domingo, 28 de fevereiro de 2010

Notícias diversas...

Fonte: Coluna "No Prelo" do Prosa & Verso (27/02/2010)

- Scliar vende pixels: O novo site do escritor gaúcho Moacyr Scliar entra no ar em março, no mesmo endereço do atual, http://www.moacyrscliar.com/. Desenvolvida pelo filho do autor, Beto, a página terá um vasto material de arquivo sobre Scliar, vídeos de suas conferências e um canal para os leitores entraram em contato com o escritor. Para ajudar na manutenção do site, está sendo vendidos espaços publicitários de R$ 300 a R$ 700 por mês, dependendo do número de pixels.

- Nova editora: Chegam às prateleiras nas próximas semanas os oito primeiros títulos da nova editora Escrita Fina. Voltada para as obras infantis e juvenis, a empresa do Grupo Stamppa (uma das três maiores do mercado gráfico do Rio de Janeiro) se anunca sem "nenhuma intenção didática", diz a coordenadora editorial Laura van Boekel Cheola, priorizando em vez disso a gratuidade e o prazer da leitura. Os primeiros livros têm perfil variado, das fábulas aos thrillers e dramas.

Fonte: Publishnews de 26/02/2010

- De 14 a 23 de maio, Belo Horizonte receberá a segunda edição da Bienal do Livro de Minas. O número de sessões do Café Literário está maior e o escritor Rubem Alves foi o primeiro a confirmar sua participação. Para expor, é preciso correr. Cerca de 90% da área reservada aos estandes já foi comercializada. A realização é da Câmara Mineira do Livro e da Fagga. (Por Redação)

- Zunir faz rir: “Eu não gosto de escrever, gosto de ter escrito”. Com essa frase, Zuenir Ventura fez rir e conquistou o público presente na primeira mesa do Correntes D´Escritas 2010, que começou no dia 24 em Póvoa de Varzim, Portugal, e segue até o dia 27. O tema era uma frase enigmática de Agustina Bessa-Luis, homenageada no evento: “Escrevo para desiludir com mérito”. Zuenir emendou: “E eu, para iludir com demérito”. O escritor se desculpou por uma eventual lentidão, fruto, segundo ele, do choque térmico provocado por sair do Rio de Janeiro sob temperatura de mais de 40 graus e chegar em Póvoa, onde faz 12 graus. Em seguida, contou como se tornou jornalista: “Eu era arquivista e relutava em ir à redação. Quando Albert Camus morreu, por acaso, e eu estava passando perto dos jornalistas na hora em que recebiam a notícia e me ofereci para escrever o obituário, pois era fã do escritor. Acontece que o negócio deu certo”. Leia a história completa, contada pela jornalista e agente literária, Valéria Martins, que nos escreve direto de Póvoa. (Por Valéria Martins, direto de Póvoa)



- Já está no site da Academia Brasileira de Letras (ABL) a versão online do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), adaptada às normas contidas no Acordo Ortográfico. Para acessar, entre no site da ABL - www.academia.org.br, clique na aba “nossa língua” e depois em “busca no Vocabulário”. Ou vá por aqui. “Há – e está bem aos nossos olhos – uma geração que parece ter nascido com o controle remoto e o mouse à mão. Basta um clique e a tela muda. Portanto, está claro que estaremos sempre atentos a tudo que este século nos trouxer de novo”, disse o presidente da ABL, Marcos Vinicios Vilaça. (Por Redação)


- Oito entre cada dez leitores já deixaram de comprar livros por causa do preço - sendo que sete deles já fizeram isso muitas vezes. De acordo com Galeno Amorim, 21% garantem que jamais fizeram isso. E, definitivamente, livro não é um produto qualquer: ninguém escolhe um outro livro no lugar só porque é mais barato. Esse é o resultado da enquete quinzenal do blog sobre o comportamento do consumidor de livros diante dos preços. A nova enquete quer saber quantos livros o internauta já comprou nos dois primeiros meses de 2010. Participe! (Por Galeno Amorim, no Blog do Galeno)


Fonte: PublishNews de 25/02/2010

- A Rocco relançará em março, em formato dirigido ao público juvenil, a coleção Novelas imortais, com dez títulos, organizada pelo saudoso Fernando Sabino. O primeiro será A espanhola inglesa, de Cervantes, avisa Ancelmo Gois. (Por Ancelmo Gois)




sábado, 27 de fevereiro de 2010

Manifesto Silvestre e sedução pela palavra

Quem visita o Canastra e me conhece, sabe dessa minha luta em divulgar a literatura. Mais do que isso, de pescar os leitores, despertar amores pelo livro, pelas histórias.

E foi participando de um grupo que tem pensamentos muito próximos que surgiu o "Manifesto Silvestre", apenas um texto em que evocamos um amor pela escrita, um desejo de que os livros cheguem aos leitores, sempre regidos por um lema: a "sedução pela palavra".

Hoje, na coluna "No Prelo" do caderno Prosa e Verso (jornal O Globo), foi divulgada uma nota sobre o nosso manifesto, que pode ser lido na íntegra no blog do caderno.

Assinaram o manifesto, além de mim, os escritores: Lucia Bettencourt, Angela Dutra de Menezes, Celina Portocarrero, Luis Eduardo Matta, Felipe Pena, Thomaz Adour, Barbara Cassará, Halime Musser e Marcela Ávila.

Atualização 03/03/2010: Por motivos pessoais, entre eles, não concordar inteiramente com os itens 4, 6 e 10 do manifesto, retirei minha assinatura do mesmo. Mas ficarei sempre com o espírito que me moveu a assiná-lo (esperando uma discussão maior sobre o texto), que é levar a literatura, principalmente a brasileira, a todos.
Leia abaixo a nota.

Manifesto Silvestre
Dez escritores brasileiros assinaram esta semana no Rio o manifesto do Grupo Silvestre, com declarações como "Em literatura, entretenimento não é passatempo. É sedução pela palavra" e "Tudo é linguagem, mas a narrativa é a base da literatura. Uma história bem contada é o objetivo que perseguimos." Entre os signatários, Lucia Bettencourt e Celina Portocarrero. O documento pode ser lido na íntegra no blog do caderno: www.oglobo.globo.com/blogs/prosa.

Atualização 01/03/2010: Cabe aqui um esclarecimento sobre o termo "entretenimento". A palavra parece estar sempre associada a algo pejorativo. Mas a ideia é tornar acessível a literatura que seduz o leitor, que traz uma narrativa rica e inteligente, que teve todo um cuidado para ser produzida, para que chegue ao seu leitor de forma que ele esqueça que está lendo um livro, mas se imagine dentro dele. É literatura que faça o leitor querer virar a página, que o faça sentir saudade quando o fecha, que mexa com seus valores e emoções, que também o faça questionar, repensar, discutir. Tudo isso, sem que se deixe um só instante de lado a qualidade com a linguagem.

Espero que todos compreendam esse sentido de "entretenimento". Falando por mim: ler Clarice é entretenimento, tanto quanto ler Vargas Llosa ou Machado de Assis. Não é brincar de sudoku ou palavras cruzadas. É literatura da melhor qualidade, mas sem saltos altos que, na maioria das vezes, deixam os livros longe de quem mais interessa: os leitores.

E para completar, deixo aqui duas citações do escritor Jorge Luis Borges (1889~1986), a quem admiro e adoro:

"Se lemos algo com dificuldade, o autor fracassou."
"Só se pode ler por prazer."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Promoção "A tecelã de sonhos"


O site Sobrecapa, em parceria com o blog Canastra de Contos e o site Paula Cajaty, vai dar mais uma forcinha aos leitores, com o sorteio de livros. E para inaugurar a campanha, sortearemos o romance “A tecelã de sonhos”, de Angela Dutra de Menezes.


Para conhecer mais sobre o romance, leia a resenha que escrevi e publiquei na seção estante do site Sobrecapa.

Para concorrer, dê um pulo na página da promoção, no Sobrecapa, e confira as regras.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Gosta de cinema?

Para quem curte cinema, tem um curso imperdível no início de março, que será dado por Ana Luiza Beraba. Veja abaixo:

"Desconstruindo as Américas: o cinema latino-americano como você nunca viu"
Com Ana Luiza Beraba

A partir de 08/03, das 19h30 às 22h. 4 aulas, às segundas. R$ 250
No Laboratório Estação - Rua Voluntários da Pátria, 53 - 4º andar - Botafogo - Rio de Janeiro
Tel: (21) 2266-9900

Ementa: O cinema latino-americano avançou muita na última década e hoje é um cinema múltiplo, moderno e eficiente, premiado no mundo todo. No entanto, a imagem que muitas vezes temos hoje no Brasil do cinema latino-americano ainda é pautada em conceitos ideológicos e revolucionários e a referência continuam sendo os movimentos de renovação cinematográfica dos anos 50 a 70. O objetivo desse curso é conhecer essa produção contemporânea e repensar se o termo "cinema latino-americano" ainda faz sentido nos dias de hoje.

Ana Luiza Beraba é formada em história pela UFRJ, estudou cinema em Cuba (Escola Internacional de San Antonio de los Baños) e desde 2004 integra a coordenação internacional do Festival do Rio, onde, entre outras coisas, faz a seleção dos filmes latino-americanos. Em 2008, publicou o livro América Aracnídea – Teias Culturais Interamericanas, pela Editora Civilização Brasileira.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Espaço Aberto Literatura com escritores que seduzem

O programa Espaço Aberto Literatura, comandando por Edney Silvestre, vem com uma dupla de peso, que defende a literatura que seduz pela palavra.

No programa que vai ao ar amanhã, às 21h30, na Globo News (canal 40 da Net), Edney entrevista Luis Eduardo Matta, um ícone dos romances de suspense e Felipe Pena, doutor em literatura, escritor e jornalista, que lança mês que vem seu segundo romance, O marido perfeito mora ao lado. Luis também fala sobre seu último livro, O véu, que foi lançado em dezembro.

Não percam, mas lembrando que para quem não puder assistir, basta depois procurar no Portal G1.

Atualização às 21h30: O livro do Felipe já está em pré-venda. Confiram na livraria Saraiva. O livro do Luis pode ser encontrado nas principais livrarias.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Fantasia e sedução

O último Prosa & Verso (13 de fevereiro) nos presenteou com uma matéria deliciosa, falando sobre como a literatura fantástica conquistou milhões de leitores, entre jovens e adultos.

Isso tudo foi despertado pela estreia do filme "Percy Jackson e o ladrão de raios", baseado no livro de Rick Riordan. Assisti com as crianças e gostei do filme. Achei que tem uma história bem encadeada. Fiquei curiosa e já encomendei o livro, para conferir a qualidade do texto.

Fico feliz com as produções que buscam a sedução pela palavra. Li Harry Potter e Crônicas de Nárnia e esses livros são o que podemos chamar de uma literatura que seduz. São bem escritos, inteligentes e conseguem que o leitor fique ávido por virar a página. Não li Crepúsculo e, por enquanto, não pretendo. Enredos de vampiros não me agradam. Mas vou testar Percy Jackson e tomara que Rick tenha encontrado a fórmula de J. K. Rowling, para conseguir que mais leitores se apaixonem por essas folhas mágicas que são os livros.

Aproveitando o finalzinho de folga do carnaval, resolvi digitar a matéria que saiu no Prosa & Verso, pois vale a pena que todos leiam.

Então, curtam a matéria.

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Fantasia e juventude
De 'Alice' a 'Percy Jackson', como a literatura fantástica dominou a cultura pop
Por André Miranda

Um menino de óculos descobre ter poderes mágicos, entra num trem que o leva a um colégio estranho e precisa lidar com adultos malvados. Quatro jovens irmãos se escondem na casa de um professor, entram num guarda-roupa que os leva a um universo fantástico e precisam lidar com adultos malvados. Uma adolescente tímida se apaixona por um garoto pálido da escola, entre numa disputa milenar entre vampiros e lobisomens e precisa lidar com adultos malvados. E, por fim, um menino disléxico é atacado pela professora de álgebra, entra num acampamento para semideuses e precisa lidar com adultos malvados.

Além de oporem jovens e adultos numa mistura de realidade e fantasia, "Harry Potter", "Crônicas de Nárnia", "Crepúsculo" e "Percy Jackson" têm em comum o fato de terem se tornado séries de sucesso, com milhões de leitores para seus livros e espectadores para seus filmes. A última década foi marcada por essas séries e seus heróis, todos criados pela literatura e adaptados para o cinema, fazendo com que um gênero surgido há mais de cem anos, coroado por histórias como as de Alice e Peter Pan, predominasse na cultura pop contemporânea.

-- Os tempos andam muito difíceis, então acho que os filmes de fantasia se comunicam com as pessoas que gostam de ir ao cinema para imergir em outro mundo e se esquecer de seus problemas por duas horas -- afirma em entrevista ao GLOBO o cineasta Chris Columbus, diretor dos dois primeiros filmes da franquia "Harry Potter" e de "Percy Jackson e o ladrão de raios", filme baseado nos livros de Rick Riordan que estreou ontem no Brasil. -- As crianças adoram ver protagonistas da sua própria idade. Elas cresceram com o Harry Potter. São raras as oportunidades de se poder acompanhar um personagem de 11 anos até ele virar adulto. É por isso que os livros fizeram sucesso, pela possibilidade de o leitor se perder naquele universo. Minha filha começou a ler "Harry Potter" quando também estava com 11 anos e nunca mais parou. Provavelmente há milhões de fãs em situação parecida.

Cinema é caminho natural para séries
'Leitores jovens gostam de fugir da realidade para se aventurar num universo de fantasia', diz Rick Riordan

A partir de "Harry Potter e a pedra filosofal" (1997), a escritora inglesa J. K. Rowling lançou um total de sete romances (publicados no Brasil pela Rocco), tornando-se a primeira mulher bilionária da história da literatura. A cada nova edição da série -- a conclusão veio com "Harry Potter e as relíquias da morte", de 2007 --, leitores adoitos se acotovelavam nas livrarias ansiosos por saber o que aconteceria com o pequeno inglês que herdou poderes mágicos de seus falecidos pais.

Mas J. K. Rowling não criou um novo gênero literário. O irlandês C.S. Lewis lançou, entre 1950 e 1956, sete livros sobre quatro irmãos que, durante a Segunda Guerra Mundial, descobrem uma passagem mágica num armário e são transportados para um reino de fantasia. Eram "As crônicas de Nárnia" (editora Martins Fontes). Mesmo antes de Lewis, as aventuras do centenário Peter Pan, personagem de J. M. Barrie, nada mais eram do que histórias de uma garota londrina (Wendy) que recebe as visitas de um guri voador (Peter) e sua fada (Sininho), viaja com seus irmãos para a Terra do Nunca e tem que encarar adultos malvados (Capitão Gancho e seus piratas). O desejo de Peter e seus Meninos Perdidos de não envelhecer representa bem uma das características das histórias do gênero: a inocência juvenil é sempre posta em contraponto à malícia e à necessidade de assumir responsabilidade dos adultos.

Seguindo a trilha mágica de Alice e Peter Pan

Ainda mais antiga, a Alice de Lewis Carroll (que recentemente ganhou uma edição caprichada pela Cosac Naify) foi criada em 1865 como uma menina que caía num buraco de coelho ou atravessava um espelho e ia parar no País das Maravilhas. Os gritos de "Cortem-lhe a cabeça!" da (adulta) Rainha de Copas contra Alice não são muito diferentes das investidas dos vampiros malvados contra o pescoço da mocinha Bella Swan na série de quatro romances "Crepúsculo" (Intrínseca), lançada entre 2005 e 2008 pela americana Stephenie Meyer. Ao se mudar de uma metrópole para uma pacata e fria cidade do interior, Bella passa a ser disputada por vampiros e lobisomens ao mesmo tempo em que tem que frequentar a escola. Ela é o exemplo extremo da mistura entre o mundo real e a imaginação.

-- Leitores jovens gostam de fugir da realidade para se aventurar num universo de fantasia. É mais divertido ler sobre pessoas fazendo coisas incríveis como conjurar feitiços e cavalgar dragões do que sobre atividades mundanas como ir para a escola. As crianças já conhecem bem suas próprias vidas. É bacana, de vez em quando, se imaginar como alguém diferente -- afirma o professor e escritor americano Rick Riordan, autor da série "Percy Jackson", em entrevista ao GLOBO.

Depois dos sucessos recentes de "Harry Potter" e "Crepúsculo", Riordan se tornou o nome da vez na literatura infantojuvenil ao publicar, entre 2005 e 2009, cinco romances sobre um menino com problemas de atenção na escola e que, certo dia, descobre ser filho do deus grego Poseidon. "A batalha do labirinto", quarto volume da série Percy Jackson e os Olimpianos, está sendo lançado no Brasil este mês, pela Intrínseca.

-- Tentei elaborar uma trama que tivesse apelo para meus próprios alunos. Me imaginei contando a história para eles em voz alta. Isso me ajudou a torná-la mais interessante, ágil e bem humorada -- conta Riordan, que dava aulas de inglês e história em São Francisco. -- Os elementos de uma boa trama são os mesmos tanto para crianças, quanto para adultos. Você precisa de personagens com quem se preocupar, um enredo atraente e alguns toques de humor e ação. É dar ao leitor motivos para virar a página. Eu li muitas histórias de fantasia. Tolkien foi uma das minhas primeiras influências. Também gosto do trabalho de Philip Pullman e de Harry Potter.

O britânico J. R. R. Tolkien escreveu, entre os anos 1930 e 1950, livros que ficaram mundialmente conhecidos por fundarem um universo de fantasia inteiramente novo. Tanto em "O hobbit" quanto na trilogia "O Senhor dos Anéis" (Martins Fontes), os protagonistas não são adolescentes como nas outras séries infantojuvenis. Mas eles, os hobbits, se assemelham a crianças pela baixa estatura e o físico franzino em comparação às outras raças da fictícia Terra Média. Desde sua publicação, "O Senhor dos Anéis" virou referência no gênero, tanto que sua terceira adaptação para o cinema, "O retorno do rei", foi o único filme de fantasia a receber o Oscar de melhor longa-metragem nas 81 edições do prêmio.

Mas não se deve acusar os estúdios de cinema de serem ingratos e apenas sugarem a essência dos romances de fantasia sem dar nada em troca. Se por um lado Hollywood se aproveita da popularidade das séries para vender ingressos, por outro os livros passam a fazer ainda mais sucesso depois de chegarem às telas. É uma bola de neve que aumenta progressivamente -- o terceiro capítulo de "Crepúsculo" estreia em junho; o sétimo "Harry Potter", em novembro; e o terceiro "Crônicas de Nárnia", em dezembro -- e com os bonecos, jogos, camisetas e qualquer subproduto que essas franquias podem criar. Até mesmo personagens antigos não deixam de habitar o imaginário: a versão de Tim Burton para "Alice no País das Maravilhas" chegará aos cinemas no dia 23 de abril.

Nem sempre, porém, a equação "livro+filme+sucesso" dá certo. Citado por Riordan como referência, o inglês Philip Pullman é o autor da trilogia "Fronteiras do universo" (Objetiva), sobre uma mocinha de 12 anos que vive numa realidade alternativa controlada por um poderoso grupo religioso. Seu primeiro volume, "A bússola de ouro", de 1995, foi adaptado para o cinema em 2007. Mas, apesar do elenco estrelado que incluía Nicole Kidman, Daniel Craig e Eva Green, o filme fracassou e suas possíveis continuações foram canceladas. Curiosamente, o diretor de "A bússola de ouro" é Chris Weitz, o mesmo de "Lua nova", segundo filme da série "Crepúsculo", que estreou no fim de 2009 e se tornou um dos principais blockbusters do ano.

-- Eu acho que um dos problemas do filme "A bússola..." foi não ter entrado diretamente nos temas do livro do Pullman. Mas é muito fácil apontar as razões para um filme dar errado depois de que ele é lançado. Se tivéssemos a resposta, faríamos tudo do jeito correto logo -- diz o diretor Chris Columbus.

O interesse de Columbus pelo tema é grande não apenas por ele ter dado o pontapé inicial para a série "Harry Potter" no cinema, em 2001, mas também por estar mais uma vez se embrenhando num universo fantástico, com "Percy Jackson e o ladrão de raios". Para o diretor, é um ciclo que se fecha, quase dez anos depois de um período em que a fantasia adolescente dominou a cultura pop. Ou, quem sabe?, pode ser outro ciclo que começa.

-- Dizer que "Percy Jackson" será tão bem sucedido quanto "Harry Potter" pode me trazer azar (risos). É um filme feito especialmente para jovens com idade entre 11 e 17 anos e são esses que vão dar o destino da história. Mas eu estou ansioso para que tudo dê certo e possamos logo rodar uma continuação -- afirma Columbus.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Reconhecimento de nossos escritores

Ficamos felizes quando nossos escritores são reconhecidos. Mais ainda, quando são ótimos escritores e amigos.

Por isso, boas notícias precisam ser espalhadas.

Nossa querida Lucia Bettencourt, autora de A secretária de Borges e Linha de sombra, teve três contos traduzidos para o inglês e publicados numa revista americana. Para conhecer um pouco mais da autora, dê um pulinho no blog dela - Nadanonada.

Veja a nota que saiu no Caderno Ideias (JB) de hoje, em coluna de Alvaro Costa e Silva:

"Lúcia nos EUA

O departamento de português da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, continua interessado em divulgar a obra de autores brasileiros. A revista Brasil / Brazil, em seu número 39 que acaba de sair, traz, na seção de literatura, três contos da escritora Lúcia Bettencourt reunidos sob o título Three odd stories. Os contos foram traduzidos por Kim Hastings e fazem parte do livro A secretária de Borges."

Prêmio Portugal Telecom - inscrições abertas

E as apostas recomeçaram. Quem serão os escritores escolhidos nos principais prêmios literários do país?

O Prêmio São Paulo já abriu suas portas, ou melhor, suas inscrições. Agora é a vez do Portugal Telecom. As inscrições podem ser feitas por editoras e escritores até o dia 7 de março, no site http://www.premioportugaltelecom.com.br/.

Podem concorrer romances, biografias, livros de conto, poesia, crônica ou dramaturgia escritos originalmente em português, e que tenham sido editados no Brasil entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2009.

Livros de outros países de língua portuguesa também devem ter sido lançados por aqui em 2009 (no entanto, podem ter tido sua primeira edição entre janeiro de 2006 e dezembro de 2009).

O anúncio dos vencedores será em novembro. E os prêmios são convidativos: o 1º lugar recebe R$ 100 mil (1º colocado), R$ 35 mil para o segundo e R$ 15 mil para o terceiro.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Frases...

Relendo o pequeno livro O livro entre aspas, que reúne frases de escritores, selecionadas por Carlo Carrenho e Rodrigo Magno Diogo (Casa da Palavra), me senti tocada novamente com algumas delas.

Então, decidi dividir com vocês:

"Sempre imaginei que o paraíso será uma espécie de biblioteca."
"Se lemos algo com dificuldade, o autor fracassou."
"Só se pode ler por prazer."
Jorge Luis Borges, escritor argentino 1899 ~ 1986

"A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde."
André Maurois, escritor francês 1885 ~ 1967

"Eu não escrevo aquilo que quero, eu escrevo aquilo que sou."
"Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante."
Clarice Lispector, escritora brasileira 1920 ~ 1977

"Sei que é assim para 99% dos autores em todo o mundo: seus livros são escritos na mesa da cozinha, às cinco horas da manhã, antes de irem para o escritório. Sempre escrevi os meus em pequenas horas roubadas do trabalho e do meu sono."
Rosa Montero, escritora espanhola

"Muito mais importante que recomendar livros é fomentar o amor à leitura."
Burrhus Frederic Skinner, psicólogo norte-americano 1904 ~1990

"O leitor se emociona e aí ele entende, não o contrário."
Moacyr Scliar, escritor brasileiro

"Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer."
Italo Calvino, escritor italiano, 1923 ~ 1985

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Programa Petrobrás Cultural 2008/2009

Saíram os projetos contemplados do Programa Petrobrás Cultural 2008/2009.

Confira os selecionados para criação literária: ficção e poesia.

Nome do Projeto: Sonar
Proponente: Andréa Fátima dos Santos (SP)
RESUMO: Romance de realismo fantástico atravessado por fina ironia.
 
Nome do Projeto: Curare
Proponente: Ricardo Miguel Corona (PR)
RESUMO: Etnopoesia de grande e diversificada expressão literária, contemplando variados modos de linguagem.

Nome do Projeto: ESTRANHOS NO AQUÁRIO
Proponente: Adriana Armony (RJ)
RESUMO: Romance numa narrativa sensível sobre o tema da culpa.
 
Nome do Projeto: Por um triz
Proponente: Pedro Süssekind Viveiros de Castro (RJ)
RESUMO: Romance que mistura ficção com teoria da literatura e da arte escrito com erudição e competência.

Nome do Projeto: O Homem dos Patos
Proponente: Diana de Hollanda Cavalcanti (RJ)
RESUMO: Proposta que envolve múltiplas linguagens. A jovem autora se destaca em diversas formas de arte.

Nome do Projeto: Garotos Malditos
Proponente: Santiago Nazarian de Faria (SP)
RESUMO: Romance juvenil provocativo e original. Prende o interesse do leitor com sua escrita inteligente

Nome do Projeto: Quando não estou por perto
Proponente: Annita Costa Malufe (SP)
RESUMO: Versos sofisticados e inteligentes, construindo uma poética cerebrina e sensível.

Nome do Projeto: Em Silêncio
Proponente: Tatiana Salem Levy (RJ)
RESUMO: Romance que aborda com competência o conflito entre culturas diversas por meio de duas narrativas intercaladas envolvendo três personagens.

Nome do Projeto: Um útero é do tamanho de um punho
Proponente: Angélica Aires de Freitas (RS)
RESUMO: Poesia ousada com trabalho de texto promissor e original.

Nome do Projeto: OWNED! - Um novo jogador
Proponente: Simone Silva Campos (RJ)
RESUMO: Narrativa que incorpora, com criatividade, recursos dos novos suportes eletrônico-digitais.

Nome do Projeto: Opisanie swiata
Proponente: Veronica Antonine Stigger (SP)
RESUMO: Novela de linguagem instigante e envolvente que coloca o leitor na mesma posição do estrangeiro tematizado no livro.

Nome do Projeto: & a vida é vaudeville
Proponente: Adrienne Myrtes Neves de Lima (SP)
RESUMO: Romance sobre a amizade numa estrutura peculiar a partir de dois narradores.

Nome do Projeto: Perfume do Pau Rosa
Proponente: Luiz Gonzaga Lauschner (AM)
RESUMO: Romance que traça o percurso do pau rosa, da Floresta Amazônica às perfumarias.

Nome do Projeto: SAMBAQUI – Livro de poesia
Proponente: JOSÉ EDSON SOARES DA CRUZ (SP)
RESUMO: Poemas curtos, de rica e instigante imagética.

Nome do Projeto: Habitante irreal
Proponente: Paulo Henrique Rocha Scott (RJ)
RESUMO: Romance de escrita fluente sobre o regime militar no Brasil, com interessante criação de personagens.

Nome do Projeto: PEGADA - DUAS HISTÓRIAS
Proponente: Noemi Jaffe (SP)
RESUMO: Romance de escrita vigorosa sobre as memórias do holocausto tratadas com originalidade e delicadeza.

Nome do Projeto: KARARAÔ
Proponente: RAIMUNDO VALTER DOS SANTOS FREITAS (PA)
RESUMO: Romance ambientado no Pará em que o autor amplia a pesquisa que marca seu trabalho como cancionista.

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Vocês conhecem os livros que já foram publicados, a partir de patrocínio do Programa Petrobrás Cultural?
Então, confiram!

  • A Fábrica do Feminino, de Paula Glenadel (poemas em prosa)
  • A Filha do Escritor, de Gustavo Bernardo (romance)
  • Amostragem complexa, de Simone Campos (contos)
  • Hotel Novo Mundo, de Ivana Arruda Leite (romance)
  • Peixe Morto, de Marcus Freitas (romance policial)
  • Todos os cachorros são azuis, de Rodrigo Souza Leão (romance)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Artigo sobre como (não) formar um leitor

É isso, mesmo. Não só precisamos discutir formas de estimular a leitura, mas também identificar outras formas, terrivelmente danosas, de criar os não-leitores.

E o Zuenir Ventura publicou, hoje, no Jornal O Globo, um texto que explica isso perfeitamente.

Meu sorriso de concordância ao Zuenir.

Que nossos professores e pedagogos possam repensar os currículos. Enquanto não aprendermos a conquistar nossos jovens, eles continuarão trocando o prazer da leitura pela televisão e vídeo-game. Que eles possam desfrutar de tudo, sem preconceitos.

Leiam o texto no blog Rádio do Moreno.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Um conjunto de estruturas para todas as histórias

A Globo Universidade divulgou um vídeo com trechos da palestra "A literatura clássica como base para roteiros de cinema e tv" que o autor Walcyr Carrasco ministrou na PUC-RJ.

Walcyr fala sobre as adaptações a partir de histórias existentes. Ele acredita que existam histórias que se tornem a base de outras histórias. Cita o livro "Morfologia do Conto Maravilhoso" de Vladimir I. Propp, no qual o autor defende a tese de que existam cerca de 30 estruturas narrativas básicas, que vão se recompondo, e a partir das quais se criam todas as histórias do mundo.

Explica também as narrativas, principalmente americanas, que se baseiam na Jornada do Herói ou na Jornada da Cinderela.

Para apreciar toda a palestra, é só clicar e assistir ao vídeo. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Falando em livrarias...

Aproveitando o post que divulguei pela manhã, há duas matérias que foram produzidas pelo programa Mundo S/A, que são imperdíveis.

A primeira fala da livraria Shakespeare and Co, em Paris. Uma livraria que fatura mais de 2 milhões por ano e sobrevive em meio a mais de 300 concorrentes, no mesmo bairro. Assista ao vídeo e entenda o diferencial desse lugar, que hospeda jovens escritores, em troca de pequenos serviços.

Assista em: http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1472699-17665-315,00.html

A segunda matéria fala da Leonardo da Vinci, no centro do Rio de Janeiro. Considerada um reduto de intelectuais, a livraria não vende best-sellers, mas tem um público fiel, há 50 anos, que lhe garante um faturamento de 3 milhões por ano.

Assista em: http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1472696-17665-315,00.html

Biblioteca de São Paulo é inaugurada com a proposta de incentivar a leitura

O local já é motivo de matéria. A nova Biblioteca, num pavilhão de 4.257 metros quadrados, foi instalada onde funcionava o maior presídio da América Latina - o Carandiru.

Mas acaba aí qualquer lembrança, pois a Biblioteca de São Paulo, com pufes coloridos, poltronas confortáveis, computadores, pinturas lúdias nos vidros, dvd's e leitores em braille, não tem semelhanças nem com as tradicionais bibliotecas. O ambiente remete às livrarias mais modernas, com um projeto inspirado nas bibliotecas de Santiago, no Chile, e Bogotá, na Colômbia.

A inauguração é hoje e a Biblioteca que fica no Parque da Juventude (Av. Cruzeiro do Sul, 2630, prédio 3) estará aberta ao público a partir de amanhã.

Aliás, o horário é diferenciado. A biblioteca estará aberta sempre de terças a sextas, das 9h às 21h, e sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h.

O Secretário de Cultura de SP, João Sayad, diz que eles queriam "um lugar que dessacralizasse a imagem da biblioteca e fosse atraente para o público". A expectativa é atrair jovens e crianças, e para isso eles apostam nos best-sellers, garantindo que as compras serão norteadas pela demanda dos leitores. "Não seguiremos uma orientação acadêmica. Vamos destacar os livros que aparecem nas listas dos mais vendidos na mídia. Pedi para que fosse organizada como livraria, mais do que como biblioteca. Até os funcionários vão se comportar como vendedores. Será uma megastore cultural.", diz Sayad.

Mas as apostas não param por aí. Adriana Ferrari, responsável pelo setor de bibliotecas da Secretaria de Cultura, defende que os livros não atraem o público se ficarem quietos numa prateleira. Por isso, o horário diferenciado, associado a uma agenda de eventos, com filmes, contadores de histórias, circo e shows. Adriana garante que de "Dom Casmurro" a "Diário de Bridget Jones", o acervo promete agradar a todos os gostos, oferecendo um pouco de tudo.

O local será usado também como centro de treinamento para as outras bibliotecas do estado.

Para saber mais, leia matéria da Folha de São Paulo e, principalmente, a matéria do site G1, que oferece fotos em 360º do espaço.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Prêmio São Paulo de Literatura abrirá inscrições

A partir de terça-feira, 9 de fevereiro, estarão abertas as inscrições para o Prêmio São Paulo de Literatura, que pagará R$ 200 mil ao melhor livro do ano, além da melhor obra de autor estreante.

Podem concorrer os romances escritos em língua portuguesa, publicados e comercializados pela primeira vez em 2009. O regulamento completo está no site http://www.cultura.sp.gov.br/.

As inscrições terminam em 25 de março e os finalistas serão anunciados durante o III Festival da Mantiqueira - Diálogos com a Literatura, de 28 a 30 de maio, em São Francisco Xavier. Os dois vencedores serão conhecidos em 2 de agosto, em cerimônia de premiação no Museu da Língua Portuguesa.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Poemas para tornar o sábado mais especial

Há poucos dias terminei de ler o livro de poemas Retro-retratos, de Celina Portocarrero.

Celina é uma das principais tradutoras brasileiras. Há pouco entregou ao mercado a nova tradução de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen (L&PM Editores). Celina não cedeu seu talento apenas para nos oferecer Austen, mas também Proust, Balzac, Simenon, Tolstoi, Gide, entre outros. Por sua tradução de Proust, ganhou o Prêmio Açorianos de Literatura, na categoria Tradução de Língua Francesa.

Mas hoje não é das traduções que venho falar, mas da poesia delicada que ela ofereceu a seus leitores em 2007. E para que as palavras os seduzam por si só, divido como vocês as minhas preferidas.

Para saber um pouco mais sobre a obra de Celina Portocarrero, acesse seu site, http://www.celinaportocarrero.com/ ou seu blog http://neurotoxicos.blogspot.com/.

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Infância
Celina Portocarrero

Quando penso em mim criança,
não me lembro de brincar,
não me lembro de ser livre,
não me lembro de correr.
Lembro sim de me encolher,
lembro bem de me esconder,
de ter medo e de tremer.
Lembro do fundo do armário,
do escuro atrás do espelho,
do final do corredor.
Lembro da dor e do susto,
do querer ser diferente,
da vontade de não-ser.

Retro-retrato
Celina Portocarrero

Aos noventa contarei
que aos sessenta me casei,
aos quarenta engravidei,
dos trinta quero esquecer.
Com vinte e seis procriei,
com vinte e cinco também.
Aos vinte sobrevivi,
aos sete amadureci.
Nunca mais parei de ler,
desde que aos dois aprendi.
Dizem que, antes, nasci.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Espaço Aberto Literatura com Luiz Alfredo Garcia-Roza

Programação imperdível para hoje. Às 21h30, no Espaço Aberto Literatura (Globo News - canal 40 da Net), Edney Silvestre entrevista Luiz Alfredo Garcia-Roza, criador do famoso detetive Espinosa.

Luiz Alfredo falará de seu último romance - Céu de origamis, de seu personagem mais famoso e de como escreve.

Não percam! Mais se não der para assistir, é só procurar o vídeo no site do G1.

Queria um concurso assim...

Ah, queria um concurso assim aqui...

Veja clipping divulgado no PublishNews:

"Nos Estados Unidos, um escritor estreante pode ganhar até US$ 10 mil no Discover Great New Writers Award. Organizado pela Barnes & Noble há 20 anos, a edição de 2009 acaba de anunciar seus finalistas nas categorias ficção e não-ficção. Além do polpudo prêmio, o vencedor de cada categoria ainda ganha um ano de desconto nas livrarias da rede. O segundo colocado leva US$ 5 mil e o terceiro, US$ 2.500. Foram apenas 58 inscritos, mas o vencedor, que será conhecido no dia 3 de março, deve ser promissor como Tracy Chevalier, autora de Moça com brinco de pérola (Bertrand Brasil, 240 pp., 31,00), que além de ter conquistado o primeiro lugar em 2000 ainda viu seu livro ser adaptado para o cinema."

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Para escritores e curiosos

Qual escritor não precisa de informações antigas para compor seus textos?

Pois bem, para dar mais uma forcinha nessas pesquisas, o Arquivo Público do Estado de São Paulo lançou um site no qual é possível consultar mais de 250 mil páginas de seus documentos. As imagens incluem jornais e revistas dos séculos 19 e 20, anuários estatísticos, cartas e até um censo paulistano dos séculos 18 e 19.

A ideia, segundo a direção do Arquivo, é ampliar o acesso público a esse material, para que não fique restrito apenas a pesquisadores profissionais, através do http://www.arquivoestado.sp.gov.br/.

Ainda falta um sistema de busca mais preciso para facilitar a consulta, mas a iniciativa é louvável.

Então, é só dar um pulinho lá e conferir.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Clipping da rede

Quem disse que adolescente não lê? Não só está lendo, como quer escrever também. Jovens estão escrevendo romances e publicando no Orkut. E contam que, escrevendo ficção, melhoraram em gramática, ortografia e estilo.

Veja trecho da matéria escrita por Fabiana Rewald e publicada na Folha de São Paulo, do dia 01 de fevereiro.

"Douglas, 16, está escrevendo o último livro de sua trilogia. Maria Eugênia, 14, acaba de terminar o seu primeiro romance e já começou a redigir o segundo. Nilsen, 18, está revisando o seu livro de estreia e, enquanto não o publica, abastece seus leitores com contos.

Integrantes de uma geração que parecia fadada a trocar a leitura pelo bate-papo no computador, os três adolescentes fazem parte de uma turma que decidiu unir tecnologia e literatura e hoje escreve mais que muito autor profissional.

Enquanto não caem nas graças de uma editora, eles colocam os textos em uma comunidade no Orkut que já tem mais de 3.000 participantes.

Criada há dois anos, a comunidade Nossos Romances Adolescentes tornou-se quase uma incubadora de jovens autores. No site de relacionamentos, eles publicam os livros em capítulos, que são lidos e comentados pelos outros participantes, quase todos escritores.

Estudante de jornalismo, Nilsen Silva é a dona da comunidade e, com a ajuda de outros mediadores, decide o que será publicado. Douglas Marques é um dos escritores mais festejados. Ele afirma que Nebulosa, o primeiro livro da trilogia, já foi baixado umas 600 vezes."

Leia a matéria completa no link da Folha online.

Editora 8inverso lança Laboratório de Autores

A Editora 8inverso, de Porto Alegre, está lançando o Laboratório de Autores, nos moldes de curso à distância. Com início em março de 2010, tem por objetivo o desenvolvimento de novos talentos literários.

Os encontros são onlines e gratuitos. Os participantes com melhor desempenho no decorrer das atividades poderão ser convidados a assinar contrato de publicação com a editora.

Serão repassados para os participantes, semanalmente, textos de referência e tarefas específicas de criação literária. Tais tarefas não terão prazo determinado para sua realização, respeitando o ritmo e a liberdade criativa de cada autor. Também serão estudados textos literários de autores consagrados da literatura universal como reforço aos textos teóricos apresentados.

O objetivo específico do Laboratório de Autores é que, ao final do processo, os participantes produzam uma novela literária (texto em prosa ficcional).

As inscrições estarão abertas de 12 de janeiro a 12 de março de 2010.

Os interessados em conhecer o curso e participar da seleção podem solicitar cópia do edital de convocação por e-mail para Robertson Frizero, gestor cultural da Editora 8INVERSO e coordenador do Laboratório de Autores: frizero@8inverso.com.br.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Promoções na rede

Querem ler ótimos livros e, melhor, sem precisar comprar?

Então, aproveitem as duas promoções que estão disponíveis na web.

A primeira é sobre o romance de suspense (thriller), O Véu, de Luis Eduardo Matta. Serão sorteados 5 (cinco) exemplares entre os participantes da promoção no site Digestivo Cultural.

Eu li e recomendo. O romance tem mais de 500 páginas de uma narrativa envolvente, que faz o leitor querer continuar página a página. Oportunamente, escreverei uma resenha sobre ele. Mas vocês podem conferir a divulgação no Sobrecapa.

A segunda promoção é do livro de contos A liberdade é amarela e conversível, de André Giusti. Será sorteado um exemplar entre os seguidores do blog O Bule. Mas corram que essa promoção termina essa semana.

Esse é outro livro fantástico. André é um contista de primeira. Não lembro de um só conto desse livro que eu não tenha gostado. Para quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho dele, é só visitar o site do autor - http://www.andregiusti.com.br/. O Sobrecapa também fez a divulgação do livro.

Então, é só clicar e participar. Em breve, o Canastra de Contos e o site Sobrecapa também terão suas promoções.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Literatura ou moeda?

Muito antes de ser uma escritora, sou uma leitora, mais que isso, uma apaixonada por livros, no que se tem de mais especial neles - o poder da narrativa. Esse poder que envolve desde os pequenos recém-alfabetizados até os idosos, que é capaz de nos tirar do mundo real e nos transportar para outro universo, tão real quanto, perfeitamente criado pelos autores, para que possamos viajar, sem que nenhuma passagem precise ser comprada, que não o ticket da imaginação.

E essa minha paixão, que se solidificou nos últimos anos num grande amor pela escrita, não tem preconceitos. Apenas o pré-conceito de querer livros que me agradem, me digam algo (pouco ou muito), que me façam chorar ou sorrir, que me façam refletir, que me façam esquecer da minha vida real, mesmo que me joguem dentro dela. Qualquer que seja o estilo literário, a voz narrativa ou até mesmo o gênero literário. Assim, transito pela poesia, contos, romances, novelas, thrillers, romances policiais, infanto, juvenil, biografias ou ensaios.

Nunca fiz distinção entre nacionais ou estrangeiros, preferindo esse ou aquele. Intercalava as nacionalidades em minhas leituras, elegia meus preferidos, deixando que Flaubert me ganhasse tanto quanto Machado de Assis, assim como Vargas Llosa, Garcia Márquez, Borges, Virginia Woolf, Clarice Lispector e Fernando Sabino dividissem minhas preferências. Hoje, contemporâneos como Roth, Coetzee ou Ian McEwan dividem as prateleiras de destaque com Lívia Garcia-Roza, Cíntia Moscovich ou Rodrigo Lacerda. Isso sem contar o cantinho que ainda guarda autores como Sidney Sheldon ou Danielle Steel que me faziam devorar seus livros, madrugada adentro, quando tinha 15 ou 18 anos.

Acho essa balança saudável, essa distribuição boa para todos, escritores, livreiros, editoras e principalmente leitores. O que não acho saudável é no que se transformou a nossa literatura. Em meras referências aos clássicos do século passado ou grandes referências aos “mais vendidos” de hoje. Se falarmos de brasileiros, então, a partida é de goleada. Fala-se pouco, divulga-se quase nada, muito diferente do que acontece com os estrangeiros. Bons ou não, eles sempre têm mais espaço.

Há algum tempo percebi que a lista de mais vendidos influenciava e muito as escolhas dos leitores “comuns”, ou seja, aqueles que não acompanham feiras ou debates literários; aqueles que leem porque gostam, e lerão Paulo Coelho e Dan Brown tanto quanto lerão J. K. Rowling ou Stieg Larsson. Aqueles que chegarão numa livraria e se influenciarão pela banca de destaque ou pelas estrelas expostas na vitrine. Aqueles que seguirão a dica de outros leitores como eles, que compraram um livro da mesma forma, gostaram e vão realimentar a lista, por suas indicações - o que conhecemos como o tradicional “boca-a-boca”. Por isso, comecei uma campanha para termos uma lista de mais vendidos exclusivamente da literatura nacional. E assim venho fazendo lá no Sobrecapa (http://www.sobrecapa.com.br), desde o segundo semestre de 2009.

Mas é apenas uma semente, que vez ou outra, parece quase apodrecer, quando mostra apenas um ou dois livros nacionais entre os mais vendidos das livrarias. Hoje aconteceu isso, quando fui publicar a lista de 15 a 24 de janeiro. Senti-me especialmente desanimada, quando só pude divulgar três livros brasileiros na lista da semana, sem contar que da lista de uma das livrarias, apareceu apenas um título. Senti-me especialmente desanimada ao abrir os suplementos literários de hoje e encontrar apenas uma resenha de autor nacional em cada um, por coincidência, poetas.

Mais desanimada ainda fiquei, quando percebi que na lista de mais vendidos de uma das livrarias que apoiam o Sobrecapa, constava em segundo lugar um livro de Mikhail Bulgakov que não estava lá na semana passada. Fiquei intrigada. Não conheço o autor e me perguntei o que teria acontecido para que ele se tornasse tão conhecido a ponto de parar quase no topo - um patamar tão almejado por tantos. E, como boa detetive, formada pelos livros lidos até hoje, fui ao meu informante principal – o Google. E o que achei? Uma matéria sobre o livro na Veja de 13 de janeiro. Provavelmente, eis a resposta.

Parecendo que um artigo chama outro, descubro na Veja da semana passada um outro texto que me fez refletir de forma diferente sobre o tema. A matéria revela que o “último” romance de Sidney Sheldon (morto em 2007), “A Senhora do Jogo”, que vem ocupando há semanas a lista de mais vendidos, na realidade, não é dele. Apesar de vir em letras garrafais o seu nome, o romance que é uma continuação de “O Reverso da Medalha” foi escrito por Tilly Bagshawe. O acordo de escrever esse livro dessa forma foi proposto pelas herdeiras de Sheldon. Assim, Tilly se tornou uma best-seller por meio da marca “Sidney Sheldon”. E o termo “marca” é reconhecido pela editora e autora. Leia matéria (http://veja.abril.com.br/270110/vivos-para-sempre-p-122.shtml).

Concluo, assim, de forma triste, que a literatura virou, na maioria das vezes, uma moeda de troca. Troca-se a “marca” pela divulgação na mídia, troca-se a divulgação na mídia pelo espaço na livraria, troca-se o destaque nas livrarias pelo consumo do leitor final, que realimentará esse ciclo, deixando de fora nossos autores, que continuarão a encantar um pequeno grupo de leitores com a magia de seus textos, mas continuarão a ser meros desconhecidos ao mundo leitor.

Mas dá para mudar esse quadro? Acredito que sim. Como diz a canção de Ivan Lins, acho que só depende de nós, acreditar e ter esperança, de se obter um mundo literário melhor.

Vocês conhecem o Projeto Livro Falado?

O Projeto Livro Falado, com patrocínio da Petrobrás e Ministério da Cultura, oferece aos deficientes visuais a oportunidade de acesso aos livros (por meio de livros falados) e ao teatro, como atores.

A base estrutural do projeto é a qualificação tanto da pessoa com deficiência visual para a atuação em cena quanto do ledor voluntário para a feitura de livros falados. Mas isso por meio de encontros que enriqueçam nossa humanidade.

Visitem o site do projeto e conheçam mais. O acervo de livros lidos é disponibilizado para quem se cadastra.

Uma grande ideia que merece ser divulgada.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nélida Piñon ganha Prêmio Literário Casa de las Americas

Nem só de notícias tristes é feita a nossa última sexta-feira de janeiro.

Nélida Piñon ganhou o prêmio literário Casa de las Americas, na categoria Literatura Brasileira, com "O aprendiz de Homero".

Veja comentário retirado da ata dos jurados:

Del acta del jurado:


"En este libro, Piñon pone su larga experiencia como escritora al servicio de los nuevos aprendices del oficio, reflexiona sobre su propia condición de aprendiz y revela cómo asimiló, con esfuerzo y persistencia, el arte de narrar, pues “entre el deseo de escribir y el acto de crear había que cruzar sobre un abismo sin red de seguridad”. La autora admite su deuda con la tradición oral que escuchaba de los mayores en Galicia y en Rio de Janeiro, lo cual quedó grabado en su memoria. Valiéndose de un amplio espectro literario –desde la Biblia y Homero hasta Shakespeare y Joyce, de Cervantes y Carlos Fuentes a Machado de Assis y Monteiro Lobato- resalta el modo como los dominados y relegados al abandono histórico van refinando su memoria y su visión particular de la realidad. Se trata, en resumidas cuentas, de una defensa radical del arte de crear en una lengua –la portuguesa- valores y procesos universales".

As menções honrosas foram para:

- "Operação Condor. O Sequestro dos Uruguaios", de Luiz Cláudio Cunha
- "Memórias de um intelectual comunista", de Leandro Konder
- "Graciliano Ramos: um escritor personagem", de Maria Isabel Brunacci

Morre J. D. Salinger

O silêncio do Canastra teve um bom motivo: estive uma semana em Angra (depois publico as fotos), curtindo as férias com a família. Deveria ter decretado recesso, mas tive esperanças de publicar um pouquinho em algum dos dias, mas foi ilusão. É tanta coisa para fazer, tanto para descansar e o computador até foi ligado, mas só foi possível responder e-mails.

Pena que recomeço nossas publicações com a notícia de um falecimento: a de J. D. Salinger, o autor de "O apanhador no campo de centeio".

Salinger morreu na última quarta-feira, de causas naturais, aos 91 anos, de acordo com a declaração de seu filho. Há várias décadas ele vivia em um exílio voluntário, numa pequena casa, na cidade de Cornish, no estado de New Hampshire.

Seu livro de estreia "O apanhador no campo de centeio" foi lançado em 1951 e teve mais de 60 milhões de cópias vendidas. Seu protagonista - Holden Caulfield - se tornou o mais famoso anti-herói da literatura americana e influenciou diversos livros e filmes.

Um vizinho de Salinger alega que o próprio havia lhe confessado em 1999 que tinha em casa mais de 15 livros escritos, nunca publicados.Como durante a vida, Salinger recusou a fama, evitando entrevistas, barrando correspondências de fãs, provavelmente após sua morte, provavelmente haverá uma grande corrida pela publicação desses originais. Resta saber o que os herdeiros decidirão.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Hoje: dois programas imperdíveis

Quem disse que a programação da tevê está perdida? Hoje temos dois programas imperdíveis na telinha:

Às 21h30, no Espaço Aberto Literatura (Globo News, canal 40 da Net), Edney Silvestre entrevista Livia Garcia-Roza, autora de vários livros, entre eles "Milamor", "Meus queridos estranhos", "Quarto de menina" e "Era outra vez".

Livia é uma escritora que encanta. Não tem jeito, basta ler algum de seus livros para ser fisgado. Na entrevista, ela fala sobre os temas familiares que usa em seus textos e conta que teve no pai, que adorava poesia, a grande inspiração para fazer uma carreira literária.

Às 22h00, no Provocações (Tv Cultura, canal 16 da Net), Antônio Abujamra conversa com Ignácio de Loyola Brandão.

Ignácio começou sua carreira em 1965, com o lançamento do livro de contos "Depois do sol" e hoje é autor de mais de trinta obras. Ele começa a entrevista brincando com o título de uma de suas publicações: "Você é jovem, velho ou dinossauro?". E comenta: “Eu me sinto um dinossauro, um velho e, às vezes, jovem.”

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Viagem, postagens e Espaço Aberto Literatura com Livia Garcia-Roza


Os posts do Canastra já começaram a atrasar novamente, mas tem uma boa explicação: estive off por três dias, num pequeno paraíso na serra: O Hotel Le Canton, em Teresópolis. Por várias vezes, programei de ir para lá, mas sempre mudava meus planos. Dessa vez, não desisti. E não me arrependo. O lugar é lindo.









Ótima opção para quem quer relaxar, curtindo deliciosas paisagens que reproduzem vilarejos europeus. Perfeito para amar, para curtir os filhos, a família, para celebrar a vida.






Mas curtir em excesso me fez fissurar o dedo enquanto jogava basquete com meu filho. :)

Por isso, está difícil digitar e escrever com o dedo imobilizado. Então, perdoem os pequenos atrasos.

***

Enquanto isso, não percam um programa de primeira: confiram na próxima sexta-feira (dia 22), às 21h30, no programa Espaço Aberto Literatura (Globo News, canal 40 da Net), entrevista da escritora Livia Garcia-Roza a Edney Silvestre. Imperdível!

Para quem conhece a literatura da Livia, que é envolvente, terá a oportunidade de ouvi-la falar. Para quem não conhece, terá uma oportunidade ímpar de descobrir uma escritora talentosíssima.

Como é comum acontecer no programa, há sempre trechos da obra do escritor lidos por artistas. Nesse programa, os textos da Livia serão lidos pela Cristiane Torloni.

Mas para quem não puder assistir, é só conferir reprise no sábado e domingo, ou o vídeo que o site G1 disponibiliza.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Espaço Aberto Literatura dessa semana

Fonte: Publishnews de 13/01/2010

"O poeta Oswald de Andrade, que influenciou a Tropicália, o cinema de Júlio Bressane e o teatro de José Celso Martinez Correia, completaria 120 anos esta semana. Para homenageá-lo, o programa Espaço Aberto Literatura preparou uma edição especial, reunindo no mesmo programa Ferreira Gullar, que o conheceu de perto; Décio Pignatari, responsável, com os irmãos Campos, pela redescoberta de Oswald nos anos 60; e Chacal, que bebeu das fontes oswaldianas para construir as bases da Poesia Marginal nos anos 70.

Nesse programa, comandado por Claufe Rodrigues, Ferreira Gullar revela que, no início dos anos 50, Oswald era desprezado pelos concretistas, por ser um poeta "muito esculhambado".

A produção será exibida na Globo News nesta sexta-feira, dia 15, às 21h30, sábado, dia 16, a 1h30, 8h30 e 16h30, domingo, dia 17, às 6h05, e na segunda-feira, dia 18, às 12h30."

Mas quem perder, pode depois assistir ao vídeo que o G1 disponibiliza.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Copa de Literatura Brasileira chegou ao final

A Copa de Literatura Brasileira, uma iniciativa interessantíssima de Lucas Murtinho, chegou ao final.

Apesar de lamentar o livro do Rodrigo Lacerda ter ficado pelo caminho, fiquei satisfeitíssima com o resultado.

Li o livro vencedor (que não vou revelar para que vocês deem um pulinho no site) e achei ótimo.

Parabéns à escritora pela vitória merecida!

Parabéns ao Lucas por mais um ano de sucesso da Copa!

Então, curiosos? É só acessar o site da Copa e conferir a justificativa dos jurados, para cada voto. Link: http://copadeliteratura.com/.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Entrevista com Cleonice Berardinelli

A professora Cleonice Berardinelli, de 93 anos, foi eleita em dezembro para a Academia Brasileira de Letras, para a cadeira número 8, ocupada anteriormente por Antonio Olinto, morto em setembro.

Dona Cleo, como é chamada, é considerada a maior especialista em literatura portuguesa do Brasil e uma estudiosa profunda de Camões, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa e José Saramago.


Na sexta-feira, no programa Espaço Aberto Literatura, Edney Silvestre entrevistou Cleonice. E o vigor dessa mulher me encantou. Uma emoção ouvi-la falar de literatura e dessa sua paixão que a faz lecionar até hoje.

A entrevista ficou belíssima. Não percam. Assistam no site do G1.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Como escrevo?

Isso é uma pergunta frequente aos escritores. No meu caso, que só posso dedicar à literatura os tempos livres, mas não menos importantes, respondo: onde? escrevo em qualquer lugar; quando? em qualquer horário, basta estar respirando; de que forma? me conectando, não à internet, mas a um outro mundo, de palavras, sensações.

Se há algo que aperfeiçoei com o tempo foi o poder de me desligar do mundo, onde estiver. Há momentos em que minha mente entra na sintonia de um plano paralelo, em que só eu existo, eu e meus pensamentos. Então, me acostumei a deixar que isso acontecesse em qualquer lugar, fazendo qualquer coisa. Por isso, é comum eu parar algo e correr ao caderninho inseparável e ali rabiscar algumas linhas de ideias.

Essas ideias nem sempre frutificam, mas estão lá, para que eu saiba que posso recorrer a elas. E quando assim eu faço e algumas delas me pescam numa releitura, basta eu transformá-las, usando minhas canetas e papéis. Ah, sim, papel, pois apesar da formação técnica, de trabalhar com computador o dia todo, não suporto escrever nem ler diretamente no computador. Preciso do papel, deliciosamente escolhido na minha fábrica de “chocolate” que são as papelarias. Ver a letra se amoldar à folha e ir correndo ao ritmo de minha história.


Ainda chegará o dia em que poderei reservar horas do meu dia para escrever. Mas talvez eu sinta falta desse tempo corrido, em que nos desafiamos a criar, mesmo contra as não-facilidades a nossa volta.

Parece que os sentimentos transitam no Cosmos. Comecei a preparar esse post ontem e, à noite, li uma crônica lindíssima da Tatiana Salem Levy sobre escrever caminhando, no site Vida Breve. Deem uma passada por lá e leiam que vale a pena.


***

Leio vários livros ao mesmo tempo. Antologias, então, levam meses, pois vou consumindo aos poucos, graças a independência de seus textos. Uma dessas é o livro “Como escrevo?”, uma coletânea de depoimentos de vários escritores, brasileiros ou não. Foi organizada por José Domingos de Brito e publicada pela Editora Novera. Tem a apresentação de Moacyr Scliar e a introdução de Ignácio de Loyola Brandão. A obra é o volume 2 da coleção “Mistérios da criação literária”, que tem ainda: “Por que escrevo?” (volume 1) e “Relações da literatura com o jornalismo” (volume 3), “Relações da literatura com o cinema” (volume 4) e “Preferências políticas dos escritores” (volume 5).


Então, para dividir com vocês o gostinho doce que estou tendo com essa leitura, alguns trechos:


“Em geral componho mentalmente a história antes de começar a escrever, por gosto de inventar e também por prudência, para livrar-me da ansiedade de saber se poderei ou não resolvê-la de modo aceitável. A outra parte do meu modestíssimo método consiste em escrever diariamente. Italo Svevo tinha razão: ‘Não há melhor maneira de escrever com seriedade do que rabiscar um pouco todos os dias’.” (Adolfo Bioy Casares)


“Apesar de escrever há quase 70 anos, começar sempre me dá trabalho. Não é o terror da página em branco, que só existe para que não sabe o que vai escrever. Eu sei. Não sei é como! As primeiras frases são mais rudes. Cometo erros, rejeito o que escrevi, volto ao ponto de partida. Tenho alguns cadernos de 40 páginas que contêm os primeiros parágrafos de um conto. Escrevo e volto a escrever, e volto a escrever, e volto a escrever e quando chego ao final do caderno ainda não está bem. A primeira página é sempre a melhor de todas, porque foi corrigida muitas vezes.” (Adolfo Bioy Casares)


“Começo no início, continuo até o fim, então paro... A princípio planejo um pouco – uma lista de nomes, sinopse rudimentar dos capítulos etc. Mas não ouso planejar demais; tantas coisas são produzidas pelo simples ato de escrever... Não faço rascunhos. Escrevo a página número um muitas, muitas vezes, e passo para a página dois. Empilho folha após folha, cada uma em seu estado definitivo e, finalmente, tenho um romance que – em minha opinião – não precisa de revisão.” (Anthony Burgess)


“Não há uma única maneira – existe tanta tolice dita a esse respeito. Você é quem você é, não Fitzgerald ou Thomas Wolfe. Escreve-se sentado e escrevendo. Não há uma ocasião ou lugar específicos; você tem que se adequar a si mesmo, à sua natureza. O jeito como uma pessoa trabalha, supondo-se que seja disciplinada, não importa. Se ela não é disciplinada, não há mágica que possa ajudar. O truque é arrumar tempo – não apenas alguns minutos – para produzir ficção. (...) Todo mundo acaba por aprender qual é a sua melhor maneira.” (Bernard Malamud)


“Não tem regra nenhuma. Cada livro surge de modo diferente. (...) Escrevo no máximo duas horas por dia – e rápido. (...) Não gosto de mistificar o trabalho do escritor. Eu trabalho e, se toca o telefone, atendo. Não preciso me isolar, não há grilos. Posso acordar no meio da noite para escrever, não há horários rígidos.” (Bernardo Carvalho)


***

Um pouco sobre os escritores citados:


Adolfo Bioy Casares nasceu na Argentina, em 1914, e faleceu em 1999. Reconhecido como um dos maiores escritores latino-americanos, sua obra é considerada uma das mais imaginativas do realismo fantástico. Seu romance mais conhecido: A invenção de Morel (1940). Seu último livro é Conversações com Borges (1999).

Anthony Burgess nasceu na Inglaterra, em 1917, e faleceu em 1993. Romancista, jornalista, ensaísta e músico nas horas vagas. Seu livro mais conhecido no Brasil é Laranja mecânica (1962).

Bernard Malamud nasceu em Nova Iorque (EUA), em 1914, e faleceu em 1986. Professor e romancista, considerado um dos principais escritores judeu-americanos surgidos após a Segunda Guerra Mundial. Seu primeiro livro, The natural, foi lançado em 1952 e posteriormente filmado, com Roberto Redford no papel principal. O romance seguinte, The assistant, recebeu o prêmio Rosenthal, do National Institute of Arts and Letters. Em 1966, publicou The fixer, que lhe valeu duas importantes premiações: Pulitzer e National Book Award e, também, resultou num filme de sucesso: O homem de Kiev.

Bernardo Carvalho nasceu em 1960, no Rio de Janeiro, e radicou-se em São Paulo, onde se tornou um jornalista conhecido. Romancista e jornalista, foi editor do Folhetim e correspondente em Nova York e Londres, da Folha de São Paulo. Sua narrativa é composta de fatos reais e históricos misturados com ficção, que sustentam e dão veracidade aos enredos. Recebeu vários prêmios.





quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Meu conto na Ficções

Para quem não leu o post que publiquei em dezembro...

A Revista Ficções está de cara nova e aceitando contos para sua próxima edição (19).

Um conto meu é candidato e precisa de comentários, que serão usados na escolha dos textos que sairão na versão impressa.

Passem por lá. Ajuda a prestigiar o projeto que é importantíssimo para nossa literatura e ajuda a prestigiar a autora aqui. ;)

Meu conto é A garrafa e está com o pseudônimo Anna Bovary. Se gostar, deixe seu comentário.

Nova obra no Sobrecapa

Mais uma divulgação no Sobrecapa.

Dessa vez é um infantil delicioso, produto da querida Marta Lagarta. Marta é a adulta com alma de criança, com coração de fada, com jeito de menina arteira. Ou seria tudo ao contrário? Não importa, cada um terá sua resposta ao se deixar envolver por seus textos.

E o último é o infantil A menina que ia para longe. Um livro gostoso para as crianças de pouca ou muita idade.

Confira detalhes lá no Sobrecapa.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Rapidinhas literárias

Algumas rapidinhas, mas não menos importantes:


1. Fala-se muito de best-sellers, do lugar de destaque que eles ocupam na mídia, nas livrarias (um lugar que deveria ser maior para a nossa literatura). Para entender um pouco mais o atrativo desses livros deem uma lida no artigo escrito por Carlos André Moreira, para o Zero Hora.

2. Mas best-seller não precisa ser apenas sinônimo de literatura descartável. Pode ser apenas um bom (ou ótimo) livro que vende muito. Cite-se J.K. Rowling que fez de seu Harry Potter um campeão de vendas, sem abandonar a qualidade que se espera de obras literárias. Mas também há clássicos que se tornam best-sellers. Veja que uma obra póstuma, inacabada de Nabokov, o autor de Lolita, tornou-se best-seller na Rússia. Leia matéria completa no Estadão.


3. Albert Camus, autor de várias obras-primas, entre elas O Estrangeiro, morreu em 04 de janeiro de 1960, há 50 anos. Vários artigos saíram a seu respeito. Leia um deles que gostei muito, escrito por Carlos Araújo e publicado no Jornal Cruzeiro do Sul.

4. Sete escritores portugueses, uma brasileira, um espanhol e um mexicano são os dez finalistas do Prémio Literário Casino de Póvoa, no valor de 20 mil euros. O vencedor será anunciado em final de fevereiro. O que de melhor tem nisso: a presença de uma escritora nossa, Adriana Lisboa, que chegou à final com Rakushisha. Parabéns, Adriana! Estamos torcendo por você. Leia mais.

5. Sou apaixonada por cartas trocadas entre escritores. Acho que revela muito do processo criativo, das angústias pelas quais passamos. Estou relendo as cartas trocadas entre Fernando Sabino e Mário de Andrade, e entre Sabino e Clarice Lispector. A releitura é trabalho, pois preciso de algumas informações para o meu romance. Mas releio com prazer, me deleitando novamente. E com alegria leio sobre novo livro que traz à público correspondências de cânones. E dessa vez, ninguém menos que Machado de Assis. O segundo volume de suas cartas chegam às livrarias no livro Correspondência de Machado de Assis Tomo II 1870-1889, numa edição da ABL. O primeiro volume foi lançado ano passado e o terceiro, que vai até sua morte, em 1908, está em edição. Leia mais.

Teatro e literatura no CCBB

Para quem está no Rio, confira a programação de teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com peças baseadas em textos de grandes escritores.

* Aqueles Dois:
de 8 de janeiro a 28 de fevereiro, de quarta-feira a domingo, às 19h30.

A peça é um espetáculo criado a partir do conto homônimo de Caio Fernando Abreu e trata da rotina de uma repartição pública, quando se revela um misterioso desenvolvimento de laços afetivos e de cumplicidade entre dois de seus novos funcionários.

* Sopros da Vida:
de 14 de janeiro a 28 de março, de quarta-feira a domingo, às 19h.
Com Natália Thimberg e Rosamaria Murtinho.

O espetáculo tem o texto de um dos dramaturgos ingleses mais comentados nas últimas décadas, David Hare, autor de sucessos como As Horas e O Leitor.

Na história, duas mulheres se enfrentam num sutil embate pelo mesmo homem, partilhado por ambas durante mais de 25 anos.


* Contos Clássicos Brasileiros:
de 9 de janeiro a 28 de fevereiro, aos sábados e domingos, às 16h
A peça reúne uma série de apresentações teatrais que mesclam diferentes linguagens para dar vida a contos de grandes autores brasileiros - Câmara Cascudo, Graciliano Ramos e Manoel de Barros. No palco, atores, contadores de histórias e músicos buscam a representação da brasilidade em diferentes vertentes.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A pirataria digital já colocou as garras de fora

Se nós leitores estamos no meio dos debates entre livros em papel x livros digitais, os editores e próprios escritores têm outras preocupações: pirataria.

Um livro vendido como e-book pode ser mais barato, mas o risco de cair de forma ilegal na rede, pode virar um pesadelo para a cadeia de livros, principalmente para os escritores que perdem seus direitos autorais.

Uma prova disso pôde ser verificada com o lançamento do novo livro de Dan Brown - "O símbolo perdido". No lançamento em setembro, as vendas de cópias digitais ultrapassaram as vendas de livros em papel, mas por outro lado, 24 horas depois de o livro começar a ser vendido, a cópia de "O símbolo perdido" já podia ser baixada na rede, de graça. E isso foi feito, por mais de 100 mil pessoas.

Certamente uma preocupação a mais para os escritores.

Leia a matéria completa que saiu no Globo.com.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Leituras e releituras (desafio)

Tenho relido alguns livros como fontes para meu romance. E é impressionante como alguns trechos, mesmo depois de tanto tempo, ainda me tocam de forma especial. Então, como gosto de fazer, vou dividir com vocês alguns deles.

Abaixo, um texto atualíssimo, como fonte de opiniões críticas sobre novos escritores.

Vamos fazer uma experiência? Como em 2010 teremos promoções aqui no blog, vou testar alguns caminhos. Então, começo lançando um desafio: Vocês sabem de que livro tirei esse trecho?

Atualização: É parte de uma carta de Mário de Andrade a Fernando Sabino,
escrita em 10 de janeiro de 1942 e está no livro
"Cartas a um jovem escritor e suas respostas"
de Fernando Sabino e Mário de Andrade.
Para quem não leu ainda, fica a minha dica.


Obs: A grafia foi reproduzida exatamente como consta do original.

"Seu livro já está muito bem escrito. Não há dúvida nenhuma que você, como bom mineiro (?) tem o sentimento da língua, como cultura e principalmente como estilo, como expressão de pensamento. E tem no que escreve um sabor brasileiro, muito firme, muito nítido e muito atilado. De extremo bom gosto. Quero dizer: você não cai em nenhum exagero de brasileirismo falso. Com um bocado mais de apuro estilístico e de conhecimento técnico da linguagem, das linguagens populares do Brasil, você chegará a ótimo, talvez grande escritor. De uma língua que já é indiscutivelmente, nacional.

O problema, a meu ver, é tanto mais grave no caso de você que nele se intercala o da sua personalidade de ficcionista. Será você de fato um contista? Este problema é dos mais graves e dos que você precisa resolver pra si próprio. É incontestável que você não tem nenhum conto verdadeiramente forte como assunto. Cujo assunto imponha o conto por si mesmo, como Os Faroleiros, de Monteiro Lobato, como Pedro o Barqueiro, de Afonso Arinos. Não nego que sejam "contos" os contos de você, mas não parece, pelo livro, que você tenha forte imaginação criadora, grande imaginativa, excepcional faculdade de invenção.

Seus contos são leves e delicadas transposições líricas da vida, como o admirável "Anos Verdes", ou irônicas transposições realísticas da vida. Estou pensando em Machado de Assis. Seus contos estão longe de ser impressionantes. Longe de prenderem a gente por uma idealidade humana definitiva qualquer. Aí é que a arte, como beleza de criação técnica, interfere definitivamente para impor e justificar um criador. Si você não fizer coisas maravilhosamente bem feitas como técnica, como estilo, como arte de escrever, como bom gosto espiritual, você será apenas "mais um".

No gênero dos seus contos, você tem, a meu ver, descaídas lastimáveis, principalmente para o lado anedótico. Apesar das observações, excelentes, no realismo humorístico com que você esteriotipa gestos e expressões verbais, contos como As Rosas Iam Murchar e o Padre Venâncio, são simples anedotas simplórias, de lastimável descontrole e nenhuma autocrítica. Mesmo o caso do telefone que, não posso negar, é muito engraçado e me fez rir bastante, é, em última análise, grosseiro, tratado sem tacto, sem delicadeza, bacalhoada de Portugal com arrotos e todas as faltas de medida. Quando você tem, pra salvar seus contos na arte, de abandonar qualquer colorido mediterrâneo e se esquipar no senso de medida dos franceses, e na delicadeza espiritual de ingleses e nórdicos.

Mas ainda eu me pergunto si sua tendência é realmente para o conto e não para o romance... Pela faculdade de observação naturalista, pela riqueza de tipos psicológicos, não sei, sinto em muitos dos nossos contistas, e em você, romancistas verdadeiros, que por preguiça, por falta de tomar fôlego, erram de espécie, se dispersam no conto, quando são romancistas legítimos.

Não sei si você consegue perceber que no fundo seu livro me interessou muito. Mais você que o livro, aliás... Conforme a idade, lhe garanto que você pode ir longe. Mas não como um Jorge Amado, pouco trabalho, ignorância muita, criação de sobra. Você tem que trabalhar dia a dia. Como um Machado de Assis.

E não lhe seria possível botar um bocado mais de responsabilidade humana coletiva nas suas obras?..."

Nova obra no Sobrecapa

Mais uma divulgação no site Sobrecapa.

Começo 2010 colocando em dia os lançamentos de 2009 que não tive tempo de divulgar.

E para iniciar a lista, o romance O Albatroz Azul de João Ubaldo Ribeiro.

Confiram detalhes sobre o livro no Sobrecapa.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Cursos imperdíveis na Estação das Letras

O novo ano chegou e é hora de trabalhar. E para quem está nesse caminho literário, nada melhor do que ótimos cursos, com um time de mestres de primeira grandeza. Sem contar os colegas que se tornam amigos ou, no mínimo, grandes leitores da nossa literatura. Esse é o perfil dos cursos da Estação das Letras.

E para começar a aproveitar, veja a programação de janeiro e início de fevereiro (Cursos de Férias):

  • 09/01 (sábado): Ficção e Poesia (Workshop), com Luiz Costa Lima.
  • de 09/01 a 20/02 (aos sábados): O que será que será escrever? Oficina de leitura e criação literária, com Ramiro Osório.
  • de 11/01 a 15/01: Escrita Criativa, com Ana Letícia Leal.
  • de 11/01 a 15/01: Oficina: escrevendo biografias, com Carlos Didier
  • 13/01, 14/01 e 15/01: A preparação do escritor - Oficina de estudo e criação literária, com Raimundo Carrero
  • 18/01, 19/01, 21/01 e 22/01: Escrita Criativa - desbloqueando sua capacidade de escrever, com Silvia Carvão
  • 23/01 (sábado): Laboratório de Vivência Literária, com Luiz Ruffato
  • de 25/01 a 29/01: Introdução aos gêneros literários, com Suzana Vargas
  • de 25/01 a 28/01: Como escrever um projeto cultural, com Maria Alice S. Lima
  • 26/01, 27/01 e 28/01: Conto: o que é e como se faz, com Cíntia Moscovich
  • 30/01 (sábado): O escritor e o Mercado Editorial, com Maria Amélia Mello
  • 04/02, 05/02 e 06/02: Oficina de Haicai, com Eunice Arruda
  • 04/02, 11/02 e 25/02: Oficina da Crônica - Workshop, com Felipe Pena

Para conferir detalhes dos cursos, basta clicar no site da Estação - http://www.estacaodasletras.com.br/.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Entrevistas e a melhor literatura

Semanalmente, Edney Silvestre nos oferece a melhor literatura nas entrevistas que comanda no Espaço Aberto Literatura.

E para quem não consegue assistir pela Globo News, tem nova oportunidade pelos vídeos disponibilizados no site G1.

E as últimas entrevistas que revi hoje me trouxe de tudo um pouco: poesia da melhor qualidade, discussões sobre livros eletrônicos e até um autor consagrado que herdou do pai a informalidade com que conta suas histórias.

Então, curtam comigo.

- Entrevista com José Luis Peixoto, exibida em 18/12/2009

Poeta, romancista, dramaturgo e ensaísta, o escritor português José Luis Peixoto teve seu livro "Cemitério de Pianos" entre os melhores livros do ano, selecionados pelo Prêmio Portugal Telecom. Mais do que isso, Peixoto é conhecido como um dos maiores poetas jovens de Portugal.

Nessa entrevista, ele fala de sua infância, de seu primeiro contato com os livros, de sua literatura e nos presenteia ao final com um poema que é um dos mais lindos que ouvi e li nos últimos tempos, e aqui transcrevo para que vocês apreciem esse autor que me foi revelado por Edney.

Na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs e eu,
depois, a minha irmã mais velha casou-se.
Depois, a minha irmã mais nova casou-se.
Depois, o meu pai morreu.
Hoje, na hora de pôr a mesa, somos cinco,

menos a minha irmã mais velha que está na casa dela,
menos a minha irmã mais nova que está na casa dela,

menos o meu pai, menos a minha mãe viúva.
Cada um deles é um lugar vazio nesta mesa onde como sozinho.

Mas irão estar sempre aqui.
Na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
Enquanto um de nós estiver vivo, seremos sempre cinco.

- Entrevista/debate sobre livro eletrônico, com Marcelo Moutinho e Luciana Villas-Boas, exibida em 01/01/2010

Marcelo, Luciana e Edney falam sobre o livro eletrônico, a versão brasileira - Cooler - e o futuro do livro, em papel x eletrônico.

Eu, particularmente, não consigo me ver longe do ato de folhear, anotar nas margens, de emoção mesmo com o livro em papel.

Vale a pena assistir e cada um formular a própria opinião.

- Entrevista com Luis Fernando Veríssimo, exibida em 25/12/2009

Luis Fernando fala de seu último lançamento - o romance Os espiões, da sua relação com a música, do pouco tempo que tem para escrever e do surgimento das personagens e suas histórias.

Percebi que não sou só eu, pobre mortal, que uso dos pequenos segundos do dia para compor minhas histórias.

Confiram!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Um feliz 2010 para todos, com muita leitura

Estive um pouco, tá vou ser mais sincera, estive muito enrolada no final de 2009, o que gerou um certo desleixo em relação ao meu blog querido. Mas se tem uma promessa que fiz de virada de ano foi não deixar mais a peteca cair.

Esse cantinho é meu refúgio, é meu mundo paralelo em que posso viver e respirar a literatura, então vou tentar não deixá-lo tão abandonado novamente.

E para todos os meus queridos leitores do Canastra, meu desejo de um 2010 de muita luz, paz, saúde e amor. Acho que com esses ingredientes dá para se alcançar a felicidade. E para salpicar um tempero especial, muita leitura também.

Começando bem o ano, vou completar nosso primeiro post, do primeiro dia do ano, dividindo com vocês minhas leituras de hoje.

Beijos no coração de todos.

- No Digestivo Cultural foram publicadas algumas listas de leituras marcantes.

A primeira é do querido Luis Eduardo Matta, que nos oferece um resumo de algumas obras. Sempre uma boa referência para quem não leu. Confira no artigo "Algumas leituras marcantes de 2009". Meu aval nessa lista para as obras de Ian McEwan e Livia Garcia-Roza. As outras ainda não li, mas já coloquei na minha lista.

A segunda é do Marcelo Spalding e traz os dez livros mais interessantes da década (?), mesmo que nossa década não tenha terminado, mas vamos considerar o período determinado por ele, de 2000 a 2009. Confira no artigo "O melhor da década na literatura brasileira: prosa". Aqui meu aval para a obra de Cíntia Moscovich. Li "Leite derramado" e gostei, mas sem grande empolgação, então não posso concordar que ele ocupe esse lugar de destaque nos últimos dez anos. Apesar de não ter terminado o livro de Ana Maria Gonçalves, o pouco que li dele me deixa à vontade para dizer que provavelmente ela mereça esse lugar de destaque.

- No Estadão, algumas notícias literárias:

Harry Potter foi eleito, pelo site estadao.com.br, o livro da década. Aqui também tenho que concordar, se considerarmos o panorama mundial. J.K.Rowling fez algo praticamente impossível de se conceber: transformou crianças e adolescentes em leitores ávidos de livros de centenas de páginas, não se limitando a prendê-los por sete anos, mas também contando uma história cheia de intertextualidade, com qualidade, que encantou também os adultos.

Paul Auster já anunciou seu próximo romance. Chama-se Sunset Park e será publicado nos EUA em novembro de 2010. Uma obra que se passa nos tempos atuais, em Nova York, valendo-se de múltiplos narradores.