado pelo amigo Edney Silvestre. Ele viajou com Neide Duarte e Marcelo Canellas registrando histórias de solidariedade e superação dos cidadãos de nosso país. O objetivo do programa é mostrar pessoas comuns que fazem a diferença, buscando transformar a realidade dos que os cercam. Cada semana, o programa será apresentado por um deles.

A estreia deixou clara a qualidade do programa. Um programa de extrema sensibilidade, com uma linguagem de bate-papo, que nos leva à reflexão e à percepção de que muito existe no nosso país para ser conhecido e há pessoas muito especiais, com valores que superam o comum, o confortável, que buscam uma vida plena não só para si, como para os outros.

Para quem não viu, ainda dá tempo. Houve uma matéria no Vídeo-Show com Edney Silvestre, Neide Duarte e Marcelo Canellas em que eles falaram um pouco do programa. Dá para assistir o vídeo no G1. Mas o programa de estreia, com Edney Silvestre, falando de Flávio Sampaio, um bailarino que venceu o preconceito e a dor, se tornou um bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, reconhecido mundialmente e que abandonou todas as suas grandes conquistas para fazer a diferença, pode ser visto também no site do G1. Não foi só a história de Flávio que me impressionou, mas o depoimento de seus alunos e as histórias deles. Vale a pena.

Para facilitar, os links do programa (dividido em duas partes):

- Bailarino abre escola de dança no Ceará
- Alunos superam dificuldades para aprender a dançar no Ceará



E, ontem, sexta-feira (dia 18), acordei de madrugada com minha filhota se sentindo mal. Já está tudo bem, mas estive off durante a manhã, até que num consultório médico, acessei o FB pelo celular e descobri que havíamos perdido o grande escritor José Saramago. Ele se foi aos 87 anos. Lembrei-me logo da sensação que tive, ao assisti-lo numa entrevista que o Edney Silvestre fez com ele em 2007. Do quanto passei a enxergá-lo de uma forma mais humana, mesmo com todas as polêmicas com as quais ele se envolveu, por sua luta tão ferrenha contra as religiões. Como católica, não estranho o fato da Igreja lamentar sua morte. Pois somos todos inteligentes em reconhecer o que há de melhor num grande homem, independente de suas convicções.

Pensar em Saramago para mim, é mais do que pensar em sua obra, é lembrar de sua frase quando ganhou o Prêmio Nobel em 1998: "O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever". Um homem que declarou que nem o Nobel foi mais importante do que a relação que ele teve com sua infância e sua família. Alguém que diz "como teria sido minha vida até aqui, aos 84 anos, se eu não tivesse conhecido essa mulher", quando fala de seu grande amor por Pilar, sua esposa trinta anos mais nova, com quem viveu por 24 anos, nos mostra mais do que apenas polêmicas.

Para quem não teve a oportunidade de assistir em 2007 ou a reprise que foi feita ontem, em edição especial no Espaço Aberto Literatura, é só conferir o vídeo no G1.

Para fechar, deixo outra declaração dele, nessa entrevista, que muito mexeu comigo:

"Se eu pudesse repetir minha infância, a repetiria exatamente como foi, com a pobreza, com o frio, pouca comida, com as moscas e os porcos, tudo aquilo."

Para saber um pouco mais, deem uma lida nos links a partir de uma das matérias feitas sobre ele e publicada no G1.



Termino aqui meu post, longo, muito looooongo, mas talvez do tamanho dos meus pensamentos nessa semana que termina. Abro o caderno Ideias do JB e, feliz, vejo que ele volta a ocupar todas as páginas, sem dividir seu espaço com o Carro & Etc.

Uma esperança para o espaço que nossa literatura necessita? Quem sabe.

Despeço-me, me preparando para voltar a ser mais criança, a sonhar mais longe, com o filme Toy Story 3, que assistirei daqui a pouco com a família.

Um ótimo sábado para vocês.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

12º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens

Começou o 12º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, um evento imperdível para jovens e adultos.

Na realidade, o salão começou na terça-feira, dia 8, reservado apenas para os professores. A partir do dia 9, aberto ao público. Segue até o dia 19 de junho.

O salão está acontecendo no Centro Cultural Ação da Cidadania (http://www.acaodacidadania.com.br/), na Av. Barão de Tefé nº 75, na Zona Portuária. De segunda à sexta, das 8h30 às 18h; sábados e domingos, das 10h às 20h.

O ingresso é R$ 4,00.

Além das várias editoras que participam do Salão, ainda tem uma farta programação de lançamentos e leituras, para todas as idades.

Toda a programação pode ser conferida no site do Salão: http://www.fnlij.org.br/salao.

Mas para facilitar meus leitores, ressalto:

* Na Biblioteca FNLIJ do Educador (que fica no 2º andar do salão), há vários encontros que visam orientar os educadores, pais e professores. Confiram os próximos:

Hoje, às 16h: Caio Riter lança A formação do leitor em casa e na escola (Ed. Biruta)

Dia 13 (domingo), às 16h: Rui de Oliveira lança O príncipe triste (Ed. DCL)

Dia 14 (segunda), às 16h: Ninfa Parreiras lança Confusão de língua na literatura (Ed. RHJ)

Dia 16 (quarta), às 15h: encontro com Bartolomeu Campos de Queirós

Dia 16 (quarta), às 16h: Suzana Vargas lança Leitura: uma aprendizagem de prazer (nova edição - Ed. José Olympio)

Dia 17 (quinta), às 15h: Adriana Falcão realiza mini-palestra Vozes femininas na literatura do palco ao livro

Dia 17 (quinta), às 16: encontro com Lygia Bojunga

Dia 18 (sexta), às 11h: Elizabeth Baldi lança Leitura nas séries iniciais (Ed. Projeto)

Dia 19 (sábado), às 16h: João Ceccantini fala sobre Um outro olhar nas obras de Monteiro Lobato

* No Espaço FNLIJ de Leitura tem vários lançamentos maravilhosos. Clique para saber a programação completa.

Destaco hoje, às 10h, Flávia Côrtes e Anielizabeth lançam Deu tatu no meu quintal (Cortez).
E às 11h, Alexandre de Castro Gomes lança Condomínio dos Monstros (RHJ)

* No Espaço FNLIJ para Jovens também tem vários lançamentos imperdíveis. Clique para saber a programação completa.

Destaco hoje, às 10h, Sandra Pina lança Isso é para ficar entre nós (Ed. Mundo Mirim).

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Clipping de férias

Quem disse que férias é para descansar, ou para se ter mais tempo. Desde segunda-feira, não consigo chegar perto dos blogs, nem dos e-mails. Tem uma lista de 500 e-mails que só cresce, nunca diminui.

Por isso, hoje será mais clipping do que bate-papo. Vamos lá. Li algumas matérias interessantes que penso logo em postar aqui.

Todos os clippings foram do Publish News:

1. "Dirigida por Vera Saboya, a moderníssima Biblioteca de Manguinhos, inaugurada há dois meses, já tem 1.300 associados e emprestou 3.144 livros, informa a coluna Gente Boa. Ainda de acordo com a coluna, um menino de 12 anos está lendo Odisseia. A lista com os campeões de empréstimo em Manguinhos é liderada por Harry Porter e o enigma do príncipe, Fala sério, mãe, de Thalita Rebouças, e Crepúsculo, de Stephenie Meyer."

Sempre acreditei que Biblioteca tinha que ser um lugar aconchegante. Aquele canto em que não se tem vontade de sair. Imagine uma biblioteca refrigerada, com livros que nos transportam para outros mundos, em pleno verão. Será o lugar mais badalado da cidade.

2. "O livro Leite derramado, sucesso de Chico Buarque, vai ser adaptado para o teatro por Miguel Faria Jr, informa Ancelmo Gois. Será um monólogo vivido por Marília Pêra que, pela primeira vez em sua carreira, interpretará um homem."

3. "Municípios e estados terão muito trabalho para cumprir a lei sancionada na semana passada que determina que toda a escola deve ter uma biblioteca. O maior desafio está nos estabelecimentos do ensino fundamental: será necessário construir 25 bibliotecas por dia até 2020, prazo limite para adequação à medida. O diagnóstico é de um estudo realizado pelo movimento Todos pela Educação, com base em dados do Censo da Educação Básica de 2008. “Essa dificuldade é decorrente da falta de visão do Brasil sobre a importância da biblioteca. No mundo todo as bibliotecas são doadas por mantenedores que têm uma alegria imensa de poder doar um acervo”, compara Luis Norberto, do Comitê Gestor do Todos pela Educação. O déficit de bibliotecas no ensino fundamental é de 93 mil. Desse total, 89,7 mil são escolas públicas e 3,9 mil, estabelecimentos privados de ensino. Na educação infantil, apenas 30% dos colégios têm acervo e será necessário criar 21 bibliotecas por dia para cumprir o que determina a nova lei. A melhor situação é a do ensino médio: número de escolas sem biblioteca é de 3.471. A legislação estabelece que as bibliotecas devem ser administradas por bibliotecários. Mas, segundo levantamento da entidade, hoje há um total de 21,6 mil profissionais habilitados, enquanto o país conta com aproximadamente 200 mil escolas de educação básica."

4. "Nada menos do que 2.867 obras concorrem ao Prêmio Jabuti em 2010. O número é o segundo recorde consecutivo de inscrições. Em 2009, foram inscritos 2.573 livros. A lista dos classificados sai em 26 de agosto, os finalistas serão conhecidos em 1º de outubro e o dois “Livro do Ano” (ficção e não ficção) serão anunciados na noite de premiação, marcada para 4 de novembro, em São Paulo. Editoras que quiserem sugerir jurados têm até a meia-noite do dia 18 de junho para fazê-lo. São 63 no total. A ficha de inscrição está disponível para os associados cadastrados no site da CBL. As sugestões podem ser enviadas para o e-mail jabuti@cbl.org.br ou por fax (11 3069-1303)."

5. "Livros e água não combinam. Mas, graças ao entupimento de uma tubulação da Cedae, as estantes das livrarias Leonardo da Vinci e Berinjela, que ficam no subsolo de uma galeria na Avenida Rio Branco, viraram nesta terça-feira uma cachoeira suja e malcheirosa. De manhã até a noite, a água, misturada a esgoto, jorrou do teto das lojas. No fim do dia, a Defesa Civil interditou uma das cinco salas da Leonardo da Vinci e toda a Berinjela. Muitos livros tiveram que ser retirados às pressas, com a ajuda de lojistas, e outros ficaram molhados. Os prejuízos ainda não foram calculados. Como nada fazia parar a "enxurrada", à noite a tristeza e o desânimo tomaram conta de funcionários e aficionados por literatura que frequentam o lugar. Gerente da loja e uma das sócias, Milena Duchiade estava arrasada. “É uma cachoeira horrorosa de esgoto que não para de cair. A barra está muito pesada. A gente arrastou mesa, retirou livros, mas é claro que muita coisa se perdeu. Como nossa preocupação ainda é conter o alagamento, ainda não pudemos parar para pensar nos prejuízos - disse Milena, que estava no Salão do Livro Juvenil quando foi chamada pela mãe, apavorada ao ver o esgoto escorrer pelas paredes da livraria."

Fiquei muito triste com essa notícia. Imagine quantos livros foram perdidos. Aí vem a grande pergunta: quem arca com o prejuízo? Estou cansada de ver ruas se transformarem em verdadeiros rios de esgoto e a Cedae demora dias, muitas vezes, semanas para aparecer. E aí? Paga-se a conta, mas na hora do serviço...

6. "A Estação das Letras promove duas atividades especiais neste Dia dos Namorados. Das 10h às 16h, Luiz Ruffato dá oficina sobre vivência literária na qual propõe uma reflexão sobre o ato de escrever, particularmente no que diz respeito à prosa de ficção. Às 15h, Suzana Nascimento fala sobre os poderes da natureza e da amizade durante contação de histórias. A Estação das Letras fica na Marquês de Abrantes, 177, no Flamengo, no Rio de Janeiro. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 21-3237-3947."

Eu recomendo. Estarei por lá. Pena que em uma outra oficina especial.

7. "O prefeito de Londes, Boris Johnson, instigou os fãs de Harry Potter a fazer lobby com a autora J K Rowling para a criação de um parque temático na capital inglesa. Em sua coluna desta semana no Daily Telegraph, Johnson falou sobre o fato de Orlando ser sede do The Wizarding World of Harry Potter, descrevendo isso como um exemplo da falta de iniciativa dos britâncos em explorar sua propriedade intelectual. O prefeito disse: "Me ressinto profundamente e amargamente de que Orlando esteja prestes a se tornar o lugar official de peregrinação de cada fã que Harry Potter tem no mundo ... Porque Harry Potter não é americano. Ele é britânico. Onde fica o Beco Diagonal, onde eles compram suas varinhas mágicas e material escolar? É em Londres, e se você quiser chegar ao Ministério da Magia, você desaparece numa cabine telefônica londrina [aquelas vermelhinhas]. O trem para Hogwarts parte da estação King's Cross, não da Grand Central Station”. Porta-voz do prefeito disse que há 18 meses tentou-se levar o parque para Londres, mas a proposta da Flórida foi imbatível."